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Geral

Publicado em Sexta, 24 de Abril de 2009 - 12h53

População de Humaitá diz sim à reativação da BR-319

Carlos Henrique


A primeira da série de quatro audiências públicas programadas para o prosseguimento do licenciamento ambiental do chamado “trecho do meio” - entre os quilômetros 250 e 655,7 da BR-319 - que liga Porto Velho a Manaus, levou cerca de cinco mil pessoas ao ginásio da Escola Municipal Irmã Carmem, na noite de quarta-feira, em Humaitá-AM. A presença do público só não foi maior porque as dependências internas da escola não comportavam. A cidade inteira se envolveu e debateu, com profundidade, até às 2h da madrugada, com autoridades municipais, estaduais e federais, as questões ligadas à reativação da estrada.

A audiência, programada para as 19h, começou com quase duas horas de atraso. A pedido do Ministério Público Federal no Amazonas, a Justiça Federal determinou, em caráter liminar, o adiamento do debate por noventa dias, alegando falta de publicidade. Mas a liminar foi derrubada em Brasília, já que o encontro havia sido amplamente divulgado “e a prova inconteste”, de acordo com diretores do Ibama, “foi a mobilização de toda a cidade em torno do tema.”

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) participou dos debates, comandados pelo Ibama, com seu diretor de Planejamento e Pesquisa, engenheiro civil Miguel de Souza, e outros técnicos qualificados que deram pormenores da reconstrução. Miguel disse que no final do próximo ano a obra, no “trecho do meio”, deve ficar no ponto de receber os acabamentos finais e sinalização, caso a licença prévia seja liberada no mês que vem, conforme previsão do Ibama. “Aí seriam necessários apenas mais 60 dias para o processo licitatório e, em agosto, a obra começaria e estaria praticamente finalizada em dois períodos secos de serviços.”

O coordenador da audiência, diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Sebastião Pires, durante os debates finais, permitiu a manifestação popular sem ficar restrito às intermediações por questionamentos escritos. No geral, representantes dos povos indígenas, de agricultores, movimentos estudantis e moradores defenderam a reconstrução da BR-319, mas sem danos ao meio ambiente como havia sido exposto pelo coordenador de Meio Ambiente do DNIT, Jair Sarmento, e pelo professor Alexandre Rivas, que coordenou uma equipe de 150 profissionais num complexo estudo para minimizar os impactos ambientais da obra.


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