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Publicado em Sábado, 06 de Dezembro de 2014 - 08h56

MUITO PROVÁVEL

Gessi Taborda


MUITO PROVÁVEL

Perguntado pela coluna se acreditava que o governo reeleito de Rondônia, Confúcio Moura, corre o risco de perder o segundo mandato conquistado nas urnas neste ano, um septuagenário advogado que atuou em muitos casos rumorosos de políticos encalacrados na Justiça por (vá lá) participar de maus feitos na gestão pública abriu um largo sorriso e vaticinou: “é muito provável que sua permanência no novo mandato não dure nem os próximos seis meses do novo ano”.
Para esse experiente jurista, Confúcio toma posse (há muito pouco espaço para uma decisão da Justiça Eleitoral contra o governador eleito), mas vai continuar sofrendo a probabilidade de ir até parar na cadeia diante dos desfechos dessas operações de combate à corrupção na gestão pública rondoniense.
 
NO FOCO

Os órgãos de controle deveriam focar sua atenção nos gastos de publicidade dos governos estadual e do município (de Porto Velho) para descobrir como é alimentada (e muito bem) a chamada mídia amestrada em detrimento do estrangulamento econômico da mídia independente. Enquanto vai se revelando – através das investigações policiais com suas sucessivas operações – que parece não existir licitações sem propina em Rondônia; uma devassa nas contas de publicidade de ambos os governos revelaria um imenso gasto desnecessário, além de um ralo para garantir o enriquecimento rápido da máfia midiática existente para dar suporte e proteção às mazelas de gestores nada confiáveis.
 
SEM NOVIDADES

Militantes do campesinato rondoniense querem por que querem saber em que pé está a investigação (se é que foi iniciada) da segurança pública do estado para descobrir o paradeiro do camponês Luiz Carlos da Silva, que teria sofrido um sequestro no último dia 29 de novembro, no município de Monte Negro, localizado na grande região de Ariquemes. Luiz Carlos é uma das lideranças camponesa no Estado que, segundo se afirma, vinha recebendo ameaças de supostos grileiros.
 
NO MURO

Não é má vontade, posso garantir. Na verdade gostei de ver a avalanche de votos conseguidos por Mariana Carvalho nas eleições passadas, principalmente por destronar de seu posto a (lamentavelmente) mais uma vez reeleita Marinha Raupp.
Isso pelo fato de, até hoje, a mulher do senador Raupp não ter me convencido de que foi ou será essa brastemp toda da política do estado. Não conheço nada palpável feito no estado em virtude da ação política dessa deputada de Rolim, mesmo estando careca de ouvir essa ladainha da “destinação” de emendas para isso ou para aquilo.
Bem, pondo os pontos nos “is”, quero deixar claro que não votei em Mariana. Mas gostei de vê-la eleita. Sua equidistância dos acontecimentos do estado nesse momento me deixa, confesso – desiludido com sua atuação.
 
MANIA TUCANA


Nunca acreditei que essa linda e privilegiada moça tivesse um conteúdo político de verdade. Ora, mas não precisava revelar já, depois de receber dezenas de milhares de votos, a tendência de ficar em cima do muro.
Até parece que esse combate à roubalheira no governo rondoniense não chama sua atenção.
Pelo que li na mídia, está mais preocupada em defender um “programa para a Juventude”, coisa que certamente não vai distingui-la em Brasília.
Enquanto as próprias lideranças nacionais do partido tucano buscam firma a imagem de que agora o PSDB se engaja numa Oposição verdadeira, a linda (nova) parlamentar rondoniense sinaliza que prefere ficar no ninho. É uma pena essa decisão de ficar em cima do muro, lugar preferido dos tucanos ao longo dos anos.
 
ARROCHADO

Se antes das eleições o deputado estadual Zequinha Araujo costumava comentar que as denúncias contra o uso de servidores públicos na sua Associação Beneficente Zequinha Araujo (algo como sofisticado curral eleitoral) não chegavam a fazer nem “cosquinha” na sua carreira política, agora poderá chorar com a prática do assistencialismo.
Sem mandato e respondendo denúncias pela prática de corrupção, Zequinha (que ficou conhecido por sua predileção em esconder dinheiro na cueca) também pode ter de ressarcir os cofres públicos pelo uso ilegal de servidores públicos para o funcionamento de sua Associação. Isso sem falar da possível responsabilização criminal.
Sem o apoio recebido “de Executivos” amigos, Zequinha deve extinguir a Associação que tanto lhe ajudou nas eleições.
 
AINDA NÃO

O deputado Maurão de Carvalho ainda não desistiu de concorrer à presidência da Assembleia. A disputa de 2015 vai ser uma “luta de leão”. Maurão foi reeleito deputado estadual num grupo de oposição a Confúcio. Mesmo assim é apontado como o candidato da preferência do governador reeleito. Ele desconversa, mas não nega. Com o governador no centro do furacão ativado pelas operações policiais de combate à corrupção, certamente esse tipo de apoio vai virar anátema para quem, como Maurão, é pastor evangélico.
 
ESCLARECIMENTO? ONDE?

A nota de esclarecimento publicada pela assessoria do (ainda) senador Ivo Cassol é uma tentativa de escapismo inócuo. Quem manja do riscado jurídico não aposta nem uma pataca no mandato de Ivo. Ele não só está destinado à perda do mandato como, também, à perda (ou restrição) da liberdade e direitos políticos. Não adianta querer se enganar: Cassol está condenado. E não há como mudar isso.
Foi abatido em pleno voo por uma assessoria incapaz e por não gostar de ouvir conselhos.
 
PERSEGUIDOR

Li a nota do deputado Jaques Testoni, tentando livrar a cara do irmão (prefeito de Ouro Preto) preso na Operação Ludus. Ora, até parece que o MP anda pedindo a prisão de inocentes. Isso é simples truque de madame.

Na Assembleia, onde Jaques termina seu mandato, o que ouvi foi uma explosão de alegria. É que Alex patrocinou uma dura perseguição aos servidores estatutários da Casa, quando comandou a 1ª Secretaria.  Ele criou uma espécie de “gestapo do ponto”, contra servidores estatutários. Aliás, Alex Testoni humilhou até os demais deputados, que foram obrigados a tolerar o seu bonezinho.
 
COISA NENHUMA

Valter Araujo não foi solto, como informou parte da imprensa de Porto Velho no dia de ontem. Na verdade a Justiça apenas mudou seu regime de prisão, diante de sua saúde precária. Agora o ex-presidente da Assembleia está em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, mesmo durante o período de internação hospitalar. E dessa vez com monitoração especial. Assim, não poderá repetir a façanha de Mário Calixto, que fugiu do hospital e está hoje como refugiado na Bolívia.
 
DECISÃO ACERTADA

Deve merecer aplausos a decisão do Ministério Público de recorrer da sentença que condenou Gilvan Cordeiro Ferro, ex-secretário da Justiça rondoniense, pela prática do crime de lavagem de dinheiro, com uma sentença de apenas 3 anos. Precisamos torcer para que Rondônia adote a “tolerância zero” contra os corruptos existentes na administração pública. Um homem que fica milionário recebendo propinas e negociando favores com apenados do sistema carcerário não deve ser um exemplo de que o crime compensa.


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