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Política

Publicado em Terça, 20 de Maio de 2014 - 09h06

PF prende deputado e realiza buscas na Assembleia do Mato Grosso

MidiaNews


PF prende deputado e realiza buscas na Assembleia do Mato Grosso
Policiais federais prenderam, no início da manhã desta terça-feira (20), o deputado estadual José Geraldo Riva (PSD) e o ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, durante mais uma etapa da Operação Ararath. Os agentes federais também cumprem mandados de busca e apreensão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que está fechada para o trabalho dos policiais.

A decisão é do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal informou que a lista dos presos é “extensa” e as buscas e apreensões serão cumpridas também na residência do governador Silval Barbosa e do conselheiro Sérgio Ricardo, do Tribunal de Contas do Estado.

Segundo os agentes federais, os presos serão levados num avião da própria Polícia Federal para a sede da PF, em Brasília, onde serão interrogados.

Os agentes não informaram se as prisões são temporárias (por 30 dias) ou preventivas (tempo indeterminado).

Os agentes não confirmaram se os presos ficarão sob custódia no prédio da PF.

A Polícia Federal também faz busca e apreensão em um edifício comercial na Avenida do CPA.

O objetivo, segundo as informações, é recolher documentos de um escritório de factoring.

Pedidos

Em dezembro passado, em entrevista exclusiva ao MidiaNews, o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Élzio Vicente da Silva, afirmou que novas etapas da Ararath estavam por vir.

“É prematuro afirmar a abrangência da Operação Ararath, porque ela está com fatos bem delimitados, restritos e ainda sob apuração. É óbvio que se, nesses fatos, identificarmos participação de outras pessoas, detentoras ou não de poder político e econômico, a investigação vai tomar o rumo devido”, completou.

Na ocasião, o policial esclareceu que, caso políticos com mandatos, caso de Riva e Silval, estivessem na investigação, o caso seria remetido para esferas superiores, ou seja, órgãos como o STF.

A PF iniciou às investigações em 2011, de forma velada, para apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.

Em novembro passado, a fase ostensiva foi deflagrada, com três etapas e 27 mandados de busca e apreensão cumpridos. Um dos alvos principais é o empresário Júnior Mendonça, da Amazônia Petróleo.

Operação Ararath

A investigação teve início em 2011, com a finalidade de apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional (operação clandestina de instituição financeira) e lavagem de dinheiro.

O grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado, tendo como base operacional a empresa Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande.

Empresas de factoring não têm autorização do Banco Central para conceder empréstimos

Segundo as informações, a empresa, oficialmente, encerrou suas atividades em 2012.

Os recursos eram movimentados nas contas das factorings e outras empresas do grupo, entre as quais se encontra uma grande rede de postos de combustíveis da Capital.

Fases 1, 2 e 3

A primeira fase da Operação foi deflagrada em 12 de novembro, para investigar crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro por meio de factorings. Na ocasião, foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão.

O empresário Junior Mendonça, dono dos postos da rede Amazônia Petróleo, foi o principal alvo das buscas e apreensões.

Na segunda fase da operação, em 25 de novembro, o leque de crimes investigados se ampliou, e outros sete mandados foram expedidos. O juiz federal Julier Sebastião da Silva chegou a ser alvo de buscas e apreensões em sua residência e em seu gabinete.

A suspeita é que ele teria favorecido a empresa Encomind Engenharia Com. e Indústria Ltda. em decisões judiciais. O bacharel em Direito Tiago Dorileo também foi alvo, sob suspeita de ser lobista.

A terceira fase da Ararath ocorreu no dia 16 de dezembro e cumpriu sete mandados de busca e apreensão. O único local divulgado em que os mandados foram cumpridos foi o o Consórcio Planservi-Sondotécnica, que ajuda a Secopa a gerenciar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

Além da empresa a PF cumpriu outros seis, sendo cinco em Cuiabá, um em Várzea Grande e um em Tangará da Serra. Os alvos foram duas empresas e cinco pessoas físicas.

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