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Como a conexão ininterrupta está moldando o futuro do acesso à informação e às notícias locais?

Sexta-feira, 22 Maio de 2026 - 10:02 | Redação


Em nenhum outro momento da história da humanidade, a informação e o conhecimento estiveram tão acessíveis. Basta um smartphone conectado à internet para se ter acesso a imensuráveis acervos de livros, obras de arte e trabalhos acadêmicos do mundo todo. É possível também checar as notícias do outro lado do planeta, em tempo real. O acesso a toda essa informação também transforma a cultura do público que a consome. 

Este, por sua vez, já não está mais interessado em notícias de ontem e replays de eventos esportivos passados. Atualmente, o brasileiro é o maior consumidor de notícias da América Latina, sendo que 63% destes consumidores ficam sabendo dos últimos acontecimentos pelo celular. Saiba como o acesso à internet e o consumo de informação estão diretamente ligados.

Mudança de Hábitos

Como a conexão ininterrupta está moldando o futuro do acesso à informação e às notícias locais?
Pixabay

Dados estatísticos dos últimos anos sugerem que houve um aumento no consumo de notícias durante o período da pandemia e a tendência de crescimento permanece. Mesmo quem estiver fora do país fica sempre ligado com a Holafly e não perde um acontecimento por aqui.

Além de mais pessoas estarem de olho no noticiário, há também uma maior pressão por parte dos consumidores pela utilização transparente de fontes confiáveis, o que é muito positivo. No entanto, os canais de notícias tradicionais já não são mais as únicas opções. Cada vez mais usuários vêm utilizando redes sociais como TikTok e Instagram como fonte de informação.

Como a conexão ininterrupta está moldando o futuro do acesso à informação e às notícias locais?
Pixabay

No TikTok, o consumo de notícias é ainda mais expressivo: mais de 40% dos usuários se informa através da plataforma. Essa forma de consumir informação é particularmente popular entre usuários da Geração Z, que preferem o TikTok aos veículos de mídia tradicionais. 

Pernas Curtas, Porém Velozes

Um estudo publicado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) confirma o que o senso comum já sabe: fake news se espalham mais rápido (bem mais rápido) do que o desmentido. A nova realidade impõe a criação de novas soluções, como sites e ferramentas de checagem de fatos. 

Felizmente, as ferramentas de checagem de fatos estão ficando cada vez mais eficazes, automatizando a identificação de fake news. No entanto, isso não é bastante; essas ferramentas não são capazes de impedir que uma notícia falsa seja postada online, apenas identificar se é falsa ou não após a postagem. 

Ainda cabe ao usuário avaliar bem as fontes de informação que consome, certificando-se da confiabilidade e da procedência das mesmas. Nesse sentido, o brasileiro ainda tem muito para amadurecer. Um estudo publicado na Agência Brasil em 2024 mostrou que 90% dos entrevistados admitiram ter acreditado em alguma fake news recente. Não obstante, 62% afirmaram ainda confiar no próprio discernimento. 

Mudança de Percepção

As plataformas de notícias locais têm a responsabilidade de não veicular notícias de procedência duvidosa em nenhuma circunstância e garantir a veracidade de tudo que é postado. Importantes agências de notícias como G1 e UOL possuem projetos paralelos de checagem de fatos, cultivando bons hábitos entre os leitores. 

Além de contribuírem para a criação de um ambiente online mais seguro, honesto e transparente, ganham a simpatia de um número cada vez maior de leitores que partilha desses mesmos valores.

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