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Polícia

Publicado em Quarta, 03 de Novembro de 2021 - 14h54

Operação para desocupação de fazendas retirou 300 famílias de áreas de invasão e custou mais de R$ 1,5 milhão

da Redação


Operação para desocupação de fazendas retirou 300 famílias de áreas de invasão e custou mais de R$ 1,5 milhão

A Polícia Militar finalizou no último sábado (30), a Operação Nova Mutum, que tinha como objetivo cumprir mandados de reintegração e manutenção de posse, expedidos pela justiça, na região da Ponta do Abunã, segundo informou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Luís de Freitas Almeida, e o secretário de segurança de Rondônia, Hélio Cysneiros Pachá, durante coletiva na manhã desta quarta-feira (3).

A operação iniciou no dia 16 de outubro deste ano, com a atuação de 400 policiais militares e 47 policiais da Força Nacional. Médicos da PM, assistentes sociais da capital, e militares do Corpo de Bombeiros, também prestaram apoio nas ações. “Foram montados quatro pontos de bloqueio de fiscalização naquela região, para que pudéssemos fazer um regramento da entrada e saída de pessoas”, explicou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Luís de Freitas Almeida.

De acordo com a PM, cerca de 300 famílias foram retiradas daquela região que havia sido invadida há quase quatro anos. “Durante esse período, essas pessoas estavam cometendo crimes ambientais nas áreas invadidas”, disse informou comandante-geral.

Para realizar os trabalhos de reintegração, a Polícia Militar gastou mais de R$ 1 milhão em diárias com a tropa de policiais que atuaram na operação. Foram empenhados ainda, R$ 535 mil em combustível com as aeronaves. No total, 80 viaturas da PM foram usadas na operação, segundo coronel Alexandre Luís de Freitas Almeida.

Operação para desocupação de fazendas retirou 300 famílias de áreas de invasão e custou mais de R$ 1,5 milhão

Durante o cumprimento das cautelares, o Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da reintegração em duas fazendas, que foi acatada pela Polícia Militar. Cerca de 70 a 100 pessoas retornaram para a fazenda Norbrasil por causa da liminar.

Uma terceira fazenda, também recebeu uma liminar da justiça de Rondônia, mas quando essa determinação saiu os policiais já haviam retirado os invasores do local, segundo informou a PM.

Na manhã da última sexta-feira (29), dois suspeitos de integrarem uma quadrilha de invasores de terras, Gedeon José Duque e Rafael Gasparini Tedesco, morreram, após trocarem tiros com policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

Os policiais encontraram, durante os trabalhos, medicamentos desviados da secretaria municipal de saúde de Porto Velho e de Candeias do Jamari, segundo informou o comandante-geral da PM. “Diversos receituários médicos foram encontrados pelos nossos policiais em uma vila clandestina. Havia uma grande circulação de droga, armamento, munições, medicamentos e veículos de procedência duvidosa, naquela região”, disse.

A Polícia Militar e Força Nacional vão continuar realizando patrulhamento nas fazendas onde ocorreram as reintegrações. “Empregamos 22 viaturas para que esse trabalho continue sendo realizado para que não ocorram novas invasões”, afirmou o coronel Alexandre Luís de Freitas Almeida.

O Batalhão de Polícia Ambiental realizou mais de R$ 5 milhões em autuações em pessoas que degradaram o meio ambiente, e causaram prejuízos para a fauna e flora.

Foram realizadas três prisões em flagrante durante a operação e registrados 47 boletins de ocorrência. A Polícia apreendeu ainda, armas de fogo, veículos roubados, munições e dinheiro com pessoas que estavam vendendo lotes em áreas particulares de forma irregular.

O secretário de segurança de Rondônia, Hélio Cysneiros Pachá, sobrevoou a região onde ocorreu a operação e se assustou com a quantidade de área devastada pelos invasores. “O estrago ambiental, promovido pelos invasores, é muito grande. As áreas das reservas legais estão bastante destruídas. São 6.500 hectares. Os danos são imensuráveis”, finalizou.


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