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Política

Publicado em Quinta, 03 de Maio de 2012 - 16h33

Cassol aproveita audiência com senadores e ministro para cobrar recuperação da 364

Senado


Os senadores Ivo Cassol (PP-RO), Vincentinho Alves (PR/TO), Waldemir Moka (PMDB/MS), Jayme Campos (DEM/MT) e Kátia Abreu (PSD/TO), liderados pela presidente da Comissão, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), reuniram-se na manhã desta quinta-feira, 03 de maio, com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, além de diretores do ministério, para cobrar a conclusão de diversas obras rodoviárias e portuárias nas regiões Norte e Centro-Oeste do país, locais onde a próxima safra deverá enfrentar problemas para ser escoada, além do grande número de acidentes que tem ocorrido nas rodovias federais naquelas regiões.

Os parlamentares também debateram sobre alguns dos principais gargalos do sistema de infraestrutura do país e tiveram a oportunidade de ouvir de toda a equipe do ministro em que fase estão os projetos estruturantes da logística de transportes brasileira.

O senador Ivo Cassol cobrou do ministro e do diretor-superintendente do DNIT, general Jorge Fraxe, as obras de recapeamento das BRs 364, entre Vilhena e Extrema, na divisa com o estado do Acre, e 425, entre a BR-364 e Guajará-Mirim, que encontram-se em péssimas condições de trafegabilidade em vários trechos. “A BR é nosso único corredor de tráfego no estado, em alguns trechos está intransitável e já passou da hora do DNIT tomar as providências e fazer as obras”, cobrou o senador durante a reunião.

O general Fraxe, diretor do DNIT, explicou que a rodovia foi dividida em 4 lotes para que mais empresas possam participar do processo licitatório e a obra não fique nas mãos de uma só empresa. O atraso para iniciar o recapeamento ocorreu em virtude do orçamento destinado ao serviço, que foi reduzido, e precisou ser readequado para a execução das obras. Fraxe garantiu que no máximo em 30 dias todos os 4 lotes serão contratados, sendo que o Exército Brasileiro cuidará de um lote extra, fechando toda a extensão da BR.

Quanto à BR-425, ocorreu que a Delta, empresa que está sendo investigada por irregularidades em todo o país, venceu a licitação para executar a obra, mas o DNIT optou por não assinar o contrato, já prevendo problemas futuros, e novo processo foi aberto. “Neste caso as obras deverão começar em 90 dias aproximadamente”, explicou o diretor.

Ponte do Abunã

Cassol também cobrou do ministro a execução da ponte da BR-364 sobre o rio Madeira, entre Porto Velho e Extrema, fundamental para interligar a Rodovia do Pacífico e o restante do Mercosul. “É uma vergonha: nós emprestamos dinheiro para o Peru, a empreiteira que executou a obra em toda extensão da Transoceânica é brasileira, eles já asfaltaram e duplicaram toda a rodovia atravessando a cordilheira dos Andes e estão terminando a última ponte, enquanto nós nem construímos a primeira” disse Cassol indignado para surpresa dos presentes.

Segundo o ministro Passos foi preciso fazer um novo projeto de fundação em virtude do aumento da área inundada em virtude das usinas do rio Madeira, bem como aumentar a altura e o vão dos pilares, praticamente recomeçando o projeto do zero, o que resultou em todo atraso.

Além disso o ministério está sendo bem mais criterioso para contratar as empresas que participarão do processo, para evitar mais atrasos nas obras da ponte.

Duplicação da BR em Ji-Paraná

O senador Ivo Cassol relatou aos presentes a situação da BR-364 no trecho que corta o município de Ji-Paraná. O DNIT deverá iniciar em breve as obras de duplicação naquele trecho urbano, o que fatalmente irá estrangular o tráfego e causar grandes congestionamentos na BR, numa escala de problemas superior ao que ocorreu na época da duplicação da ponte sobre o rio Machado.
Cassol explicou que quando era governador, antes mesmo do DNIT começar a duplicação da ponte e prevendo o aumento de veículos e caminhões cruzando o estado, sua administração iniciou o anel viário construindo uma nova ponte sobre o rio Machado para desviar o tráfego pesado da área central da cidade. “Infelizmente não deram conta de fazer o aterro na cabeceira da ponte e asfaltar para concluir a obra e o anel viário não pode ser utilizado, mas tem que tirar o tráfego pesado da BR antes de começar a duplicação, caso contrário vai ficar pior do que está”, afirmou.
Cassol explicou que a obra do anel viário é de responsabilidade do Governo do Estado e que o desvio do tráfego pesado da área a ser duplicada é importantíssimo, não só para a trafegabilidade mas também para a segurança dos motoristas e dos trabalhadores. “O que eu posso afirmar é que o DNIT vai fazer a duplicação da BR-364 no trecho urbano de Ji-Paraná, próximo à ponte, devemos lançar os editais da obra nos próximos dias”, declarou o ministro Paulo Passos.
Participaram também do encontro, além do ministro, o diretor-geral do Dnit, General Jorge Fraxe, do presidente da Valec, José Eduardo Castello Branco, do secretário executivo do Ministério, Miguel Masella, do secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, assessores e técnicos do Senado Federal e do Ministério dos Transportes.

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