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Publicado em Segunda, 08 de Dezembro de 2014 - 08h24

As nuvens

Gessi Taborda


As nuvens

Enquanto os próprios peemedebistas rondonienses de alto-coturno se mantém calados diante do desgaste do governador (reeleito) Confúcio Moura pela ligação direta do seu nome à atuação das quadrilhas desmanteladas nas operações mais recentes de combate à corrupção (Plateias e Ludus) no primeiro governo do filosófico peemedebista, quem assumiu de vez o papel de fazer declarações na mídia para tentar transmitir um pouco de esperança aos rondonienses frustrados com a reeleição do peemedebista é, quem diria, o “esquerdista” Daniel Pereira, levado para posição de vice-governador ao ser colocado na carona do titular da chapa, por indicação (meu Deus!) do péssimo prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif.
 
GOVERNO DE CRISE

Mas não serão as aleivosias ditas pelo Daniel que serão capazes de tornar as nuvens menos negras para o segundo mandato de Confúcio. Será – enquanto durar – um governo de crise.
Talvez a tramitação jurídica das ações contra o governador rondoniense seja um pouco mais demorada do que os rondonienses gostariam que fosse. Todavia, diante das denúncias contra Confúcio, fartamente documentadas com as investigações dos MPs (federal e estadual) e das instituições policiais (especialmente da Federal) são fortes as evidências contra o governador, consolidando a versão de que Confúcio era o grande chefe da quadrilha que rouba e pilhava os recursos públicos.
 
OPOSIÇÃO SEM RUMO

Políticos experientes costumam dizer que “a próxima campanha” começa logo após a divulgação dos resultados das urnas do último pleito. Em 2016 teremos eleições municipais. Certamente a prefeitura de Porto Velho está entre as mais cobiçadas. Em torno dessa disputa já existe euforia de pretendentes, imaginando que o desgastado Mauro Nazif “deve perder para qualquer adversário” em virtude do tamanho de sua rejeição popular, de seu perceptível desgaste como prefeito portovelhense.
Esse cenário faz-nos relembrar os vaticínios da coluna em relação a Confúcio Moura antes da arrancada do processo sucessório. A avaliação do governador (que acabou reeleito) era tão ruim que ele próprio não demonstrava interesse em disputar um novo mandato “se não houvesse” uma recuperação nos índices de aprovação do eleitorado.
Muitas vezes a coluna falou da fraqueza da Oposição rondoniense. Oposição essa que só existiu pontualmente, corporificada no projeto individualista de dos poucos interessados em substituir Confúcio. A “oposição” não fazia nem mesmo barulho – fora os discursos de José Hermínio – que levasse as ruas a gritar “Fora Confúcio”.
 
MAMÃO COM MEL

Agora o tema eleitoral tem como foco a sucessão municipal. Mais uma vez estamos diante de um fato inegável: o desgaste profundo do prefeito Mauro Nazif. Os possíveis candidatos ao cargo emitem sucessivos sinais de que o lamentável prefeito não consegue mais se recuperar. Repete-se aquilo que tanto se falou de Confúcio.
Há alguns pretendes à sucessão de Nazif entusiasmados, achando que uma vitória eleitoral na sucessão de Mauro será como verdadeiro mamão com mel.
Se no caso de Confúcio essa euforia da oposição (??) não se concretizou, também contra Nazif a história pode se repetir. Isso porque a tal “Oposição” não existe de fato, como instituição.
 
HUMILDADE

Enquanto a “oposição” não demonstrar humildade para se organizar num grupo coeso capaz de fazer barulho que desperte a coletividade para um projeto político de mudança, não será tão fácil conquistar a prefeitura como se imagina agora.
Há no momento pelo menos um nome com reconhecida experiência política interessado em participar da disputa de 2016. Trata-se de Odacir Soares, que já foi prefeito (quando Rondônia ainda era território), deputado federal e senador. Ninguém pode desconhecer as qualidades intelectuais de Odacir para desempenhar o papel de gestor de uma instituição da importância da prefeitura da Capital.
 
TEM DE SE ORGANIZAR

Todavia seu primeiro desafio é trabalhar em prol da organização de uma Oposição consistente, visível, que pare de falar sozinha para sair do processo de encolhimento em que se debate nos dias de hoje. Para liderar um processo desses seria preciso relevar posições pessoais em prol de um objetivo comum.
 
CANTO DA SEREIA

Como é natural ocorrer após cada eleição, todas as emoções políticas voltam ao seu leito original. Chegar à prefeitura passa a ser o sonho eufórico e extasiado de praticamente todos os personagens com maior ou menor expressão eleitoral no cenário de Porto Velho.
Será uma grande besteira para quem pretende disputar a eleição de 2016, ficar preso ao canto da sereia de que “qualquer adversário venceria” um prefeito tão desgastado como esse Mauro Nazif.  O prefeito (assim como foi o governador) é, administrativamente falando, um lerdo sem dedicação na gerência dos interesses da cidade. Mas eleitoralmente sempre foi um cara que acredita nele mesmo. Foi assim que conquistou vários mandatos nos três níveis do parlamento (municipal, estadual e federal).
 
CHORORÔ

Se vencer de novo (repetindo o resultado eleitoral de Confúcio) será por causa dos muitos erros cometidos ao longo do tempo pela Oposição ou, melhor dizendo, pelos opositores. E depois, não adianta o chororô de quem preferiu se imaginar o rei da cocada preta e se descobriu sem os votos necessários para a vitória.
 
RELIGIÃO

Li, não me lembro onde, que Ângela Mosquini, mulher do deputado federal eleito Lúcio Mosquini, preso numa das ações policiais da Operação Lundus, por ser evangélica e acreditar na solução divina, dispensa opiniões dos “críticos de plantão” sobre a prisão do marido (que também é evangélico) e também sobre seu futuro político.
Não sei por que me lembrei, de imediato, de uma cena em que um político de Brasília, também evangélico, fez uma roda de oração com colegas que também recebiam propinas do governo brasiliense. Ora, é muita cara de pau achar que o Criador apoia quem mete a mão no dinheiro público. Grande coisa dispensar “os críticos de plantão”, imaginando que isso pode reduzir a gravidade dos supostos crimes cometidos pelo outrora poderoso homem do DER.
 
E NANCI DANÇOU

Em final de governo tem muita gente do primeiro escalão que não cantará o jingle-bell no cargo. E quem dançou no final da última semana foi Nanci de Oliveira, até então comandante da Sedam. Motivo para a exoneração: o filósofo andou assuntando ocorrências de corrupção por parte de integrantes da pasta. Só agora, no final da gestão???
 
TEMPOS NOVOS

Deputados estaduais ouvidos pela coluna não escondem que governo terá grande ($$$$) influência na escolha do novo presidente da Assembleia Legislativa. Esse tipo de interferência é cada vez mais assimilado como coisa normal.
Mas como não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe, a torre das vaidades, da corrupção, das mentiras deslavadas e do oportunismo nojento um dia vai desabar e toda a corja que lhe dá sustentação será soterrada. Aí, sim, não ficará pedra sobre pedra!
 
LÚCIA

Reafirmando a disposição de manter seu nome para a disputa da Assembleia, Lúcia Tereza, deputada eleita na região de Espigão, disse não acreditar que os deputados vão escolher os membros da nova mesa ficando de cócoras para imposição do Executivo e nem nas maracutaias do suborno. Ela voltou a afirmar que deputados farão valer a honorabilidade do cargo ungido pelos votos recebidos nas urnas de outubro passado.


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