Polícia
Acadêmica de Direito bebe cerveja, se envolve em acidente com morte e vai para casa
Sexta-feira, 04 Setembro de 2026 - 08:49 | Redação

Um motociclista ainda não identificado morreu após ter a moto atingida por um Troller na madrugada desta sexta-feira (4), no bairro São João Bosco, região central de Porto Velho. A motorista, a acadêmica de Direito, Stefany T. F. L., 26 anos, admitiu que havia bebido cerveja e depois do acidente foi para casa. A PM a encontrou e ela apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora, recusou o teste do bafômetro e foi presa.
O acidente aconteceu no cruzamento das ruas José Ribeiro Filho e Emil Gorayeb. De acordo com o boletim de ocorrência, moradores ouviram um forte barulho e, quando saíram de casa, encontraram uma motocicleta caída e o motociclista desacordado, com intenso sangramento.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros socorreu a vítima ao pronto-socorro João Paulo II. O motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu.
Moradores verificaram câmeras de segurança instaladas nas proximidades e entregaram as imagens aos policiais. A gravação mostrou o Troller amarelo seguindo pela rua José Ribeiro Filho e batendo na motocicleta, que trafegava pela Emil Gorayeb.
Uma placa do Troller também foi encontrada no local. Testemunhas relataram que a motorista deixou o cruzamento sem prestar socorro e que o veículo estava cerca de duas quadras à frente, onde ela tentava fazer o veículo funcionar.
PM localiza a motorista
Os policiais encontraram o Troller e localizaram Stefany. Ela disse que havia saído da faculdade e depois foi com amigos ao restaurante, onde encontrou o marido.
Stefany admitiu ter bebido quatro copos de cerveja. Depois, assumiu a direção do Troller para voltar para casa.
A própria motorista declarou que trafegava pela rua José Ribeiro Filho e, ao se aproximar do cruzamento com a Emil Gorayeb, engatou a quarta marcha e acelerou. Nesse momento, ocorreu a colisão com a motocicleta.
Após a batida, Stefany afirmou que parou mais à frente e percebeu que moradores haviam saído de casa por causa do barulho. Ela não permaneceu no local e seguiu para sua residência, na mesma rua, onde acabou localizada.
Diante da declaração sobre o consumo de cerveja e dos sinais apresentados, foi oferecido o teste do bafômetro, mas Stefany recusou.
O auto de constatação apontou hálito alcoólico, olhos vermelhos, sonolência, dispersão, exaltação, comportamento falante e dificuldade de equilíbrio.
Depois da confirmação da morte do motociclista, Stefany foi presa. O BO enquadrou inicialmente a ocorrência, em tese, como homicídio culposo na direção de veículo automotor e afastamento do local do acidente para fugir de eventual responsabilidade penal ou civil, sem prejuízo da apuração de outras circunstâncias.
O Troller estava com o licenciamento vencido e não foi removido porque não havia meios disponíveis para a retirada.