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Política

Publicado em Quinta, 22 de Novembro de 2012 - 16h09

Tomás Correia reconhece crise financeira e critica postura do vice-governador

Rondonoticias


O senador Tomás Correia (PMDB) foi o entrevistado desta quinta-feira (22) do programa A Voz do Povo, na rádio Cultura FM 107.9 apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá e retransmitido pela rádio Antena FM 98.3 de Alvorada do Oeste.Ele falou sobre as ações que desenvolveu nos meses em que ocupou a titularidade no Senado, na vaga do senador Valdir Raupp (PMDB). Porém, o foco da entrevista foi a situação financeira que atravessa o Governo, comandado pelo peemedebista Confúcio Moura.

“Rondônia passa por dificuldades, é verdade. Houve uma queda no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para todos os Estados brasileiros. Isso afetou o orçamento e prejudicou as ações governamentais. O Governo Federal reduziu o IPI de automóveis e da linha branca de eletrodomésticos. Essa redução gerou dificuldades”, reconheceu.

Segundo ele, “o governador é competente, é correto e está tomando medidas para conter gastos e superar a crise. Mesmo assim, a gestão de Confúcio tem diversos investimentos no Estado. É um Governo municipalista. Em Jaru, por exemplo, foram mais de 15 quilômetros. Fortaleceu o transporte escolar, convênios na área de saúde e investido nos municípios. Na área de estrada, a situação é a melhor entre todas as gestões estaduais até hoje”.

Para o senador, “um dos pontos negativos deste Governo é a falta de divulgação de suas ações positivas. Na área de saúde, o Estado fez muitos investimentos, mas em razão do abandono de anos, ainda há muito o que fazer. Creio que com a posse do novo secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, vai melhorar ainda mais”.

De acordo com Correia, Confúcio escancarou a situação da Saúde em Rondônia. “Nada de colocar sujeira por debaixo do tapete. Mas, mostrou os problemas e tem tomado medidas para resolve-los”, completou.

Sobre o atraso nos pagamentos a fornecedores, o senador disse que a queda nas receitas acabou afetando o devido crédito aos empresários. “Isso é ruim, pois quem vende serviços ou produtos, tem empregados, paga impostos e gera renda”.

Tomás Correia rebateu o comentário de um ouvinte, que disse que as gestões do PMDB foram desastrosas. “Isso não é verdade. O Governo Raupp foi exitoso e a prova é que ele foi eleito e reeleito senador”.

Ao ser indagado se procedem as informações de que o vice-governador e diretor geral do Detran, Airton Gurgacz (PDT) estaria agindo nos bastidores para desestabilizar o Governo de Confúcio, Tomás rebateu: “ouvi sim e de pessoas com coerência. Por exemplo, houve um processo que repassaria recursos do Detran para a Saúde e o vice-governador intercedeu junto aos deputados para que o projeto fosse vetado”.

Ele foi além: “discordo da decisão do governador de ter nomeado o vice como diretor do Detran. Pra mim, ele teria que ter somente as funções de vice. No Detran, o que se tem hoje, é a formação de uma espécie de poder paralelo, de partidarismo na gestão, o que abomino”.

O senador continuou o desabafo. “Acho lamentável o vice-governador fazer lobby contra o Governo. Não tem como partidarizar a gestão. A deslealdade deve ser punida com a demissão do vice-governador do Detran, caso se confirme os fatos, para mostrar quem comanda o Governo”.

Ele confirmou que recebeu informação de que o vice-governador tem feito lobby junto a deputados, para que os projetos de interesses do Governo sejam vetados na Assembleia. Correia disse que o Detran tem que contribuir com recursos e ações para diminuir os acidentes, que acabam superlotando as unidades de saúde. “É isso que o diretor do Detran tem que estar preocupado, ao invés de estar na surdina, tramando contra o governador”, desabafou.

Correia reclamou ainda das críticas do presidente da Assembleia, Hermínio Coelho (PSD), ao governador Confúcio. “Não posso concordar e nem aceitar de forma nenhuma as agressões que o presidente fez ao governador. Me solidarizo ao governador e acho que com brigas e intrigas, não se constrói nada”, completou.

Dirigente estadual do PMDB, ele assegurou que a intervenção na executiva municipal do partido, em Porto Velho, vai fortalecer a sigla. “Foi uma atitude para superar o impasse de um processo de enfraquecimento do partido. Vamos mudar o partido na capital, com certeza”, finalizou.

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