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Política

Publicado em Segunda, 09 de Janeiro de 2012 - 08h51

Depois de 60 dias, diretoria não apresentou plano “milagroso” para “salvar” Caerd

RONDONIAGORA


Passados 78 dias da promessa de apresentação de um “plano milagroso” para salvar a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), a gestão da nova presidente Marcia Luna não mostrou resultados práticos. Na sessão especial convocada pela Assembléia Legislativa para ouvir a diretoria, realizada no dia 21 de outubro do ano passado, Marcia Luna endossou as palavras do então presidente Sérgio Castelo Branco sobre a criação de um projeto para recuperar as finanças da Caerd. Sérgio foi demitido via blog pelo governador Confúcio Moura e Márcio Luna, que na época respondia pela Diretoria Operacional, assumiu o cargo no dia 3 de novembro de 2011.Ela completa mais de 2 meses no comando da presidência. A exceção de visitas as regionais, nada mudou na companhia. O déficit continua o mesmo e a companhia terá muitas dificuldades de renovar a concessão por 30 anos dos serviços de exploração de água potável e esgoto sanitário na cidade de Ji-Paraná, o segundo maior município rondoniense. Os vereadores, liderados pelo dirigente da Câmara, Nilton Cezar Rios (PSB), entendem que a municipalização é a saída para garantir investimentos na cidade. Há bairros de Ji-Paraná que estão sem água até hoje e não existe previsão de obras, embora a Caerd arrecade cerca de R$ 1 milhão por mês só na cidade. “Não investem um único centavo em Ji-Paraná. O dinheiro todo é levado para cobrir o rombo da companhia”, disse o deputado estadual Jesualdo Pires (PSB), autor do requerimento, já aprovado por 9 parlamentares, para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para saber aonde estão sendo aplicados os recursos da empresa.

Com dívidas elevadas com a Eletrobras e passivos trabalhistas, a Caerd apresentou um déficit de R$ 30 milhões em 2010. Os números de 2011 ainda são desconhecidos, apesar que existe um requerimento aprovado pela Mesa Diretora da Assembléia Legislativa exigindo a revelação de todos esses dados, sob pena de crime de responsabilidade. O dinheiro, no entendimento dos parlamentares, é mal utilizado. Em um documento enviado aos deputados, notou-se que apenas em suprimento de fundos (espécie de gasto público em que o dinheiro é depositado na conta do servidor) foram liberados R$ 1,2 milhão. Outros R$ 14 milhões foram destinados a pagamentos de acordos fiscais e trabalhistas e outros R$ 9 milhões em contratos administrativos e com contratos de serviços. Somadas as despesas desses itens foram gastos R$ 24,2 milhões, cifra bem inferior aos R$ 16 milhões realizados com investimentos.
Municipalização não veta recursos do PAC

A municipalização do sistema de água de Ji-Paraná, como querem os vereadores, não veta os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apenas o dinheiro será administrado por uma empresa criada pela prefeitura com aprovação da Câmara e não mais pela deficitária Caerd.

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