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Publicado em Segunda, 14 de Julho de 2008 - 12h45

Saio um pouco das férias para falar do país dos bananas - Por Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo


Saio um pouco das férias para falar do país dos bananas - Por Reinaldo Azevedo
Luiz Nassif descobriu agora, um tanto tardiamente, o caminho da superioridade. Tarde demais, neném. Agora o jornalismo que ele pratica se tornou um destino porque descoberto, porque veio à luz. O que Diogo revela na sua coluna da VEJA desta semana é um vexame sem tamanho. Sim, a seqüência foi esta:- Nassif se aproxima de Saulo de Castro, então secretário de Segurança de São Paulo, e o convida para um seminário. Entre uma conversinha e outra, o pobre Saulo foi arrastado, apurou este blog, até para uma das rodinhas de chorinho de Nassif. A vida pode ser cruel com um secretário de segurança. O PCC é pinto.

- Saulo, que também é Castro, mas não é a Inês, estava lá no sossego dos seus anos, acreditando que a empresa chamada “Dinheiro Vivo” (sic) estava realmente interessada no seu pensamento. O que seria justo. Ele é um dos responsáveis pela brutal queda de criminalidade em São Paulo.

- Mas não. A idéia era originalíssima. Uma jabuticaba nassifiana: Saulo deveria falar e, pasmem!, pagar por isso. Foi-lhe feita a generosa oferta para que a Secretária entrasse com R$ 50 mil para o evento.

- Saulo não topou. Uma assessora do secretário gozou de Nassif: “Não é por acaso que a empresa se chama Dinheiro Vivo”. Pois é.

- Nassif ficou bravo. E, quando Nassif ficava bravo, ele descarregava a sua fúria onde? Ora, na coluna da Folha. Que não tinha nada a ver com o peixe. Entenderam?

- Saulo levou a questão a Otavio Frias Filho. Tudo devidamente documento.

- Frias Filho mandou Nassif embora.

E esses são os fatos.

Por que não se contou essa história antes? Porque Nassif, de fato, não tem importância. E nem Diogo nem eu tínhamos saco para tratar do assunto. Falar de alguém como Nassif provoca desconforto porque você se sente um tanto contaminado.

E por que tratar disso agora? Ora, no dia da prisão de Dantas, ele acusou Diogo de ser lobista do banqueiro. E parte da bobajada que diz em seu blog virou a bobajada no inquérito de Protógenes. Frias Filho confirmou a Diogo o motivo da demissão de Nassif e, suponho, autorizou-o a publicar, não? Até porque é verdade. Leitores falam de uma notinha anterior, em que ele negara tal motivação. As pessoas cedem às vezes a apelos dramáticos. Por generosidade, creio. Mas isso já é especulação e não interessa. Interessa o fato.

E por que isso é relevante? Porque demonstra um método. Compreendo que Nassif odeie Diogo, Reinaldo, a VEJA, sei lá quem. Não deve ter sido fácil para ele ver publicada na coluna de Diogo que ele divulgara release como notícia em sua coluna na Folha — até com os mesmos erros de digitação. Desmoraliza, eu sei. Quando Nassif acusa este ou aquele de estarem a serviço de interesses menores, parece que se toma como medida de todas as coisas. Então precisa ser desnudado.

Agora ele diz querer resolver tudo no tribunal. Não é por boniteza. É por precisão. Quem o processa é VEJA. E ele será chamado a provar cada uma das calúnias e aleivosias que deu curso naquele seu, sei lá como chamar, delírio eletrônico.

Pois é. Diogo suportou calado as maluquices do amostrado por sete meses. Eu suportei. Tolerávamos Nassif como certos restaurantes toleram aquele cão meio sarnento que fica na porta, esperando restos. Mas agora ele começou a espalhar pulgas, não é? Parte do besteirol que Protógenes diz sobre a imprensa saiu da cabeça de Nassif — além da de Paulo Henrique Amorim, Mino Carta e Bob Fernandes. A decadência rancorosa virou inquérito policial numa espécie de conspiração de celerados trapalhões. Abaixo, vejam um dos e-mails da assessora de Nassif para Saulo.

Um dos e-mails de Nassif a Saulo e o uso de jornais alheios
O que você lê abaixo é um e-mail da assessora de Nassif para a Secretaria de Segurança. Já é a segunda investida. Da primeira vez, ele havia pedido R$ 50 mil pela participação de Saulo; agora, pede R$ 35 mil. Nunca levou. E Saulo passou a apanhar na sua coluna. Seguem trechos do e-mail em vermelho, com comentários meus, em azul. É longo. Mas vale a pena. Prestem especial atenção ao que vai lá no pé, em bold.

