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Publicado em Segunda, 09 de Janeiro de 2017 - 17h52

Secretário de Saúde fala sobre as ações e inovações para o setor em Porto Velho

da Redação


Secretário de Saúde fala sobre as ações e inovações para o setor em Porto Velho

Há oito dias à frente da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), o secretário Alexandre Porto em entrevista ao RONDONIAGORA disse que muita coisa deve mudar em relação à saúde pública em Porto Velho. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por exemplo, é uma das prioridades para o administrador.

“Já autorizamos a reforma de uma ambulância, sendo que em operação temos apenas duas para atender à toda a cidade. O pessoal ainda está fazendo o levantamento de todos os carros que tem no pátio parados e que não tem mais nenhuma serventia. Tivemos que devolver uma ambulância para Ponta do Abunã, que é de lá. Mas vamos buscar melhorar o atendimento, através do projeto de descentralização do serviço”, explica Alexandre.

Considerando a região geográfica da capital, o secretário entende que os pontos de base das ambulância também devem ser divididos por área, para agilizar o atendimento, e facilitar o acesso à população. “Evidentemente que ainda vamos tratar sobre a estruturação, de onde vai ficar cada equipe do Samu, e o objetivo é facilitar o acesso, já temos autorização e a implantação já está em estudo”.

Quanto à contratação de novos servidores, o secretário revela que, por enquanto, não há como contratar ninguém, pois ainda está sendo levantada a realidade financeira e de necessidades do quadro. “Material é a mesma coisa. Só temos urgência em agilizar os processos licitatórios de compra porque a nossa população tem que ser bem atendida”.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) Alexandre Porto só adianta que “está em fase de análise a questão estrutural de cada caso, são muitas necessidades de infraestrutura e não há uma unidade de saúde que não tenha algo a ser feito, pois todas precisam de melhorias”.

Sobre a UPA localizada no Bairro Ulisses Guimarães, Zona Leste, que está sendo utilizada como UBS, o secretário diz que não há demanda de necessidade de mais uma UPA na cidade. “O que temos que fazer é capacitar os agentes de saúde, pois se esse pessoal fizer um trabalho de qualidade, certamente ainda conseguimos reduzir a demanda nas UPAs. O nosso foco é fortalecer as unidade de saúde, porque é lá que a saúde acontece”, declara.

Além do projeto de descentralização do Samu, Alexandre Porto também pretende descentralizar a distribuição de medicamento psicotrópico (os remédios controlados), que atualmente é praticamente só no Centro de Especialidades Médicas do município que é entregue, e já está em andamento a viabilidade de entrega nos postos de saúde de cada região.

“Quanto menos a população tiver se locomover para ter o atendimento, melhor. Precisa agilizar e muito o processo licitatório, que ainda está muito precário, a gente sabe que demora demais. Eu tenho dito para as pessoas com as quais converso que não temos que inventar rodas, só precisamos fazer ela andar mais rápido”.

Dengue, Chikungunya e zika

O secretário Alexandre Porto adianta que um projeto em análise será voltado para ações de prevenção e fiscalização de focos das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, que em breve será divulgado. “O que nós precisamos é que o cidadão colabore conosco. Esse problema não é só da prefeitura ou do governo, mas é um problema que deve ser cuidado por todos. Se todos cuidarem de sua residência, do seu terreno, não deixando acumular lixo, água parada, nós vamos ter um êxito fantástico em termos de dengue”.

O assessor de planejamento da Semusa, Marcuci Antônio, explica que o município faz parte da Rede Nacional de Combate à Dengue, vinculada ao Ministério da Saúde. “Todos os municípios integram a sala nacional de controle ao Aedes e de ações prioritárias para a redução dos índices. Porto Velho tem um decreto que cria a sala municipal e ainda participa das reuniões ordinárias que acontecem na sala de situação estadual, que acontecem na Agevisa. O trabalho é conjunto”, revela.

A programação atual da linha de frente dos trabalhos é de controle e redução de lixo, que é potencial foco da campanha deste ano. Segundo Marcuci, o governo federal está se planejando com remanejamento e organização de recursos financeiro para potencializar a programação.

“Uma das linhas de frente é o trabalho com o Exército, que todos os anos já vem participando, e já temos a informação da disponibilidade de 200 homens para nos ajudar nas visitas de casa a casa, recolhendo o lixo e eliminação de criadouros”, diz Marcuci.

A Prefeitura dispõe de 450 agentes comunitários capacitados, e deve utilizar os homens do Exército para o atendimento nas áreas fora de cobertura do atendimento de saúde da família, deixando os agentes nas regiões cobertas, todos coordenados pelas salas de situação municipal e estadual.

Todas as casas visitas e focos eliminados entram para o cadastro nacional, onde é informado o quantitativo mensal do trabalho. Além disso, um mutirão de limpeza das ruas e casas em todo o município será colocado em prática a partir da segunda quinzena de janeiro com foco na campanha de prevenção.


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