Geral
Túmulos são violados e lápides arrancadas no histórico Cemitério da Candelária
Terça-feira, 03 Novembro de 2026 - 16:11 | Redação

Lápides removidas e áreas com sinais de escavação foram encontradas no histórico Cemitério da Candelária, em Porto Velho. A violação do espaço, que abriga sepulturas de pessoas ligadas à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, levou a a Prefeitura de Porto Velho a registrar boletim de ocorrência e à abertura de uma investigação para identificar os responsáveis.
O caso também foi comunicado ao Ministério Público de Rondônia (MPRO), ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e à PF.
Construído por volta de 1908, durante as obras da Madeira-Mamoré, o cemitério reúne parte da história dos trabalhadores e pioneiros que participaram da formação de Porto Velho. Os danos atingiram um patrimônio que preserva registros desse período da capital.
O secretário executivo de Turismo da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), Aleks Palitot, lamentou a violação dos túmulos e o desrespeito à memória das pessoas sepultadas no local.
“A gente fica triste que pessoas vieram aqui desrespeitaram a memória desses personagens que são os verdadeiros destemidos pioneiros e tiveram suas histórias, trajetórias desrespeitadas com os túmulos violados”, afirmou.
Revitalização depende de autorização do Iphan
A Prefeitura de Porto Velho aguarda autorização do Iphan para executar um projeto de revitalização do Cemitério da Candelária e da área das locomotivas, ambos ligados à história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
A proposta foi encaminhada ao instituto no ano passado e prevê a instalação de uma guarita com banheiro, vigilância, cercamento e iluminação do cemitério, além de outras melhorias destinadas à conservação e à segurança do espaço.
O início das intervenções depende da autorização do Iphan, responsável pela análise do projeto.
O prefeito Léo Moraes também se manifestou sobre a preservação do patrimônio histórico e citou o retorno do trem da Madeira-Mamoré como exemplo de iniciativa voltada à valorização desses espaços.
“Respeitar o patrimônio histórico é respeitar a nossa própria história. Nossa gestão tem trabalhado para recuperar e valorizar esses espaços, como demonstramos com o retorno do trem da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. São iniciativas que aproximam a população da sua história e ajudam a preservar esse legado para as próximas gerações”, declarou.