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Política

Publicado em Terça, 11 de Março de 2014 - 10h31

Deputado aponta BR 421 como única alternativa para abastecimento do Acre

Luciana Andrade


O líder do PSD na Câmara, Moreira Mendes (RO), usou a tribuna da Câmara, nesta segunda-feira (10), para mais uma vez lamentar a situação em que se encontram os estados de Rondônia e Acre por causa das enchentes do Rio Madeira. Em sua fala, o parlamentar fez apelo para que as autoridades responsáveis liberem a BR-421 no entorno do Parque Estadual Guajará-Mirim. De acordo com Moreira, o trecho da rodovia vai garantir o abastecimento para as vítimas da enchente e a trafegabilidade até o Acre, que está isolado pela interrupção do tráfego na BR-364. “Faço esse apelo como modesto advogado do povo de Rondônia, para que nos ajude a socorrer essa população sofrida do nosso estado e do Acre”, disse.

O parlamentar rondoniense lembrou que o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa aprovaram um decreto legislativo desobstruindo a BR-421, mas o Ministério Público Federal embargou a obra porque corta cerca de 18 quilômetros de uma unidade de conservação, um parque estadual. “Essa estrada poderia atender toda a comunidade de Guajará-Mirim, de Nova Mamoré, dos distritos de Abunã, de Vista Alegre do Abunã, do próprio Acre. Mas o Ministério Público não permite que a estrada seja aberta”, lamentou.

Segundo Moreira, que mora em Rondônia há 42 anos, a enchente do Madeira está prestes a atingir o maior nível da história. “Eu nunca vi nada parecido como a cheia que assola, hoje, Rondônia. A medida dos 19 metros acima do nível normal do rio é algo parecido com um edifício de 10 andares causando um verdadeiro desastre: mais de 2 mil famílias desabrigadas”, afirmou.

No discurso, o parlamentar explicou que as águas do Madeira vão continuar a subir, pois este rio é formado pelo Mamoré e Guaporé, afluente que começa a encher. Ele, também, disse que as Usinas de Santo Antônio e de Jirau não são responsáveis pelas enchentes. “Essas duas usinas foram projetadas para receber um volume de água de até 83 mil metros cúbicos por segundo. Mesmo com toda a enchente ainda não atingiu 53 mil metros cúbicos por segundo. Portanto, não tem nada a ver com esses empreendimentos. Ainda há espaço para mais quase 40 mil metros cúbicos por segundo”, informou.


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