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Política

Publicado em Terça, 09 de Agosto de 2011 - 17h38

Monopólio de laticínios gera prejuízos a produtores de leite em Rondônia, denuncia Arom

Arom


A Associação Rondoniense de Municípios (Arom) vai solicitar que a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, Governo do Estado e Assembléia Legislativa investiguem a possível existência de monopólio entre laticínios em Rondônia. A iniciativa será dada em razão de fortes indícios e inúmeros reclames de produtores, segundo o presidente da entidade, prefeito Laerte Gomes, de Alvorada do Oeste.
De acordo com Laerte, a Arom foi alertada de que o setor estaria sendo controlado por duas grandes empresas que absorvem a produção do leite em Rondônia. “Há casos em que o preço ao produtor varia entre R$ 0,58 a R$ 0,73 na mesma região. Quando uma nova empresa tenta se instalar, eles jogam o preço lá pra cima para quebrar o empresário e depois comprarem o laticínio e o fecham, gerando prejuízos ao município”, disse.

Laerte Gomes informou ainda que a Arom está preocupada com a constante diminuição na arrecadação das administrações dos municípios que têm suas unidades de laticínios adquiridas por esses grupos e depois fechadas, gerando com isso perda de receita e desemprego. Para ele a atuação dessas empresas configura claro monopólio. Ele defende que “tem de haver uma regulação homogênea do preço em todo o Estado, do contrário temos que retirar os benefícios fiscais concedidos a essas empresas”. Laerte também cita o exemplo de Alvorada do Oeste, que é uma das maiores bacias leiteiras de Rondônia: “Um laticínio tenta atuar lá, mais recebe severas ameaças de um grupo conhecido”.

Ainda segundo o prefeito, produtores reclamam da falta de opção para a venda do leite e que são obrigados a aceitar o preço imposto pelo suposto “monopólio”. “Se estão tendo vantagem do poder público, não podem fazer o que querem dos nossos produtores, retirando-lhes alternativas para entregarem o produto”, disparou Laerte, lembrando que, em Alvorada, a empresa atual adquiriu um laticínio há três anos, com o compromisso de reformar e reativá-lo em seis meses e, no entanto, até hoje nada aconteceu, gerando desemprego e prejuízo ao município.

Segundo o presidente da Arom, prefeito Laerte Gomes, "é preciso haver uma regulamentação no setor, essas empresas têm que abrir o seu custo de produção para saber qual preço justo a pagar aos produtores, iniciativa esta que já foi tomada pelo CONSELEITE que é a ferramenta adequada para fazer esse trabalho. O presidente da Arom está em Brasília onde se reunirá com o presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, Senador Acir Gurgacz, para solicitar que seja feita audiência pública com produtores rurais nos municípios de Rondônia para debater o assunto.

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