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Política

Publicado em Quinta, 05 de Novembro de 2009 - 15h08

EXPEDITO DESISTE DE RECURSO NO SENADO, MAS DIZ QUE VAI LUTAR POR MANDATO NO STF

RONDONIAGORA


Como anunciou o RONDONIAGORA com exclusividade, o senador Expedito Júnior (PSDB-RO) anunciou nesta quinta-feira que pediu a seus advogados que desistissem do recurso apresentado a Mesa Diretora do Senado e que acabou criando impasse entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Em coletiva no início da tarde em Porto Velho, Expedito explicou que tomou essa decisão já durante viagem ao interior rondoniense pela manhã. “Retornei da BR com essa decisão e imediatamente liguei ao presidente Sarney para comunicá-lo que estava desistindo do recurso que havia apresentado”. Expedito disse que era uma decisão pessoal e que não imaginava que o recurso na CCJ iria causar um imbróglio jurídico. “Não quis afronta com o STF, mas achava que deveria lutar pelo meu mandato, como continuarei fazendo, mas não mais no Senado”.

O senador detalhou que na próxima semana impetrada Mandado de Segurança no Supremo alegando que tanto o TRE de Rondônia como o TSE não apresentaram respostas a seus questionamentos processuais. Ele também cobrou da Polícia Federal (PF) que avance nas investigações sobre as denúncias de que as provas aceitas pela Justiça e que culminaram com sua cassação, foram forjadas. “Também pedi ao presidente Sarney que cobre o diretor-geral da PF sobre essas investigações, porque acima de tudo queremos e precisamos saber a verdade sobre a suposta armação de compra de votos”.

Expedito agradeceu a solidariedade que teve de seus colegas e pelo trabalho da imprensa que divulgou as ações de seu mandato e também sobre o caso, “uma maneira transparente e respeitosa. E não desistirei de brigar pelo meu mandato, que foi me outorgado pelo povo e a ele pertence. Mas a partir desse momento, deixo o Senado e o presidente está liberado para empossar o segundo colocado”. O tucano afirmou que nunca pediu favores da Mesa do Senado para mantê-lo no cargo e que utilizou apenas um direito previsto na Constituição Federal e no Artigo 32 do Regimento Interno da Casa. Ele pediu que seu julgamento seja feito pelo povo de “meu Estado, um julgamento popular, nas urnas”.

O senador rondoniense fez ainda considerações sobre a possível afronta do Senado contra o STF, explicando que se isso de fato aconteceu, a Suprema Corte faz pior, uma vez que deixou de cumprir decisão do próprio Senado com relação a dívida do Beron. “E é um bom momento para se discutir essa independência de poderes, uma vez que o próprio ministro Ricardo Lewandowski, relator de meu caso, relata a questão do Decreto 034 do Senado, que mandou a União rediscutir a dívida do Beron”.

Sobre o sucessor, Acir Gurgacz, fez apenas um pedido: “que não seja o senador do Paraná, mas de Rondônia”.


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