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Política

Publicado em Quarta, 19 de Outubro de 2011 - 09h19

PRESIDENTE DA CAERD TENTA DESVIAR FOCO DAS ACUSAÇÕES DA TARIFA MAIS CARA DO BRASIL

RONDONIAGORA


Não adiantam as insinuações do presidente da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), Sérgio Castelo Branco, a respeito dos deputados estaduais para desviar o foco da discussão sobre a tarifa mais cara do Brasil e as suspeitas sobre a aplicação dos recursos arrecadados no interior do Estado. Nesta quarta-feira, às 15 horas, ele terá que comparecer a Assembléia Legislativa para prestar esclarecimentos e já é forte tendência da Casa para criar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades na estatal. O autor do requerimento, o deputado estadual Jesualdo Pires (PSB-Ji-Paraná), tem 12 assinaturas e precisa apenas das explicações do presidente da Caerd para apresentar o documento à Mesa Diretora.O presidente da Caerd adotou a estratégia do bateu-levou. Acusou Jesualdo de tentar empurrar uma empresa de outro estado para comercializar eliminadores de ar que acabam aumentando ainda mais a conta de água do consumidor. Na verdade, Sérgio Castelo Branco tentou ludibriar a opinião pública e desviar o foco da real discussão, que é o pedido da companhia para explorar por mais 30 anos os serviços na cidade de Ji-Paraná, base do parlamentar. Jesualdo se revoltou porque nos últimos anos, a Caerd apenas arrecada e leva os recursos para Capital em aplicações suspeitas, segundo o deputado. Hoje, são R$ 900 mil pagos pelos consumidores de Ji-Paraná, mas não existe sequer um único metro de cano novo no sistema. E nem há projeto de expansão, enquanto tem localidades no município onde as pessoas são obrigadas a abastecer suas casas com águas de cacimba.

Jesualdo apresentou planilhas do relatório da instituição ligada ao Ministério das Cidades, comprovando que a Caerd pratica a tarifa mais cara do Brasil. E muito acima de cidades na Bahia e Ceará, onde há dificuldades em determinadas épocas do ano por causa da estiagem. “Em Rondônia onde há uma abundância de rios, a conta é uma das mais altas”, reclamou o deputado Euclides Maciel (PSDB-Ji-Paraná), relatando alguns “abusos” do presidente da companhia, Sérgio Castello Branco.

Os estudos apontam que a Caerd cobra para produzir até 20 mil metros cúbicos de água cerca de R$ 3,00 enquanto estados vizinhos como o Acre a tarifa chega a R$ 1,42. Em Roraima não passa de R$ 2,02 e no Pará R$ 1,38. A situação fica irônica quando se compara com cidades dentro do Estado de Rondônia. Em Cacoal, onde os serviços são municipalizados, a SAEE cobra R$ 1,33 bem abaixo dos R$ 3,00 da Caerd. Em Alvorada, também municipalizada, chega a R$ 1,38 e Vilhena, onde a Caerd não tem detém os serviços, não passa de R$ 1,00 e é uma das tarifas mais baratas do Estado.

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