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Publicado em Sábado, 18 de Março de 2017 - 09h26

ONG treina e incentiva 42 atletas paralímpicos de alto rendimento em Rondônia

da Redação


ONG treina e incentiva 42 atletas paralímpicos de alto rendimento em Rondônia

Há 14 anos trabalhando com pessoas com deficiência, o Rondônia Clube Paralímpico (RCP), já deu “frutos” importantes para o esporte nacional com atletas que começaram a treinar através do incentivo e voluntariado da organização não governamental (ONG).

Com sede localizada na Rua Rui Barbosa, Bairro Arigolândia, em Porto Velho, o RCP, que começou com apenas seis atletas, hoje treina 42 atletas de alto rendimento, e a exemplo de seus “frutos”, o presidente da ONG, professor de educação física e especialista em reabilitação através do esporte paralímpico, Silvio Corsino, cita Mateus Evangelista, Kesley Josué e Edson Cavalcante, todos do atletismo, vivendo atualmente em São Paulo com bolsa-atleta, e representando Rondônia no cenário do esporte nacional.

“A nossa filosofia é trabalhar unicamente pelo esporte como uma ferramenta poderosa de inclusão social, através de projetos inscritos em editais lançados pela Federação Nacional do Esporte, que destina recursos para a manutenção dos clubes e incentivo aos atletas. Não usamos a deficiência para pedir nada, mas trabalhamos pelo esporte como fonte de transformação”, declara o presidente.

O RCP conta com 15 profissionais voluntários, desde assistente social, médico, professores, fonoaudiólogo, psicopedagogos, fisioterapeuta, todos em prol do projeto de reabilitação e inclusão. São 300 associados ao clube, com 80 crianças de 8 a 17 anos matriculadas nas aulas de esporte. São atletas não só da capital, mas de Rolim de Moura, Espigão do Oeste, Jaru, Ariquemes e Candeias do Jamari.

“Contamos com parcerias importantes para que tudo isso aconteça. Os treinos de futebol são feitos no Estádio Aluísio Ferreira, a natação e o bocha são no Clube Ferroviário, e temos as academias que cedem seus espaços para as nossas atividades de inclusão e treinos”, completa Corsino. São oferecidos treinos de judô, futebol de sete, tênis de mesa, natação, bocha (esporte para pessoas com paralisia cerebral severa) e o atletismo.

Os associados não pagam taxa alguma para participar, basta o empenho para o esporte com compromisso. “Aqui as mães são muito participativas, são voluntárias. Temos o conselho de mãe, que aprova ou desaprova qualquer decisão partida da diretoria. Todo o trabalho é voltado para o bem comum de todo o grupo”, conta o presidente.

Com aluguel da sede a pagar e muito pouco patrocínio financeiro, contando com apenas R$ 1.200, o sonho do professor é a doação de um terreno onde pudesse construir uma pista de atletismo, espaços próprios para as atividades e a sede do RCP. “Sonhar não custa nada. Nós não pedimos nada a nenhum órgão público, nunca recebemos nenhuma emenda parlamentar, mas se alguém decidisse nos ajudar por vontade própria seria muito bem-vindo”, concluiu Corsino.


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