11/04/2005 14:57
Para: Elaine Ramos Mansano/EXECUTIVO/BR
Assunto: Projeto Brasil - Luís Nassif
Caro Secretário Saulo de Castro Abreu,
Venho em nome do jornalista Luís Nassif, solicitar apoio para viabilizar o 17º Fórum de Debates projeto Brasil -Segurança Pública- Como se preparar para combater o crime organizado, que será realizado dia 28 de abril em São Paulo.
Sabemos que estamos a poucos dias do evento, mas estamos com muitas dificuldades de viabilizar esta discussão, por isso pedimos uma atenção no assunto.
Anexo segue proposta de apoio com mais detalhes sobre o evento.
Atenciosamente,
Zenaide Santana Projeto Brasil - Dinheiro Vivo Agência de Informações S.A.Fones: (11) 3782 XXXX ou (11) 9886 XXXX

Proposta de Apoio Secretaria de Segurança Pública.doc
Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo
Prezado Secretário Saulo de Castro Abreu,
A Dinheiro Vivo Agência de Informações e o jornalista Luís Nassif convidam a Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo a participar do 17º Fórum de Debates Projeto Brasil Segurança Pública – Como se preparar para combater o crime organizado como Patrocinador Ouro do evento, em virtude da competência e do compromisso da Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo no apoio às iniciativas que contribuem com o desenvolvimento do tema no Brasil.

O EVENTO

Tráfico de drogas, roubo de cargas, seqüestros, pirataria, falsificação de liminares. Feitos de uma forma planejada e altamente lucrativa, todos eles fazem parte da roda do crime organizado que cada vez mais assola o país. Há anos o Brasil é conhecido por seus esquemas institucionais de corrupção – com propinas, superfaturamento e emprego inadequado de recursos públicos. Estes esquemas se somam à venda de produtos pirateados em todo o país – com movimentação de mais de R$ 30 bilhões em 2002, passando pela falsificação de CDs, software, relógios, aparelhos eletrônicos e muitos outros produtos – e ao roubo de carga.

O crime organizado arruína a economia, pois não gera impostos, não permite o crescimento e ainda gera violência. Também cria uma economia própria, que movimenta seguradoras e indústrias de todos os tipos. Dado este cenário, o objetivo do 18º Fórum de Debates Projeto Brasil – Segurança Pública: como se preparar para combater o crime organizado é discutir os problemas e apontar soluções. Os quatro Fóruns de Debates do evento devem mostrar números sobre a economia gerada pelo crime, detalhar áreas em que o crime impera e também discutir a integração de sistemas de inteligência e o uso de tecnologia no combate ao crime organizado. Será uma oportunidade de debater um problema que atinge, de uma forma ou de outra, o dia-a-dia de qualquer cidadão brasileiro.

Um comentário curto: Nassif sempre muito profundo e dotado de pensamento holístico.

TEMAS

A economia do crime organizado - Há uma série de questões econômicas envolvendo o mundo do crime. Pode-se dizer, na verdade, que há uma economia à parte gerada pelo crime organizado em todo o mundo; algo que passa pelos roubos de cargas, pela pirataria, e pela indústria de liminares, dentre outros; e gera efeitos, por exemplo, na indústria de segurança e no mercado de seguros. Também há os custos da violência gerados pelo crime, que, de acordo com estudos, atingem cerca de 10% do PIB, ou cerca de R$ 130 bilhões.
Áreas críticas em que o crime impera - As discussões do 2º painel serão focadas, de forma mais detalhada, em três áreas em que o crime impera no Brasil: a indústria de liminares, a pirataria e o contrabando. No país, só a venda de produtos pirateados, por exemplo, movimenta mais de R$ 30 bilhões anualmente, segundo dados da Receita Federal referentes a 2002. Como o governo deve atuar para combater cada um destes crimes? É a questão a ser levantada no 2º painel.
A integração dos sistemas de inteligência – O conceito de sistema único de segurança pública (susp) foi lançado em 2003, mas ainda não foi colocado em prática. O governo já conseguiu um acordo para interligar os bancos de armazenamento de impressões digitais dos institutos estaduais de identificação criminal, mas ainda falta muito. O 3º painel deve discutir a importância da integração dos sistemas de inteligência e apontar o que está sendo feito para que o conceito se transforme em algo concreto em todo o país.
A tecnologia contra o crime organizado – Nos últimos anos, o crime organizado certamente vem aproveitando as inovações tecnológicas para crescer. Desde roubos de carga até a falsificação de CDs, quanto maior o aparato tecnológico, maior a facilidade de o crime ir adiante. Mas o desafio neste caso é inverter a situação e utilizar a tecnologia no combate ao crime organizado. A indústria bélica pode oferecer alternativas ao Estado? Quanto da tecnologia militar poderia ser usado no combate ao crime organizado? Estas são as questões do 4º painel.

