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Publicado em Terça, 05 de Maio de 2009 - 11h16

Servidores federais criticam congelamento do vale alimentação

Sindsef


Os servidores federais não sabem mais para quem recorrer. Com o valor do tíquete-alimentação, apelidado de vale-coxinha, congelado desde 2004, a categoria tem participado de várias reuniões no Ministério do Planejamento, mas, até agora, ninguém falou em reajuste. O benefício não é capaz de pagar por uma refeição completa (salada, prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e cafezinho) em nenhuma região do país, de acordo com pesquisa publicada no jornal O Globo. É por isso que o reajuste do benefício é um dos eixos da Campanha Salarial 2009, lançada oficialmente em 18 de março, durante a Marcha a Brasília, e que será o centro de um ato público que a Condsef e seus sindicatos filiados, incluindo o Sindsef, organizam para o dia 17 de junho.

Segundo a pesquisa, o trabalhador brasileiro que almoça fora de casa gasta, em média, R$ 16,26 por dia. O Centro-Oeste tem a refeição mais cara. Na região, o almoço sai em média a R$ 17,58. Em Brasília, onde trabalha o segundo maior contingente de servidores do Executivo Federal, o custo médio é ainda maior, de R$ 18,49. É uma diferença de 151% em relação ao valor do "vale-coxinha". Até para a região Sul, que possui o mais baixo preço médio da refeição do país, de R$ 13, 80, o auxílio-alimentação dos federais ainda é insuficiente.

O valor mensal pago pelo Executivo varia de R$ 126,00 a R$ 161, 00, dependendo da unidade da Federação (conforme estabelece a Portaria 71/2004). É menor dentre os Três Poderes. No Legislativo, o benefício mensal é de R$ 638, 00, ou seja, R$ 29,00 ao dia. No Judiciário os valores oscilam entre R$ 590,00 (Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus) e R$ 630,00 (TST), que correspondem respectivamente a R$ 26,82 e R$ 28,64 por dia. Se comparado ao valor destinado aos servidores do Legislativo ou do Judiciário, o vale-coxinha está defasado em quase 300%.

Funai
Durante ato realizado dia 22 de abril em Brasília, os servidores cobraram estruturação do Plano de Carreira Indigenista e retomada do GT que discutirá a estruturação do Plano de Carreira Indigenista. Naquela ocasião, o Ministério do Planejamento recebeu uma comissão de servidores lotados na capital federal, quando a representante da SRH/Planejamento, Eliane Cruz, informou que o governo não deve concordar com a instalação de um novo GT, mas assegurou a abertura de uma agenda de reuniões para negociar a estruturação da carreira sendo que o primeiro encontro já está agendado para o dia 20.05. Os servidores devem começar a mobilização para a luta, pois se o Governo mantiver a postura anterior, certamente não cumprirá com a palavra. Não custa lembrar que já está programada uma paralisação geral de todos os servidores para segunda quinzena de junho.

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