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Publicado em Segunda, 13 de Abril de 2015 - 17h32

Negociação entre professores e faculdades particulares não avança e greve não está descartada

Assessoria


Negociação entre professores e faculdades particulares não avança e greve não está descartada
Na segunda rodada de negociação, ocorrida na tarde da última quarta-feira (08), as faculdades particulares apresentaram uma contraposta de reajuste de apenas 4,5%, alegando que várias faculdades tiveram que reduzir suas mensalidades por conta da regulamentação do MEC que bloqueou o FIES para as instituições que reajustassem a mensalidade acima de 4,5%, somando-se a isto, ressaltaram que houve perda de novas matrículas devido à crise econômica e por conta da limitação de novos contratos por parte do MEC-FIES

Essa segunda negociação ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (SINTTRAR), entre o Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior Privadas (SINPRO), representado pelo seu presidente Luizmar Oliveira das Neves e outros diretores, e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular (SINEPE), representado pelo seu Presidente Antônio Lúcio dos Santos e outros representantes das Instituições de Ensino Superior Privadas.

O SINPRO questionou sobre os valores da hora/aula praticados abaixo do mercado e sobre os reajustes salariais anteriores dos professores com índices bem abaixo da inflação acarretando uma grande defasagem salarial. Solicitou, ainda, que o SINEPE construísse uma contraproposta efetiva de um piso salarial; em seguida o patronato apresentou o valor de R$ 19,50 hora/aula para o piso salarial e 4,5% de reajuste para os professores que receberem acima deste piso, mais a manutenção das cláusulas da convenção anterior.

O SINPRO não aceitou e fez uma outra proposta de R$ 34,00 para o piso salarial, reajuste de 7,43% para os professores que ganharem acima deste piso, plano de saúde odontológico, pagamento de uma multa para os professores que forem demitidos nas férias, bolsa para professores em graduação ou pós graduação e discussão das demais cláusulas sociais contidas da minuta. Não houve acordo.

Ao final ficou agendada uma nova rodada de negociação, a terceira, acontecerá dia 14/04 conforme registrado em ata, caso não haja acordo após esta reunião o resultado será levado em assembleia com os professores, pois será a penúltima antes do SINPRO solicitar ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) uma mediação que poderá ocorrer em duas reuniões.

O impasse está criado, sendo que a reivindicação inicial dos professores era de um piso de R$ 38,85 e 8,5% para os que ganhassem acima deste piso, e ainda, outras reivindicações que compõe a pauta, sendo as principais delas um auxílio transporte no valor de R$ 180,00; plano de saúde hospitalar; plano de saúde odontológico, bolsa para graduação e pós graduação para os professores e descontos de 50% para dependentes. A pauta de reivindicação foi aprovada unanimidade pela categoria.

O presidente do SINPRO, Luizmar Neves, informou que o sindicato fará todo esforço possível para conseguir chegar a um acordo com as instituições. O resultado final será submetido à categoria em assembleia. "Uma greve nunca está descartada, mas ela só acontecerá em último caso, se a intransigência das instituições não permitir o fechamento do acordo, pois esta diretoria está organizada e lutará com todas as forças para conquistar os benefícios que deixaram de ser ganhos no passado".

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