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Política

Publicado em Terça, 05 de Maio de 2009 - 18h10

Amorim protesta contra “má vontade” da União para resolver impasses no Bom Futuro

RONDONIAGORA.COM


A “ideologização” do governo, no segmento ambiental, tem descambado de “tal sorte”, que em Rondônia cerca de seis mil famílias trabalhadoras e um empreendimento do porte de uma usina hidrelétrica no rio Madeira, Jirau, estão a um passo de se inviabilizarem e provocarem um “caos” social com conflitos sangrentos.

O alerta é do deputado federal Ernandes Amorim (PTB) em discurso nesta terça-feira (5), na Câmara, para demonstrar a “preocupação do povo e das autoridades de Rondônia” e a contradição do governo ao privilegiar “castas onguistas” incrustadas em órgãos como Ibama, Funai e Incra.

Ele se referia à iminência de despejo das famílias que vivem e trabalham há décadas, em parte da Floresta Nacional (Flona) Bom Futuro, e o “descaso” e “falta de vontade política” em aceitar a proposta feita pelo governador Ivo Cassol (sem partido) de repassar a reserva estadual Rio Vermelho, como compensação para a permanência dos trabalhadores na Flona. Nas proximidades da reserva estadual está sendo construída a usina Jirau, que se encontra com problemas ambientais, e que seriam equacionados com a transferência do Rio Vermelho para a União.

“É preocupante a falta de sensibilidade dos nossos burocratas do Planalto, que promovem uma ação de despejo de seres humanos, sem um novo local de trabalho e habitação, agravado ainda sem uma previsão orçamentária para as indenizações das benfeitorias feitas pelos agricultores. É tão grave a tensão no campo, que em recente reunião da Comissão de Agricultura da nossa Casa, se falou até em uma ‘desobediência civil organizada’, para se mostrar que alguma coisa está errada”, enfatizou o parlamentar.

A ideologização, de acordo com Amorim, é notória e dispendiosa ao erário. Ele exemplifica os recursos alocados pela Funai, no valor de R$ 13 milhões, dos quais R$ 10,8 milhões só para locação de veículos, para dar suporte à operação de retirada dos não-índios da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. “Essas pessoas que eram responsáveis pela produção de alimentos naquele estado estão sendo expulsas para formalização de convênios, como vem sendo anunciado pela Imprensa, com o MST, e o pior, com recursos da União. Em Rondônia, se vive esse mesmo problema. Enquanto pessoas que produzem, tem rebanhos e contribuem com a economia do estado estão passiveis de serem expulsos da terra. Mas em contrapartida, o MST a cada dia recebe subsídios e tem até exército, caso do Pará, onde são 15 mil”, protesta.

O parlamentar reiterou ações em Rondônia, no intuito de resolver os problemas. “Precisamos com urgência repensar o que estamos fazendo com as nossas áreas de produção agropastoril, pois se não tomarmos medidas urgentes o acirramento dos embates armados no campo irá aumentar e muitas vidas serão ceifadas. Alias me parece que é essa a grande missão dos ‘onguistas’ incrustados no Ibama e Incra, que de tudo fazem para amedrontar e aterrorizar os nossos pequenos e médios produtores rurais, que sofrem ameaças de todos os tipos, até com o emprego de força policial, que tanta falta tem feito para combater a violência e o narcotráfico nas grandes cidades”.

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