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Dia do Mototaxista: trabalhadores falam de conquistas e dos riscos da profissão

Domingo, 24 Setembro de 2017 - 07:03 | da Redação


Dia do Mototaxista: trabalhadores falam de conquistas e dos riscos da profissão

Poucas pessoas sabem, mas o dia 24 de setembro é considerado o Dia do Mototaxista em todo o Brasil. Sol intenso, chuva, perigo, trânsito. Esses são os desafios que os trabalhadores enfrentam para garantir o sustento para suas famílias. Para marcar a passagem da data, RONDONIAGORA conta a história de quatro trabalhadores. Conquistas, perigo, acidentes e prejuízos estão entre os relatos dos profissionais.

Edinho Malale Silva, de 26 anos, trabalha como mototaxista há cinco anos. Para ele, a profissão é motivo de orgulho porque foi através dela que conseguiu muitas conquistas. “Eu faturo em média R$ 1.500 por mês e com essa renda eu já consegui arrumar minha casa, comprei meu carro e uma motocicleta. No dia a dia, a gente enfrenta muitos perigos no trânsito e já fui vítima de uma imprudência que por pouco não perdi minha vida. Eu agradeço a Deus por ter esse emprego porque é daqui que tiro meu pão de cada dia e tenho muito orgulho de ser mototaxi”, diz Edinho.

Dia do Mototaxista: trabalhadores falam de conquistas e dos riscos da profissão

Mas nem tudo são flores. Em mais de dez anos de profissão, Aldo Moura, de 45 anos, lembra que já levou muito calote e só não sofreu acidente porque andar com cautela. “Depois que regularizaram nossa profissão melhorou porque paramos de ser perseguidos, mas agora veio outra perturbação que é o Uber na cidade. Durante esse tempo de trabalho, eu já levei calote de clientes que não pagaram a corrida, quase me acidentei, mas como ando com muita cautela Deus me protege sempre”, diz o trabalhador que ressalta que o lucro do trabalho consegue “manter minha casa, as contas em dia e ainda sobra para me divertir com minha família”.

Em Porto Velho, o serviço de mototáxi foi regulamentado em 2010, após muita discussão sobre o assunto. Neste ano de 2017, a prefeitura tentou tabelar o preço da corrida, mas uma decisão judicial suspendeu a forma de cobranças. Com a entrada do Uber na capital, o valor da corrida caiu.

Para Joel Alves, de 43 anos, a maior conquista dos últimos 14 anos trabalhando como mototaxista foi ser conseguir a própria placa. “Hoje eu posso dizer que sou proprietário da minha própria moto e isso é motivo de muita alegria, sem dúvidas. Até porque é daqui que consegui dá um bom estudo para minhas filhas, porque elas merecem e todo pai que ver seu filho ser alguém na vida”, fala orgulhoso a aproveita para “parabenizar todos os amigos de profissão pelo nosso dia”, disse.

Dia do Mototaxista: trabalhadores falam de conquistas e dos riscos da profissão

“Eu já tive várias profissões antes de me tornar mototaxista, porque hoje está difícil emprego e por ter minha família para sustentar eu comecei a trabalhar nessa área. Na rua o trânsito é muito perigoso e eu tomo muito cuidado principalmente quando estou com os passageiros na garupa. Minha rotina é muito puxada porque começo a trabalhar 5 horas e, às vezes, não dá tempo de ir almoçar com a família. Aos meus amigos de profissão eu quero desejar os parabéns pelo nosso dia e que Deus nos abençoe cada vez mais”, disse Paulo Cesar da Silva, de 41 anos, que está há três meses da profissão.

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