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Publicado em Segunda, 15 de Junho de 2009 - 15h32

110 mil pessoas ficam sem atendimento básico na Capital

Richard Morant


A falta de atendimento básico dos Postos de Saúde e das Policlínicas da prefeitura de Porto Velho superlota hospitais do Estado. Os dados mostram que a maioria dos serviços prestados pelo Governo de Rondônia é de baixa complexidade. Segundo números divulgados pela prefeitura da Capital mais de 110.000 pessoas não têm atendimento municipal. Essa falta de serviços simples fez com que o Hospital e Pronto-Socorro Estadual João Paulo II (JPII) tivessem que realizar 12.510 atendimentos ambulatoriais.

“O serviço ambulatorial é considerado de baixa complexidade e deve, por determinação do Ministério da Saúde (MS), ser oferecido pelas prefeituras. Para não deixar a população sem atendimento o Governo do Estado é obrigado a assumir a responsabilidade da prefeitura de Porto Velho. Nossas unidades estão, a cada dia, recebendo mais pessoas da Capital que buscam atendimentos básicos. A impressão clara é que os postos de saúde não suportam a demanda”, afirmou Milton Moreira, secretário de Estado da Saúde.

Na última semana a prefeitura da Capital divulgou que as policlínicas e postos de saúde atendem 70% da população. Segundo o IBGE, em 2007, Porto Velho tinha 369.345 habitantes. Desse total 30%, o que representa 110.803 pessoas, está reconhecidamente sem atendimento em saúde por parte da administração municipal. A obrigação, segundo o Ministério da Saúde, é de que o município atenda 100% da demanda de baixa complexidade. Os números do Hospital e Pronto-Socorro Estadual João Paulo II (JPII) comprovam o problema.

Prefeitura admite a incapacidade de atender a população

De janeiro a maio de 2009 foram realizados mais de 26.635 atendimentos no JPII. Do geral, 22.615 (82,3%) foram de pessoas da capital e 4.020 (17,7%) do interior do Estado. O volume geral mostra a disparidade entre atendimentos do interior e da Capital. Porém números mais detalhados mostram um problema ainda maior. A falta de serviços básicos. Dos mais de 22.000 pacientes de Porto Velho, 12.510 foram de atendimentos ambulatoriais. O que representou mais de 55% dos trabalhos feitos no JPII.

“Isso é preocupante, pois a unidade é de urgência e emergência e a porcentagem de 55% de serviços básicos é muito alta. A população procura o hospital para serviços como casos de virose, inalação, febre e dores de cabeça. Também vão à unidade para pequenas suturas ou utilização de uma simples sonda. Também é preocupante quando a própria prefeitura admite a incapacidade de atender a população. Para a prefeitura Porto Velho, 70% de cobertura é suficiente. Para nós não. A saúde deve ser feita a todos, a 100% da população, como fazemos aqui no JPII. Não deixamos ninguém sem atendimento”, explicou o médico Rodrigo Bastos, diretor geral do JPII.

(Disponível em https://www.rondoniagora.com/geral/110-mil-pessoas-ficam-sem-atendimento-basico-na-capital)
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