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Polícia

Enfermeiros protestam por não cumprimento de acordo

Quarta-feira, 04 Maio de 2016 - 19:22 | Da Redacao


Pelo menos 146 servidores do setor de enfermagem que estavam no plantão do Hospital de Base Ary Pinheiro na manhã desta quarta-feira (4) paralisaram as atividades por duas horas. O protesto é para pressionar o governo do estado a cumprir o acordo de reajuste nas gratificações prometidas em março deste ano, segundo o Sindicato dos Profissionais da Enfermagem de Rondônia (Sinderon).

A categoria está há mais de 10 anos sem reajuste nos vencimentos e nas gratificações sobre atividades específicas. O presidente do Sinderon, Flávio Tavares Leite, explica que no dia 17 de março, os servidores aceitaram uma proposta de reajuste do governo, sendo que seria 30% sobre os vencimentos e 154% sobre a Gratificação de Atividade Específica (GAE). “Acontece que eles não fizeram o levantamento de impacto em folha para então encaminharem a proposta para votação na Assembleia Legislativa. Sendo assim, o acordo foi quebrado já que deveria ser incorporado ainda naquele mês, tão logo fosse aprovado”, explica Flávio.

O aumento na GAE elevaria significativamente o salário mensal dos profissionais. Para os servidores de nível fundamental, a gratificação sairia de R$ 179 para R$ 454; nível médio os valores saltariam de R$ 239 para R$ 607; para o nível superior elevaria de R$ 571 para R$ 1.450.

Ainda de acordo com o Sinderon, como não houve uma resposta sobre o não cumprimento do acordo com os servidores, no dia 26 de abril foi enviado um ofício para a Sesau informando sobre a mobilização dos servidores, que querem uma resposta sobre o impacto de folha e que a proposta seja levada à Assembleia Legislativa para votação. “Ainda estamos aguardamos o posicionamento do governo do estado”.

Para os próximos dias, a categoria promete mais manifestações. Na quinta-feira (5), a paralisação deve acontecer das 8h às 10h, no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron). “Já na sexta-feira, vamos pegar o horário de pico do Hospital João Paulo II, e vamos paralisar por três horas, das 18h às 21h”, alerta Flávio Tavares Leite.

A assessoria de imprensa da Sesau não foi localizada para se manifestar sobre o assunto.

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