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Política

Publicado em Segunda, 24 de Agosto de 2015 - 11h13

Luiz Cláudio se reúne com sociedade organizada em defesa do café em Rondônia

Assessoria


Luiz Cláudio se reúne com sociedade organizada em defesa do café em Rondônia
O deputado federal Luiz Cláudio (PR-RO) se reuniu no último fim de semana na cidade de Rolim de Moura em um evento com cerca de 120 pessoas, entre elas, produtores rurais, técnicos da Emater, Idaron, Ceplac, secretários municipais, vereadores, Câmara setorial do café e empresários do ramo para discutir o PL 1713/2005 que institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Café de Qualidade.

Pela primeira vez é discutido o PL na base produtiva, onde os participantes puderam dar sugestões a serem inseridas nesse Projeto de forma que venha representar as necessidades do setor.

“Esta Lei institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Café de Qualidade, com o objetivo de elevar o padrão de qualidade do café brasileiro por meio do estímulo à produção, industrialização e comercialização de cafés de categorias superiores”, frisou Luiz Cláudio.

No Projeto apresentado, segundo Luiz Cláudio, consta que o café consumido atualmente na forma de bebidas preparadas quentes ou geladas é proveniente de espécies vegetais originárias da África (Coffea arábica e Coffea canephora).

Os primeiros pés de café foram introduzidos no Brasil no século XVIII e a planta adaptou-se bem às diversas condições de solo e clima de nosso território. Atualmente, a cafeicultura é desenvolvida em 15 estados, destacando-se Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia, e somos o maior produtor e o segundo maior consumidor mundial de café. O produto gera importantes divisas em exportações, emprega milhares de trabalhadores rurais e responde por parcela considerável da economia de diversos municípios e regiões do País.

Ofertamos grande quantidade de café a preços competitivos no mercado mundial e a diversidade de regiões ocupadas pela cultura possibilita o suprimento de tipos variados do produto. Os “blends” produzidos têm como base o café de terreiro ou natural, o despolpado, o descascado, o de bebida suave, os ácidos, os encorpados, além de cafés aromáticos, especiais e de outras características.

Ao seu turno, os cafés de categorias superiores e especiais concorrem em mercados diferenciados, de consumidores mais exigentes e de maior remuneração. Para receber classificação como café de categoria superior, os grãos passam por processos de seleção de acordo com sua cor, tamanho e sabor. O local de cultivo e o atendimento a questões de ordem ambiental ou social, como as condições de trabalho, também podem ser considerados fatores de diferenciação do produto.

Apesar da melhor remuneração alcançada, ainda é relativamente baixa a produção brasileira de cafés de qualidade e especiais. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café, pouco mais de 10% de todo o café produzido no País e menos de 8% do produto destinado ao mercado interno classifica-se como especial ou gourmet.

Entretanto, observa-se a tendência de aumento da demanda doméstica de cafés de qualidade, em razão do maior conhecimento da população sobre as qualidades e vantagens do consumo desse tipo de produto e também pela elevação da renda das famílias. Na Europa, por exemplo, cerca de 60% do consumo já é atendido por cafés especiais e de qualidade.

Por isso, visando suprir a demanda doméstica crescente com produtos melhores e mais acessíveis, exportar produtos de maior valor agregado e aumentar a sustentabilidade econômica, social e ambiental da cafeicultura, propomos o presente projeto de lei, para instituir a Política Nacional de Incentivo à Produção de Café de Qualidade.

Na reunião com a participação de autoridades, produtores e empresários, esse projeto foi amplamente discutido e as sugestões se transformaram em um documento a ser apresentado na Comissão de Agricultura para que possa fazer parte do Projeto e atender aos reais anseios do setor.

“Esse trabalho em Rolim de Moura foi bastante produtivo onde todos puderam dar sua opinião e sugestão com o propósito de defender o setor do café, que tanto trás desenvolvimento para o nosso Estado”, finalizou

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