PALESTRANTES

Ministro Márcio Thomaz Bastos – Ministério da Justiça
Luís Nassif – Dinheiro Vivo Agência de Informações
Walter Fanganiello Maierovitch – Instituto Brasileiro Giovani Falcone
Ib Teixeira – Fundação Getúlio Vargas
Maíra Rocha Machado – Fundação Getúlio Vargas
Ricardo Carneiro – Unicamp
Cláudio Fonteles – Procuradoria Geral da República
Ítalo Morelle – APAMAGIS – Associação Paulista de Magistrados
Saulo de Castro Abreu – Secretaria de Segurança Pública de SP
Marcelo Itagiba – Secretaria de Segurança Pública do RJ
General Soares – IME – Instituto Militar de Tecnologia
General Brochado – Instituto Militar de Engenharia
Paulo Lacerda – Polícia Federal
lista sujeita a alteração

Foi tão alterada, que não houve seminário. Vai ver ninguém pagou.

Data: 28 de abril de 2005
Horário: 08h30 as 18h30
Local: Hotel Paulista Plaza, Al. Santos, 85 – São Paulo – SP
SOBRE O PROJETO BRASIL
O Projeto Brasil é uma iniciativa da Dinheiro Vivo Agência de Informações, em convênio a Secretaria de Comunicação e Assuntos Estratégicos da Presidência da República, com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social e com o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, visando aprimorar a discussão em torno das políticas públicas e estabelecer fóruns de discussões setoriais.

CONFIGURAÇÃO COTA OURO

10 (dez) vagas em cada vento;
Aplicação da logomarca da empresa nos folders e volantes impressos do evento;
Aplicação da logomarca da empresa nos anúncios do evento (Folha de São Paulo, Guia Financeiro, Revista Dinheiro Vivo, Cash de Finanças Pessoais);
Aplicação da logomarca da empresa, com link para a homepage da empresa, na página de divulgação do evento dentro do portal Projeto Brasil;
Aplicação da logomarca da empresa em folder eletrônico do evento (e-mail marketing);
Direito à inserção de material promocional (folder, jornal, panfletos, folhetos) na pasta do evento;
Exposição de 02 (dois) banners no local do evento, com o formato máximo de 90 cm X 140 cm;
Direito à distribuição de brindes da empresa no ambiente externo do evento;
Aplicação da logomarca no banner principal do evento;

VALOR

R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais)

DIVULGAÇÃO
Internet
Portal Projeto Brasil
Portal Dinheiro Vivo
Portal Dinheiro Vivo/UOL
Impresso
Cash Dinheiro Vivo (tablóide de finanças pessoais encartado semanalmente nos seguintes jornais parceiros)
Jornal Hoje – Nova Iguaçu – RJ
Jornal da Região – Jundiaí – SP
Jornal do Commercio – AM
O Liberal – Americana – SP
O Imparcial de Presidente Prudente – SP
O Jornal – Maceió – AL
Tiragem: 93.000 mil exemplares
Guia Financeiro Dinheiro Vivo (newsletter semanal de macroeconomia e finanças)
Tiragem: 8.000 exemplares
Jornal Folha de São Paulo

Temos certeza de que a participação da Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo no 17º Fórum de Debates Projeto Brasil Segurança Pública – Como se preparar para combater o crime organizado trará resultados extremamente positivos à comunicação estratégica da secretária.

Qualquer dúvida ou esclarecimento entrar em contato.
Atenciosamente,
Zenaide Santana
55 11 3782 XXXX
55 11 9886 XXXX

Viram que mimo? A Dinheiro Vivo, uma empresa de Nassif, privada, fazia seminários. E ele usava como um dos elementos de convencimento do “palestrante-contribuidor” a divulgação do evento nos jornais alheios, Folha inclusive.

E quando Saulo não topou? Bem, Saulo começou a apanhar. Como se ter ouvido o chorinho já não tivesse sido um atentado contra os direitos humanos...

Esse é um dos e-mails. Há uma penca.
Não podia dar em outra coisa: demissão.

Eis Nassif, o professor de Educação Moral e Cívica de Digo, Reinaldo, Lauro Jardim, da Veja toda...

Vai, mané. Pede pra sair. Antes de ser "saído" de novo.

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