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Polícia

Publicado em Segunda, 04 de Março de 2013 - 08h20

TRÊS PMs SÃO PRESOS APÓS TENTAR MATAR OUTRO PM, QUE ESTÁ ENTRE A VIDA E A MORTE EM PORTO VELHO; Fotos e vídeo

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TRÊS PMs SÃO PRESOS APÓS TENTAR MATAR OUTRO PM, QUE ESTÁ ENTRE A VIDA E A MORTE EM PORTO VELHO; Fotos e vídeo

O policial militar Cristopher Sued da Silva Pimentel, 26 anos, está internado em estado grave no Pronto Socorro João Paulo II, após tentativa de homicídio que ele, e o taxista Jonathan Daniel Rigo sofreram na madrugada de domingo. Os acusados são também policiais militares: Anderson Silva Pinheiro, 27 anos, Jardem Moura da Costa, 28 anos e Natelmo Rosas de Souza, 34 anos. Anderson confirmou ser o autor de disparos que quase mataram Cristopher Sued. Ele e os demais acusados estavam em um veículo gol, que perseguiu as duas vítimas, após serem abordadas por um homem, na esquina da Avenida Carlos Gomes com Getúlio Vargas, na região central da Capital. Eles seriam seguranças de uma boate nas proximidades.

Segundo a ocorrência 1755/2013, o taxista estava com o PM Cristopher Sued conversando com duas mulheres, quando um conhecido delas (mais tarde identificado como Rony Eri Rodrigues, 43 anos), aproximou-se e questionou o que a dupla conversava com elas. Pimentel perguntou se alguma delas era namorada de Rony, sendo informando que era apenas um amigo. O homem falou então que não sabia com quem estava se metendo. Pimentel questionou e Rony afirmou que ele deveria aprender a respeitar policial. Pimentel teria dito que também era policial. Rony, na versão do taxista, saiu e disse que iria pegar armas para ver se Pimentel era mesmo policial. Pimentel então teria mostrado que estava armado. Rony se calou e saiu. Tanto Pimentel quanto o taxista decidiram ir embora.

Momentos depois, e já na avenida Salgado Filho entre Carlos Gomes e D. Pedro, três policiais militares a paisana em um Gol prata, abordaram o taxista e Pimentel. Armados, mandaram parar. Pimentel sacou a arma e gritou dizendo que era PM. O trio começou a disparar no táxi. Pimentel teria revidado, mas foi alvejado e caiu no banco do táxi gritando que era policial. Os três saíram do carro e ordenaram para que o taxista e Pimentel saíssem com as mãos na cabeça. O taxista afirmou varias vezes que a vítima era PM. Pimentel conseguiu sair do carro e afirmou que estava baleado e em seguida caiu, alvejado com três tiros. Após o tiroteio os três saíram se identificaram como PMs e socorreram Pimentel, seguindo para o Pronto Socorro João Paulo II. O taxista seguiu e pediu apoio para uma guarnição que fazia blitz na avenida Campos Sales. Policiais militares o acompanharam até o Pronto Socorro João Paulo II, onde, um oficial, o tenente Davi Machado de Alencar ouviu as versões e deu voz de prisão ao trio por tentativa de homicídio.

O policial militar Anderson Silva Pinheiro assumiu ter dado os disparos com uma pistola pt 40. Na Central de Polícia ele informou que um amigo, Rony Eri Rodrigues o abordou afirmando que um homem armado em um táxi queria mata-lo, iniciando então uma perseguição. Disse ainda que Pimentel teria começado a atirar. Questionado pelo oficial David Machado se teria acionado o CIOP para informar o suposto crime e pedir reforço, os três policiais militares acusados disseram que não mantiveram nenhum contato com a Central da PM em Porto Velho.


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