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Publicado em Segunda, 21 de Setembro de 2009 - 09h10

Hildebrando no banco dos réus 13 anos após o crime da motosserra no Acre

Altino Machado


Hildebrando no banco dos réus 13 anos após o crime da motosserra no Acre

O coronel da Polícia Militar e deputado cassado Hildebrando Pascoal começa a ser julgado nesta segunda-feira em Rio Branco (AC) por causa do crime da motosserra juntamente com o dentista Pedro Pascoal (irmão dele), o fiscal de tributos Adão Libório (primo) e o ex-sargento da PM Alex Fernandes.

Há 13 anos, precisamente no dia 3 de julho de 1996, os quatro participaram de uma sessão de tortura e assassinato de Agilson Firmino dos Santos, o Baiano. Em 30 de junho daquele ano, Baiano ajudou na fuga de José Hugo, o Mordido, que assassinou o subtenente Itamar Pascoal, irmão do coronel.

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP) do Acre, Sete Pascoal, irmão  falecido de Hildebrando, além dos primos Amaraldo Uchôa Pinheiro e o coronel Aureliano Pascoal, então comandante da PM, também participaram da brutal e horrenda sessão de tortura, sob a liderança de Hildebrando Pascoal.

- O homicídio foi praticado com requintes de crueldade, mediante a provocação de intenso sofrimento físico à vítima que ainda viva teve seus olhos perfurados, seus braços, pernas e pênis amputados com a utilização de uma motosserra, além de ter um prego cravado em sua testa, culminando os atos de tortura cm vários disparos de arma de fogo desferidos por Hildebrando Pascoal Nogueira Neto contra a cabeça da vítima - afirma o Ministério Público do Acre na denúncia.

Segundo o MP, o homicídio de Baiano teve motivação torpe, pois o mesmo era empregado de José Hugo e dirigia seu veículo quando do assassinato de Itamar Pascoal, o que motivou sua morte por vingança.

Baiano foi capturado, algemado e executado sem que tivesse como esboçar qualquer ato de defesa. O corpo dele foi jogado por Hildebrando Pascoal e Adão Libório em frente à sede de uma emissora de TV.

Na Justiça Federal Hildebrando Pascoal acumula penas quem somam mais de 88 anos de prisão. Além disso, já foi condenado em quatro processos por crime contra a vida na Justiça Estadual, cujas sentenças somam 68 anos e seis meses de prisão. Destes, já cumpriu nove anos, onze meses e dezenove dias, restando 20 anos e três dias.


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