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Polícia

Ativistas desafiam vereadores a equiparar os próprios salários ao piso de professores

Terça-feira, 05 Abril de 2016 - 21:28 | Da Redacao


Um grupo da sociedade civil organizada “Ativistas de Plantão” está lançando uma ideia, no mínimo polêmica nos corredores da Câmara dos Vereadores de Porto Velho. Eles elaboraram uma lei de iniciativa popular que propõe a redução do salários dos edis e a equiparação com o piso salarial dos professores municipais.

Prometendo levar a proposta a todos os cantos da cidade, o grupo anda com uma prancheta para coletar as assinaturas de 5% dos eleitores da capital que concordem com a ideia, assim a petição cria legitimidade e o projeto de lei pode ser apresentado na Câmara para a apreciação dos próprios vereadores.

A motivação, segundo os ativistas é o aumento de 6,41% concedido pela Resolução 290, publicada no Diário Oficial de 3 de dezembro de 2015, elevando os salários dos vereadores de R$ 12.795,80 para R$ 14,763,78, e ainda o pagamento retroativo da diferença para os 21 vereadores desde 1° de abril de 2014.

Nos corredores da casa, o aposentado Pedro Francisco dos Santos, 67 anos, não aceita o aumento e repudia os altos salários. “Isso é uma vergonha, um absurdo. É inadmissível um aumento desse diante da crise o país inteiro está vivendo. Sou a favor da lei de iniciativa popular, porque acho que a profissão que mais deveria ser valorizada é do mestre. Todas as demais profissões passam por eles, desde a formação inicial até a profissional”, declarou.

Angelina de Menezes, professora, diz que “o salários do vereadores não está ajustado com o papel que eles desempenham. Não vejo nem eles apresentaram trabalho. Infelizmente, sabemos que a proposta vai chegar na câmara e não vai dar em nada, porque está tudo nas mãos deles”.

Questionado sobre o assunto, o agente de portaria, Claudevan Esteves, não sabia sobre o aumento e o pagamento retroativo da diferença do reajuste para os vereadores, e ao tomar conhecimento o trabalhador mostrou indignação. “Para eles pode tudo, é um absurdo. E o pior é que eles decidem sobre o próprio salário, mas seria bom se recebessem o piso do professor para saber como é difícil viver com o salário de miséria que eles aprovam para os profissionais”, desabafou.

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