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Dezenas de acadêmicos e servidores ficam intoxicados após jantar na Unir e Vigilância fecha Restaurante Universitário

Sábado, 29 Novembro de 2025 - 10:23 | Redação


Dezenas de acadêmicos e servidores ficam intoxicados após jantar na Unir e Vigilância fecha Restaurante Universitário

Mais de 100 acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia (Unir) em Porto Velho sofreram forte intoxicação alimentar após jantarem no Restaurante Universitário (RU) na noite de quinta-feira (27), desencadeando uma mobilização emergencial da Vigilância Sanitária e de equipes de saúde. O restaurante foi fechado.

Segundo apurou o jornal a Vigilância Sanitária esteve no campus na tarde de sexta-feira (28) após denúncias apresentadas pela Associação de Docentes da Unir (Adunir). Na vistoria, os agentes confirmaram a ocorrência do surto com base em laudos médicos e decidiram lacrar o RU. Nos relatos, servidores e alunos passaram mal e ficaram sem atendimento médico.

A crise se agravou após divergências em comunicados da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (Procea). No primeiro aviso, divulgado às 14h41, a Pró-Reitoria informou ter recebido relatos de suspeita de intoxicação entre estudantes e servidores que jantaram no restaurante, recomendando atendimento imediato e contato com a Procea para registro dos sintomas. Jás 17h08, o comunicado foi alterado, afirmando que a própria Pró-Reitoria havia acionado a Vigilância Sanitária e solicitado vistoria urgente.

A Adunir contestou a nova versão. Segundo um dos diretores da entidade, a Vigilância já havia sido acionada pela associação e por professores, que enviaram documentação comprovando o chamado. Ele classificou como “estranha” a alteração no comunicado exatamente no momento em que a Vigilância chegou ao campus e disse aguardar prova documental de que a Procea realmente tomou a iniciativa.

Enquanto isso, o Centro Acadêmico de Medicina anunciou um mutirão de atendimento especializado, com avaliação clínica, coleta de amostras e suporte aos afetados. A ação ocorre com apoio da Semusa, do Lacen, da Epidemiologia e da Vigilância Sanitária Municipal. Um acadêmico envolvido no trabalho, que preferiu não se identificar, afirmou que em nenhum momento houve orientação para que os estudantes procurassem diretamente a administração da Unir, “em razão de fatos já omissos”.

Levantamento do Portal Coluna da Hora aponta que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Centro Acadêmico de Medicina tiveram papel essencial no registro e na mobilização inicial dos casos.

Outro episódio recente

No mês de outubro, a universidade enfrentou outro problema sanitário: dezenas de estudantes passaram mal após ingerirem água contaminada em um dos bebedouros do campus. Dias depois, descobriu-se a carcaça de um animal morto dentro da caixa d’água que abastecia o local.

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