Rondônia, terça-feira, 31 de março de 2020
Últimas Notícias   Rondoniagora.com no Facebook Rondoniagora.com no Twitter Rondoniagora.com no Youtube

Cidades

Publicado em Quarta, 01 de Julho de 2009 - 12h00

Impacto das hidrelétricas do Rio Madeira é monitorado

Vanessa Ibrahim


O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) está coletando semanalmente dados sobre a turbidez do Rio Madeira para monitorar os possíveis impactos que a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau possam trazer ao ecossistema do rio. Analisar a turbidez significa medir a resistência da água à passagem da luz e, assim, identificar a quantidade de sedimentos suspensos.

Tais sedimentos são tão importantes para o rio que foram um dos principais itens debatidos desde os projetos das usinas. Isso porque o Madeira transporta muitos sedimentos vindos dos Andes e que acabam sendo responsáveis por quase 50% da turbidez das águas na foz do rio Amazonas.

Técnicos e ambientalistas questionaram se o imenso volume de sedimentos poderia acabar retido nos reservatórios, num processo de decantação que impediria a passagem de água pelas turbinas e aumentaria a área alagada.

Segundo Ana Cristina Strava, coordenadora de operações do Sipam, os
sedimentos também são importantes para a sobrevivência de espécies no rio.

"Sedimentos em suspensão transportam a alimentação dos peixes, portanto, alterações podem afetar o equilíbrio da ictiofauna", explica. A simples presença das barragens já poderia trazer impactos, já que somente um rio com energia, ou seja, com águas correndo, pode carregar partículas.

Entretanto, o estudo de impactos ambientais prevê que alterações ocorram somente no início e aposta na recomposição do rio, a niveis iguais aos de hoje, após um período de tempo.

Trabalho interinstitucional

Para analisar essas alterações, o Sipam iniciou a coleta dados utilizando
sonda cedida pela Agência Nacional de Águas (ANA). Conectado ao
computador, o equipamento transmite os índices de turbidez, que são
registrados por acadêmicos de engenharia da Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia (FARO). "Gosto da área e tenho satisfação em contribuir para análise do impacto das usinas a longo prazo", diz o estudante Felipe Archanjo.

Os primeiros resultados, referentes à cheia, foram objeto de estudo do
aluno Matheus Moura, que aponta que a turbidez triplicou entre novembro e dezembro e se manteve nesse nível até inicio de março. O projeto, já aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) pretende gerar informações por cerca de 5 anos, comparando os índices no decorrer do tempo.

(Disponível em https://www.rondoniagora.com/cidades/impacto-das-hidreletricas-do-rio-madeira-e-monitorado)
Rondoniagora.com





2016 © Rondoniagora.com - Jornal Rondoniagora é uma publicação de Central de Jornalismo, Produção, Marketing e Assessoria Ltda. Todo o noticiário, incluindo vídeos, não podem ser publicados, retransmitidos por broadcast, reescritos ou redistribuídos sem autorização escrita da direção, mesmo citando a fonte.

Avenida Guaporé, 4248 - Bairro Igarapé - Porto Velho - RO (69) 3225-9705

Desenvolvido por
Idalus Internet Solutions