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Polícia prende avô e amplia para quatro os familiares presos no caso da adolescente Marta Isabelle

Sábado, 07 Março de 2026 - 11:39 | Redação


Polícia prende avô e amplia para quatro os familiares presos no caso da adolescente Marta Isabelle
Marta Isabelle, o pai, o avô a avó e a madrasta

As investigações sobre a morte da adolescente Marta Isabelle dos Santos Silva, de 16 anos, avançaram na noite desta sexta-feira (6), em Porto Velho, com a prisão de um parente envolvido no caso. O avô dela, Manoel José S., de 60 anos também está atrás das grades.

A delegada Leisaloma Carvalho confirmou neste sábado (7) que a prisão ocorreu após decisão judicial. Segundo ela, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do idoso, que foi autorizada pela Justiça e cumprida durante a noite.

De acordo com as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o avô sabia das agressões sofridas pela neta dentro da casa, mas não tomou nenhuma providência.

A polícia aponta que essa omissão contribuiu para o desfecho do caso.

Com a prisão do avô, quatro familiares passaram a ser investigados no caso:

  • Callebe José da Silva, pai
  • Ivanice Farias de Souza, madrasta
  • Benedita Maria da Silva, avó paterna
  • Manoel José S., avô

Antes dele, já estavam presos o pai da adolescente, a madrasta e a avó paterna, todos investigados por participação direta ou omissão nas agressões.

O pai e a madrasta devem responder por tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro.

Segundo as investigações, a adolescente era mantida presa dentro de casa e sofria agressões constantes.

A jovem foi encontrada pela Polícia Militar deitada em uma cama, coberta por um lençol e usando fralda descartável.

O laudo inicial indicou que ela estava desnutrida, com ossos expostos, apresentava ferimentos com larvas e marcas que indicavam que havia permanecido imobilizada por dias.

A investigação também apontou que o pai e a madrasta mantinham a adolescente amarrada com fios. Além disso, ela era obrigada a comer restos de comida, ficava sem água para beber e não recebia qualquer tipo de higiene.

Mesmo com ferimentos graves, a jovem não recebeu atendimento médico.

Rondoniagora.com

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