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Publicado em Sexta, 24 de Abril de 2009 - 19h00

Fonoaudiologia da São Lucas celebra o Dia Mundial da Malária com nova linha de pesquisa

Assessoria


25 de Abril é o Dia mundial da malária. É uma data para a comemoração, de forma unificada, de todos os esforços para um controle eficaz da malária no mundo. Em 2009 acontece a segunda edição da data que também é uma oportunidade para que os países livres da malária sejam informados sobre os efeitos devastadores da doença e uma ocasião para que instituições acadêmicas e de pesquisa das áreas endêmicas façam a divulgação dos avanços registrados partilhem experiências e reflitam em conjunto sobre como expandir as evidências científicas encontradas. Neste sentido, o Curso de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas formaliza a criação de uma linha de pesquisa sobre estudos da malária que já vêm sendo desenvolvidos desde 2005.
Segundo a Professora Mestre Viviane Perillo, Coordenadora do Curso de Fonoaudiologia, a formalização dessa linha de pesquisa é uma das ações previstas no projeto pedagógico do curso que visam a formação de recursos humanos capazes de impactar a realidade local. “Estamos na região amazônica, região tropical que tem peculiaridades que merecem a atenção das instituições de ensino no sentido de preparar profissionais de todas as áreas para a solução dos problemas existentes na região. Apesar disso, ainda são escassas as publicações a este respeito na Fonoaudiologia. É preciso despertar nos alunos o compromisso profissional para com a Amazônia!”, salienta Viviane Perillo.
A Professora Mestre Isabel Cristiane Kuniyoshi, que é mestre em Saúde Pública e integrante da recém criada linha de pesquisa, afirma que os cursos da área da saúde da Amazônia Legal, entre eles o de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas, não podem ignorar o fato de que estão inseridos na principal região endêmica para a malária, tendo em vista que 99,7% dos casos registrados no Brasil concentram-se nesta área. “Como resultado do programa nacional de controle da malária do Ministério da Saúde, o número de casos registrados no Brasil vem declinando desde 2006. Entretanto, fatores como invasão de áreas florestais, concentrações humanas desordenadas, processos migratórios associados à alta biodiversidade e fatores climáticos da região favorecem o aparecimento do mosquito responsável pela transmissão da malária”, disse Isabel. Em Rondônia, terceiro estado com maior número de doentes, teme-se o aumento da incidência de malária no processo de construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira em Santo Antonio e Jirau, o que exige uma atenção especial dos serviços de vigilância e de instituições formadoras de recursos humanos da saúde. “Precisamos estar preparados para colaborar com o combate à malária”, lembra Isabel Kuniyoshi, Coordenadora da Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas.
O Professor José Roberto Lima Costa, fonoaudiólogo especialista em Saúde Pública e também integrante do grupo de pesquisadores, esclarece que uma vez diagnosticada, a doença é tratada por meio de associações de medicamentos que visam eliminar do organismo o protozoário causador da malária e fazer com que o paciente deixe de ser uma fonte de infecção para mosquitos sadios. Entretanto, os remédios utilizados podem ser tóxicos ao ouvido e causar surdez, zumbido e problemas de equilíbrio corporal. “Dessa forma, estudos sobre a relação do uso de medicamentos com características do doente e efeitos colaterais podem contribuir na escolha da terapêutica antimalárica e reduzir o sofrimento e prejuízos dos doentes”, salienta.
O Curso de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas já vem desenvolvendo pesquisas relacionadas à malária desde 2005. Atualmente, a acadêmica Whitney Martins, orientada pela Professora Especialista Virgínia Braz da Silva, desenvolve seu trabalho de conclusão de curso com o objetivo de conhecer o impacto do tratamento antimalárico na audição de crianças de 6 a 14 anos. Segundo a Professora Virgínia Bráz, este trabalho complementa outra pesquisa sob sua responsabilidade que abrange também a faixa etária de zero a seis anos, etapa do desenvolvimento infantil em que a audição é primordial para a aquisição de linguagem. Outras pesquisas já foram realizadas no sentido de conhecer os efeitos do tratamento da malária no equilíbrio corporal e também as repercussões na audição de recém nascidos, cujas mães fizeram uso de antimaláricos na gestação.

Para saber mais, procure a Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas (telefone 3211-8037 - email clinicafono@saolucas.edu.br)

(Disponível em https://www.rondoniagora.com/geral/fonoaudiologia-da-sao-lucas-celebra-o-dia-mundial-da-malaria-com-nova-linha-de-pesquisa)
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