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Política

Publicado em Quarta, 28 de Outubro de 2009 - 14h50

PARANÁ GANHA MAIS UM SENADOR; DONO DA EUCATUR TOMA MANDATO DE EXPEDITO COM FARSA DE VIGILANTES

RONDONIAGORA


O Estado do Paraná ganhou mais um senador na tarde desta quarta-feira com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) assegurando a imediata posse do proprietário da Eucatur, Acir Gurgacz, em substituição ao senador Expedito Junior (PSDB-RO), afastado do cargo pela Justiça Eleitoral. Mais votado no Estado para o Senado com 267.728 mil votos nas eleições passadas, Expedito foi acusado de compra de votos por um grupo de vigilantes, denunciados por um dos colegas, Rodrigo Balcazar, de montar uma farsa a pedido de Acir, o segundo colocado naquelas eleições. Vídeos foram apresentados pela imprensa (CONFIRA AS DENÚNCIAS EM VÍDEO) mostrando Maximino Bedin e Cristino Pinheiro negociando com Balcazar supostos pagamentos para esse grupo de ex-vigilantes da empresa Rocha Segurança, cujo proprietário é irmão do senador afastado. Em que pese a clareza dos fatos, o Tribunal Superior Eleitoral não aceitou as novas apresentadas por Expedito. Depois da divulgação do material, Cristiano Pinheiro foi demitido por Gurgacz.

Dono da Eucatur, empresa que sofre centenas de processos de indenização e ações da União, Acir Gurgacz  conversou com os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Osmar Dias (PSDB-PR) e Flávio Arns (PT-PR) para fortalecer a bancada paranaense, seu estado de origem e onde está a sede da empresa de ônibus. Seu pai, Assis Gurgacz, tem residência em Cascavel, noroeste paranaense, e é um dos grandes entusiastas do mandato do filho. Ele é primeiro suplente de Acir no Senado. Como tem a maior parte das ações da União Cascavel em Rondônia e outros empreendimentos no Estado, a exemplo da Gramazon, Acir Gurgacz visita Rondônia a cada 6 meses. Ele divide seu tempo entre Cascavel e Manaus, onde é presidente do sindicato patronal de transporte coletivo. A Eucatur  tem concessão de ônibus na capital amazonense e é campeã em reclamações. Acir é conhecido pela imprensa como “tubarão dos transportes” e é acusado de pressionar o prefeito Amazonino Mendes em busca de aumento do preço da passagem.

PÊNDULO DA MORALIDADE

Acir Gurgacz tenta enganar a população de Rondônia com artigos em seu jornal, Diário da Amazônia, defendendo a moralidade no poder público. Ele lançou uma campanha publicitária chamada “SOS RONDÔNIA”, clamando pelo fim da corrupção no Estado, mas esquece dos próprios erros. Em março de 2008, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal em Cascavel (PR), Ji-Paraná e Porto Velho nas garagens da Eucatur e nas residências de Acir Gurgacz, Assis Gurgacz e Nair Gurgacz, mãe do novo senador.

Chamada Operação Articulados, a ação investigou irregularidades no financiamento de R$ 20 milhões, operação realizada em 2004 pela Eucatur junto ao Banco da Amazônia para a aquisição de sete veículos articulados. Mas a documentação dos ônibus, fabricados em 1993, foi adulterada e apresentada ao banco como se fosse referente a veículos adquiridos em 2004.

FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Quatro integrantes da família Gurgacz, os irmãos Acir e Algacir e os pais Nair e Assis, já estão indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Além deles, Adelino Silva, ex-gerente da empresa, também foi indiciado pelos mesmos procedimentos ilícitos.

Em Manaus, equipes da PF cumpriram três mandados de prisão na garagem da empresa, localizada na Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, e nas residências dos empresários Acir e Algacir Gurgacz, onde foram apreendidos computadores, laptops, documentos e estojos com jóias.

As investigações sobre o caso, de acordo com o delegado federal Domingos Sávio Pinzón, tiveram início em 2006 a partir de uma sindicância feita pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AM), que identificou irregularidades na documentação dos articulados. Como o dinheiro concedido pelo Banco da Amazônia à empresa é oriundo do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), ou seja, verba federal, o caso foi repassado à PF. As investigações continuam e o novo senador e sua família também respondem aos processos na Justiça Federal. Clique e confira os vídeos denunciando as armações do agora senador:


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