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Publicado em Quarta, 07 de Maio de 2008 - 21h53

SEQUESTRO DO PROCURADOR NÃO PASSOU DE CHURRASCADA COM ÍNDIOS; REGINALDO TAMBÉM ESTARIA FAZENDO LOBIE PARA EMPRESÁRIO EXTRAIR DIAMANTES

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Um trabalho investigativo da AllTV Amazônia durante quatro meses comprovou o falso seqüestro do procurador da República Reginaldo Pereira da Trindade, e do antropólogo David Martin Castro na Reserva indígena dos Cinta Larga em Roosevelt no município de Espigão do Oeste. Na verdade, o seqüestro "fajuto" não passou de uma grande churrascada com os amigos indígenas durante 5 dias. Depoimentos colhidos de uma comerciante, uma garimpeira, um delegado da Polícia Federal e dois agentes da PF revelam com maior riqueza de detalhes o que a revista VEJA denunciou no dia 23 de abril. O procurador da República, o antropólogo da ONU e o grupo de amigos estavam autorizados a entrar e sair da reserva quando bem entendessem, mas preferiram permanecer no local e chamar a atenção da imprensa internacional. "Foi tudo combinado, tudo armação", explicou o delegado federal Rodrigo Souza Carvalho. "Era carne, refrigerante", completou ele, referindo-se ao cardápio do procurador e seus amigos. O próprio Nacoça Pio Cinta Larga, um dos líderes dos Cinta Larga, é bem claro ao dizer que Reginaldo Pereira da Trindade permaneceu porque quis e foi bem tratado. Inclusive, 4 bois foram mortos para alimentar o grupo durante o "cárcere arranjado". Quem acabou faturando com os dias de lazer do procurador foi a comerciante Clarinda Fernandes. Em entrevista a AllTV, ela diz que Reginaldo e sua esposa circulavam livremente fora da reserva para comprar em seu estabelecimento bolacha, frango e refrigerantes. "Me disseram que estavam aguardando a Funai... Não estavam na condição de refém dos índios", disse Clarinda Fernandes, que tem um ponto próximo da reserva e que abastece os índios de alimentos de primeira necessidade.

A garimpeira, que foi gravada pela reportagem, e se identifica como Neide, acusa Reginaldo Pereira de estar interessado em fazer lobie para um empresário montar uma PLANTA- máquina para encontrar riqueza mineral em solo profundo – dentro da reserva indígena. Em troca, o procurador da República garantiria a impunidade dos 24 índios acusados de assassinar 29 garimpeiros em 2004 no massacre que ficou conhecido no Brasil inteiro e que colocou Roosevelt entre os lugares mais perigosos e hostis entre territórios indígenas. O processo desses índios está parado justamente a pedido de Reginaldo Pereira da Trindade, que busca um laudo antropológico para comprovar se esses índios são capazes ou não de responder por seus atos. Até hoje, nenhum profissional dessa área no Brasil aceitou a tarefa. David Martin é antropólogo formado por uma faculdade espanhola.

Neide prova que é mesmo uma das "chefonas" do garimpo ao oferecer diamantes para a equipe filmar. "Qual o nome do empresário que ele (Reginaldo) quer beneficiar", perguntou a repórter. "Isso eu não posso dizer", disse Neide. Ela também entra e sai com diamantes da reserva dos Cinta Larga quando bem entende, sem qualquer interferência da Polícia Federal que mantém bases ao redor do território indígena. A reportagem flagrou uma negociação entre índios e garimpeiros bem próximo de um desses postos da PF. Os policiais, ao invés de fiscalizar, estavam mesmo interessados em descansar. Muitos aproveitam pra jogar sinuca em frente aos bares que se instaram próximo às bases. O comércio de pedras é tão dissimulado que até o presidente da Funai, Márcio Meira, acredita piamente que tudo está tranqüilo e não há qualquer atividade mineral na área Cinta Larga. "Estou em contato permanente com a Polícia Federal", engana-se ele.

VEJA A MATÉRIA COMPLETA EM VÍDEO NA ALLTV AMAZÔNIA:



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