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Opinião

Publicado em Sábado, 20 de Agosto de 2016 - 08h57

Rondônia e Acre se unem para apresentar propostas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

Da Embrapa - Por Renata Silva


Rondônia e Acre se unem para apresentar propostas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia
Os estados de Rondônia e Acre uniram esforços e finalizaram na sexta-feira, suas propostas com demandas para os projetos que serão elaborados e utilizarão os R$ 33 milhões de recursos do Fundo Amazônia, destinados à disseminação de tecnologias para o desenvolvimento sustentável da região. Esta ação foi realizada durante a Oficina Territorial sobre o Projeto Integrado da Amazônia, que aconteceu nos dias 18 e 19 de agosto na Embrapa Rondônia, em Porto Velho, reunindo quase 100 representantes de 26 instituições governamentais e não governamentais, sociedade civil, instituições de pesquisa, de ensino associações e demais atores envolvidos com o setor produtivo destes estados.

União de forças, foco nas ações emergenciais e permanente diálogo fizeram parte dos discursos dos participantes da oficina, que concordaram serem estes pontos principais a serem adotados para promover o desenvolvimento da Amazônia. O senhor Jorge Rounconi, presidente da Associação do Melhoramento Genético de Machadinho D’Oeste, RO (ASPROMEG), ficou motivado com os resultados do evento. “Saio daqui muito satisfeito porque o que a gente vem buscando é esta integração, unindo forças com as demais entidades para que as ações avancem. Os produtores precisam disso para produzir mais e melhor”, completa.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro), Fábio Menezes, concorda. “É preciso aproximar a tecnologia dos agricultores familiares, só assim poderá haver mais produção e de maneira sustentável”. Segundo ele, esta oficina abre espaço para mais diálogo e parcerias entre os atores do setor produtivo da região. “Foi muito bom ver que todo o setor está focado no fortalecimento da agricultura familiar e na produção sustentável”, comenta. Para o analista de conservação do Programa Amazônia, da WWF (World Wide Found for Nature), Flávio Rodrigues a oficina cumpriu seu papel. “Foi uma metodologia muito interessante de envolvimento, troca de experiências e de construção conjunta, fatores determinantes para o sucesso da proposta para a Amazônia”.

Outro ponto que foi convergente é de que a melhoria da agricultura familiar passa pela educação, a capacitação, uma necessidade urgente, segundo os participantes. “Não terá espaço para aquele que não se profissionalizar, que não adotar tecnologias, que não dominar o custo de produção e não tiver uma gestão e produção sustentáveis. Sem isso não conseguiremos manter os produtores no campo”, argumenta Menezes.

Os recursos do Fundo Amazônia

A Embrapa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram acordo de cooperação técnica para a promoção do desenvolvimento da região Amazônica. O BNDES repassará para o Projeto Integrado da Amazônia R$ 33 milhões provenientes do Fundo Amazônia, para a disseminação de tecnologias na região a partir de atuação coordenada de 12 centros de pesquisa da Embrapa.

Os investimentos do Fundo Amazônia vão permitir gerar para a sociedade uma diversidade ainda maior de alimentos e com qualidade, uma vez que 80% do que chega às mesas dos brasileiros todos os dias vêm da agricultura familiar. “Trata-se também de uma preocupação com a segurança alimentar. A Embrapa já dispõe de muitas tecnologias prontas e acessíveis aos produtores para que possam produzir mais, com qualidade e preservando o ecossistema”, afirma o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Rondônia, Frederico Botelho. Para ele, esta construção conjunta e participativa de propostas e a atuação integrada na execução das ações no campo são fundamentais para que os investimentos tragam excelentes resultados para a Amazônia e o Brasil.

Para tornar o processo participativo e promover uma discussão com os atores e parceiros locais, subsidiando a elaboração dos projetos, a Embrapa está realizando Oficinas Territoriais que trabalham com quatro principais temas: Monitoramento do desmatamento e da degradação florestal e serviços ecossistêmicos; Restauração, manejo florestal e extrativismo; Tecnologias sustentáveis para a Amazônia; e Aquicultura e pesca.

Em Porto Velho aconteceu a segunda oficina, que já foi realizada em Macapá (AM) e agora segue para Rorainópolis (RR), Manaus (AM) e Sinop (MT). Essas oficinas cobrem os estados do Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Amazonas e Mato Grosso. Em setembro será a vez dos territórios do Maranhão, Pará e Tocantins. Nesse caso, os municípios a sediarem as reuniões serão Imperatriz (AM) e Marabá (PA).

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