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Publicado em Quarta, 04 de Maio de 2011 - 20h21

Educação aceita nova proposta do Governo e aprovam a continuidade da luta por salário justo

Assessoria


Reunidos em assembléias simultâneas realizadas nas 11 regionais do Sintero na tarde desta quarta-feira (dia 04/05), os profissionais da educação do Estado decidiram aceitar a nova proposta apresentada pelo governo do Estado e manter a luta por salário justo.

A nova proposta do governo consiste no realinhamento geral de salários de 8%, sendo 6% retroativo a abril e 2% em outubro; aumento de 100% no auxílio saúde a partir de 1º de outubro passando de R$ 75,00 para R$ 150,00 para os servidores que possuem plano de saúde; implantação do auxílio saúde de R$ 150,00 para os aposentados que possuem plano de saúde; criação de Gratificação de Unidade Escolar a partir de 1º de maio de R$ 130,00 para professores de 40 horas; Gratificação de R$ 65,00 para professores de 20 horas; criação de Gratificação de R$ 130,00 para supervisor de 40 horas e de R$ 65,00 para supervisor de 20 horas; Gratificação de Unidade Escolar de R$ 150,00 para professores lotados na escola, mas que não estão em sala de aula, como os readaptados e os que estão lotados em biblioteca, salas de vídeo e em outros setores da escola, que atualmente não possuem gratificação; e Gratificação de R$ 90,00 para os técnicos administrativos educacionais.

Além da questão salarial a proposta do governo, aprovada pela categoria, inclui a discussão, até o mês de julho, da revisão do plano de carreira para corrigir as distorções existentes e discussão sobre a incorporação das novas gratificações.

De acordo com as negociações, as novas gratificações serão criadas mantendo-se as gratificações já existentes.

Embora em algumas regionais tenha sido verificado quem defendesse a rejeição da proposta e o início de uma greve imediatamente, a maioria absoluta da categoria no Estado decidiu aceitar o que foi proposto e manter a mobilização para buscar novas conquistas.

Apesar de considerar que o reajuste ainda não é o adequado e que a proposta ainda não supre as necessidades da categoria, a direção do Sintero acatou a decisão da maioria e vai comunicar o resultado ao governo do Estado para as providências legais.

Ouvidos durante a realização das assembléias, os trabalhadores em educação, em sua absoluta maioria, acharam que os salários ainda precisam ser melhorados para que haja valorização profissional. Mas também consideraram que houve um avanço importante, pois, depois de oito anos de verdadeiro massacre do governo anterior, hoje os representantes da categoria conseguem ser ouvidos pela administração estadual, reconhecendo que existe um diálogo que pode resultar em novas conquistas para a categoria.

Os diretores do Sintero disseram nas assembleias que essa proposta do governo ainda não repõe todas as perdas salariais acumuladas nas gestões anteriores, mas é importante porque o governo se dispôs a discutir os recursos da educação com os trabalhadores em educação.

Na manhã desta quarta-feira, em reunião com representantes de todos os sindicatos de servidores públicos estaduais, foram apresentados em um telão, pelo governo, os dados da arrecadação, os valores gastos com folha de pagamento, os valores destinados à educação, e a projeção de arrecadação.

Essa abertura permitiu à direção do Sintero argumentar pela melhoria da proposta apresentada anteriormente pelo governo, e que foi rejeitada na assembleia estadual.

A direção do Sintero também registra como avanço a discussão para a implantação da gestão democrática nas escolas estaduais ainda neste ano de 2011, e a inclusão de todos os trabalhadores em educação nas negociações, corrigindo a discriminação imposta pelo governo anterior.

Mesmo tendo a categoria decidido aceitar a proposta, a direção do Sintero confirmou nas assembléias que vai continuar acompanhando a evolução da arrecadação do estado, fiscalizando os recurso da educação, e participando da mesa permanente de negociações.
“A nossa luta não termina nunca. Enquanto os profissionais da educação não tiverem a valorização que merecem, enquanto a categoria não tiver salário justo, e enquanto a educação não for prioridade absoluta, a nossa luta não pode parar”, disse Claudir Mata, presidente do Sintero.

Rondoniagora.com





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