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Polícia

PRIMEIRA-DAMA DE CANDEIAS NÃO FOI JOGADA EM CARRO E NEM LEVADA À FORÇA A GUAJARÁ

Quarta-feira, 06 Janeiro de 2016 - 15:56 | RONDONIAGORA


PRIMEIRA-DAMA DE CANDEIAS NÃO FOI JOGADA EM CARRO E NEM LEVADA À FORÇA A GUAJARÁ

Mulher disse em depoimento ter sido orientada por suposto sequestrador, se hospedou em hotel que não recorda o nome e não lembra de nenhum rosto

Um depoimento no mínimo controverso, que deixou mais dúvidas do que esclarecimentos ao suposto sequestro que teria sido vítima nesta terça-feira. É assim que policiais envolvidos no caso tratam as declarações prestadas pela primeira-dama de Candeias do Jamary, Djeimi Cheurie Muniz, também secretária municipal de Saúde. Embora apresente como prova de que estava sendo ameaçada uma ocorrência registrada por ela mesma no dia 22, não há qualquer comprovação de que a mulher tenha sido mesmo vítima de um crime, apurou o RONDONIAGORA com fontes oficiais na investigação.

Para começar, de tudo que veio a público até o momento, apenas é verdade o fato de que Djeimi Cheurie estava mesmo em Guajará-Mirim durante a madrugada. Mas ela não foi abordada e nem jogada em um carro no início da tarde de quinta-feira: ela contou aos policiais que entre 11h30min e 12 horas, saiu da secretaria para comprar papel a poucos metros. Atravessou a rua, conversou com populares quando um homem teria encostado e apenas falado: “estamos com seu filho, siga as instruções e pegue o ônibus com destino a Porto Velho”. A mulher então diz ter feito isso. Dentro desse ônibus recebeu novas instruções: ganhou um ponto eletrônico e um microfone. Colocou o fone no ouvido e o microfone no sutiã e a partir daí passou a se comunicar com o suposto sequestrador apenas dessa forma. Chegando em um ponto de ônibus na Avenida Almirante Barroso com Jorge Teixeira, tomou um táxi com destino ao Arara, em Nova Mamoré. De lá, e desde sempre se comunicando com o suposto sequestrador – que ameaçava matar seu filho – ela seguiu a Guajará Mirim e depois a Guayará-Merin, já na Bolívia, onde uma mulher a aguardava em um hotel. Ela ficou hospedada, mas disse que não se recorda onde e de nenhum rosto. Afirmou que podia acessar o celular, passou várias mensagens ao marido e em uma ligação, pediu que ele renunciasse ao cargo de prefeito porque essa era a exigência dos sequestradores e “seria melhor para todos nós”. Depois de repassar mais uma vez essa exigência e por volta de 1h30min da madrugada, ela teria atravessado de volta ao Brasil e procurado a Polícia.

A primeira-dama afirmou não lembrar de nenhum rosto e que mentiu sobre a abordagem de um homem, e ser jogada em um carro prata a mando do suposto sequestrador.

Djeimi Cheurie Muniz disse aos policiais que fez tudo que o suposto sequestrador mandou porque temia pelo filho, uma vez que estaria em poder dos criminosos. Mas em um de seus contatos, em uma ligação gravada pela Polícia, ela pergunta ao marido se o filho está bem.

Aos vários questionamentos que não respondeu, a mulher não explicou porque e como tinha acesso direto a um celular, não repassou o que se passava às autoridades policiais, ou mesmo ao marido, que passou o dia na Delegacia aguardando contado da “sequestrada”.

Já no começo da tarde desta quarta-feira ela reagiu às perguntas dos policiais e disse que não iria mais depor. Que a Polícia aguardasse seu novo contato porque ela estava abalada. O marido, Francisco Sobreira de Soares, ainda não renunciou.

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