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Polícia

Publicado em Segunda, 12 de Dezembro de 2016 - 17h42

Nazif nega acusações da PF sobre o IPAM e diz que foi Roberto quem destinou R$ 78 milhões a fundos podres

da Redação


Nazif nega acusações da PF sobre o IPAM e diz que foi Roberto quem destinou R$ 78 milhões a fundos podres

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif (PSB) reagiu às acusações da Polícia Federal sobre as investigações no IPAM, realizadas durante a Operação Imprevidência. Segundo a PF foi desarticulada organização criminosa que praticava crimes de corrupção em institutos de previdência em Rondônia. “Em relação ao fato ocorrido no dia de hoje, o que a prefeitura tem a falar é que, quisera que todas as gestões municipais ou estaduais tivessem o mesmo cuidado que a prefeitura tem com seu Instituto de Previdência. Na nossa gestão, em nenhum momento, aconteceu qualquer vinculação com instituições financeiras”, afirmou Nazif.

Segundo a Polícia Federal, foram evitados a injeção de R$ 80 milhões em fundos podres, apesar de toda a pressão e até oferta de propina a dois membros do comitê de investimento do Ipam. Gilson Nazif, irmão do prefeito de Mauro Nazif, foi conduzido coercitivamente. Empresas envolvidas na Operação Lava Jato estão envolvidas com esta organização criminosa. Um dos presos é o empresário Ayres Gomes do Amaral Filho, representante da empresa Planner e que negociava com fundos de investimentos podres.

Mas o prefeito Nazif nega o envolvimento e o fato investigado pela PF. “Não houve aplicação de um centavo em fundos de investimento. E essa afirmativa é baseada em alguns pontos importantes, sendo pra mim o mais importante, que é eu conhecer o sistema financeiro. Eu conheço. Vários já tentaram fazer investimento com fundo de previdência do município de Porto Velho, como em 2013, que recebemos uma empresa que queria pegar recursos da previdência em contrapartida fazendo moradias e aplicação. E desde aquela época eu afirmava: não vai haver investimento em fundos financeiros, a não ser que o Brasil desse uma reviravolta”, lembrou.

Nazif contou que a economia do país é frágil e considerou que esses fundos de investimento são de risco. “E pra quê que eu iria colocar em risco o dinheiro da previdência dos servidores do município? A determinação do prefeito desde 2013 era que não se fizesse nada relacionado a isso. Infelizmente, em 2012, antes da nossa gestão, investiram R$ 78 milhões, e que hoje tem - como eu disse é um fundo podre - apenas R$ 37 milhões”.

Mauro Nazif declarou ainda que abriu tomada de contas especial e encaminhou ao Tribunal de Contas. “Parece que até já julgou e deu responsabilidade aos responsáveis pelo fato à época. Quando investimentos chegam aqui, a orientação é simples, comigo não tem discussão. Ou é ou não é. E no caso de investimento, não aconteceu. E até o dia 31 de dezembro, quando é o último dia da nossa gestão, não irá acontecer qualquer investimento em fundo de previdência”, enfatizou.

Para Nazif, a chance de ter qualquer investimento é zero. “A Polícia Federal recebeu denúncia e tem que agir como tal, e não somos nós que vamos pedir para não investigar. A investigação é nacional, e a nossa previdência, que lá atrás estava algo em torno de pouco mais de R$ 200 milhões, hoje o saldo na previdência está acima de R$ 400 milhões. A saúde previdenciária está saudável e o dinheiro está preservado”, concluiu o prefeito.

Pressão

Sobre ter conhecimento do que a Polícia Federal afirma que estava acontecendo na previdência municipal, Nazif diz que “pressão, todo servidor pode sofrer. Se o servidor vai fazer ou não, ele tem que assumir sua responsabilidade, porque com certeza a minha determinação é para não fazer e fim de papo. Eu sabia que pessoas do Ipam tinham sido chamadas para prestar esclarecimentos na PF, mas não havia nenhuma informação sobre investigação de maneira oficial”.

Quanto à condução coercitiva do irmão e secretário de Obras, Gilson Nazif, e ainda a busca realizada na empresa de Gilson, Mauro defende que não havia vínculo entre o irmão à organização criminosa e nenhum investimento de recursos ilícitos na campanha de tentativa à reeleição.

“A pessoa que é ligada à empresa envolvida com isso não me apoiou, mas sim a outro candidato. E a PF tem que fazer seu trabalho, buscar provas, tanto que logo em seguida ao depoimento dele, ele foi liberado. Quero falar que na minha campanha não recebemos nenhum apoio, e se não recebi é porque não houve nenhum investimento”, finalizou Mauro Nazif.


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