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Polícia

Publicado em Terça, 21 de Junho de 2011 - 11h40

Membros das facções "Al Qaeda" e ‘EUA’ estão na lista dos presos transferidos

PBAgora


A Secretaria da Cidadania e Administração Penitenciária (Secap) divulgou na manhã desta terça-feira (21) a ficha criminal dos principais apenados que foram transferidos das penitenciárias de segurança máxima PB-I, Sílvio Porto e Geraldo Beltrão para o presídio federal do Estado de Rondônia. Ao todo foram doze presos, que segundo a polícia, vinham dando ordens aos integrantes da quadrilha para matar e comandar o tráfico de drogas do lado de fora das unidades prisionais.

Paulo Henrique do Nascimento (Alexandre Neguinho)

Conhecido como o terror do bairro dos Novais, responde a processos por homicídio, tráfico, roubo latrocínio, porte ilegal de armas e formação de quadrilha. É ainda acusado de ser um dos líderes da facção “Estados Unidos”. Agora em junho comparsas do presidiário chegaram a expulsar vários moradores de suas casas para transformá-las em ponto de venda de drogas e esconderijo para fugitivos e armas.

Andre Quirino da Silva (Fão)

É considerado o principal líder a articulador da facão conhecida como “Al Qaeda”, que vinha impondo toque de recolher em alguns bairros periféricos da Capital, além de comandar o tráfico de entorpecentes em varias comunidades, além de ameaça de morte a policiais, agentes penitenciários e seus desafetos. Responde a processos por homicídios, roubo, tráfico, porte ilegal de armas e formação de quadrilha. É apontado ainda como sucessor do presidiário Genildo Fábio Crispim – o Pinino, recolhido ao Presídio Federal de Porto Velho – RO.

André da Silva Galdino (André Galdino)

É lembrado por ter sido resgatado cinematograficamente em julho de 2007 por um bando armado, quando voltava de uma consulta médica. Preso por policiais do GOE, em 2008, responde a processos por porte ilegal de armas, roubo e formação de quadrilha.

Marcio Maciel dos Santos (Maciel)

Acusado de comandar a partir do presídio vários crimes praticados nas comunidades Gauchinha, Citex e Três Lagoas, em João Pessoa. Responde a processos por homicídios, roubos, porte ilegal de armas e tráfico.

Eristenio Gonzaga de Souza (Papel)

Considerado de altíssima periculosidade, era um dos criminosos mais procurados no Rio Grande do Norte e Paraíba. Fugitivo de alguns presídios no Nordeste: Alcaçuz (RN), Central de Polícia e PB1 (João Pessoa). Responde a processos por latrocínios, homicídios (inclusive de um policial militar do RN), assalto a banco, tomada de assalto ao posto da Manzuá, porte ilegal de arma e roubo, nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Ricardo Cavalcanti Souto (Ricardo)

Entrou para os anais do crime em 2005, quando fugiu da cadeia de Pilar e deixou um bilhete para o diretor da instituição, pedindo desculpas pela fuga e ainda agradecendo pela hospedagem. Depois de recapturado, passou a integrar facções criminosas ligadas ao tráfico em João Pessoa, comandadas por “Pinino” e Thaner Asfora. Em 2010 foi denunciado pelo Ministério Público Estadual, acusado de integrar organização criminosa responsável por homicídios, roubos, porte ilegal de arma, formação de quadrilha e tráfico.

Jose Roberto dos Santos Souza (Neguinho Mulungu)

Enveredou pelo crime ainda na região do Brejo, principalmente com ações criminosas ligadas ao tráfico em Guarabira. Preso foi recolhido ao Presídio Padrão de Santa Rita, por questões de segurança. De dentro do presídio padrão, em orquestração com criminosos de Santa Rita, passou a dar suporte ao tráfico de drogas no bairro de Alto das Populares. Responde a processos por tráfico, roubo e homicídios.

Otacílio José da Silva Filho (Sérgio Neguinho)

Considerado, mesmo preso, o terror do Alto do Mateus. Foi preso em 2007 por agentes do GOE. É acusado de mais de uma dezena de assassinatos, além de tráfico de drogas nos bairros do Alto do Mateus, Ilha do Bispo e na cidade de Bayeux.

A transferência dos apenados foi decidida depois de meses de investigação e levantamentos minuciosos dos Serviços de Inteligência do Sistema Prisional e da SEDs. A ação foi autorizada pelo Juiz das Execuções Penais da Capital, Juiz Carlos Beltrão Filho, que encaminhou pedido à Vara de Execução Penal Federal de Porto Velho. As investigações comprovaram que várias ações criminosas registradas nos últimos meses de forma acentuadas, culminando, inclusive, com assassinatos bárbaros e implantação de clima de terror em alguns bairros, tinham relação com acirrada disputa por pontos de tráfico de drogas na grande João Pessoa, com conexões no sistema prisional.

Vários bairros e comunidades da Capital, antes tranqüilas, passaram a vivenciar aumentos consideráveis de homicídios, latrocínios e roubos, além de outras ações típicas de grupos de extermínio, planejadas e/ou ordenadas a partir de presidiários recolhidos em presídios da Capital. Assim foi registrado no bairro de Mandacaru e mais recentemente no bairro dos Novais, onde famílias foram expulsas a mando de traficantes.

A resposta do Estado veio em momento oportuno. A identificação dos líderes de facções criminosas que disputavam hegemonia nos bairros de João Pessoa, assim denominados de “Al Qaeda” e “Estados Unidos” foi prioridade “zero”, conforme determinação do governador Ricardo Coutinho, aos secretários Cláudio Lima (Segurança), Harrison Targino (Administração Penitenciária) e Euller Chaves (Polícia Militar).

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