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Polícia

Publicado em Segunda, 21 de Janeiro de 2019 - 11h13

Justiça nega liberdade a cabo da PM que matou três homens durante bebedeira em distribuidora

da Redação


Justiça nega liberdade a cabo da PM que matou três homens durante bebedeira em distribuidoraO cabo matou três homens e feriu outras três pessoas no último dia 6

O juiz José Gonçalves da Silva Filho, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho, negou o pedido de liberdade provisória impetrado pela defesa do cabo da PM de Rondônia, Josevânio da Silva Oliveira, 39 anos, preso depois que matou três homens e feriu outros três, em uma distribuidora de bebidas localizada na Avenida Vila Mariana com Rua Anchieta, no Bairro Mariana, Zona Leste da Capital. O advogado do acusado tentou convencer a Justiça que o militar reagiu a agressões sofridas no local, mas para o juiz essa questão deve ser analisada no desenrolar da ação penal. Para o magistrado, mesmo as alegações de primariedade de bons antecedentes não impedem a decretação da prisão.

A defesa disse na Justiça que o policial agiu em legítima defesa, fato que o delegado que flagranteou Josevânio teria omitido. “É incontestável a ação legítima do requerente, haja vista foi atacado por mais de dez pessoas que não hesitaram em golpeá-lo com cadeiras, garrafas, pedaço de madeira e, até mesmo uma pedra foi utilizada para fraturar a cabeça do Requerente, além de inúmeros ferimentos por todo o corpo”

Para o juiz não há como averiguar essa alegação nesse momento e também há dados extraídos dos autos que evidenciam que a “liberdade do requerente acarretaria risco à ordem pública, notadamente se considerada a sua periculosidade, evidenciada na forma pela qual o delito foi, em tese, praticado (é que “estando em um local inapropriado para degustar uma cerveja na condição de policial militar de folga” e em meio a uma altercação física, desferiu disparos de arma de fogo que vitimaram seis pessoas, resultando em três óbitos e outras três tentativas de homicídio), de modo que, ao menos neste momento e como não se pode ter como inequívoca a ocorrência da excludente de ilicitude, a segregação apresenta-se como imprescindível.”.

Os crimes

Segundo apurou a Polícia, o cabo estava bebendo com amigos e o cunhado na distribuidora.

Testemunhas narraram aos policiais que o dono da distribuidora, Agenor da Silva, 39 anos, e o cabo tiveram um desentendimento e o militar sacou a arma e começou a efetuar vários tiros, atingindo o próprio Agenor e ainda as vítimas Leandro de Souza Cardoso, 33 anos, Valdemir Jesus dos Santos, 36 anos, Erivelton da Silva Magalhães, 25 anos, Vadico da Silva, 42 anos e Cátia Valéria Ana Cavalieri, 41 anos, baleada no braço. Populares conseguiram tomar a arma do policial e o agrediram a pauladas.

As vítimas foram levadas em carros particulares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, e o cunhado do PM o socorreu ao Pronto Socorro João Paulo II.

Erivelton da Silva Magalhães e Vadico da Silva morreram no mesmo dia. Valdemir de Jesus dos Santos, faleceu 9 dias depois. Os feridos gravemente foram Leandro de Souza Cardoso, Cátia Valéria Ana Cavalieri e Agenor da Silva.


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