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Política

Publicado em Segunda, 18 de Abril de 2016 - 13h33

Operação da Polícia Civil devassa gabinete e residência de vereador

Da Redacao


A Polícia Civil em Vilhena deflagrou na manhã desta segunda-feira a terceira fase da operação Água Limpa, que investiga um esquema criminoso no Serviço Autônomo de Águas (SAAE). Sete delegados e 25 agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão expedidos pela primeira vara criminal.

Entre os investigados desta fase estão o vereador Carmozino Alves Moreira, além de um advogado, sócio do ex-diretor-Geral do SAAE, Josafá Lopes Bezerra, em um escritório de advocacia e de duas empresas .

Segundo os delegados que comandam a investigação, Lincoln Ossamu Mizusaki e Fábio Campos, após a apreensão de processos administrativos ocorrida no dia 19 de fevereiro, no SAAE, foi constatado que a autarquia realizou contratos sem licitação, com as empresas de J. Pires dos Santos Eireli, registrada em nome de Jovane Pires dos Santos e JC Santi Eireli-ME, de José Cleberson Santi, ex-assessor de Carmozino.

No primeiro contrato o SAAE locou uma pá carregadeira, e, no segundo, a autarquia fez locação de caminhão basculante, totalizando R$ 135.220., No entanto, segundo apurado pela Polícia Civil há o envolvimento de laranjas. “Essas empresas, conforme apontaram as denúncias investigadas pela Polícia Civil, são no sentido de que foram constituídas para burlarem a lei, pois o vereador, por ocupar um cargo público, estaria vedado de contratar com o poder público, e o advogado, por ser amigo e sócio de Josafá, não poderia celebrar contrato com o SAAE, muito menos sem a prévia licitação”, disse o delegado Lincoln Mizusaki.

As buscas foram cumpridas nas residências dos investigados e nas sedes das supostas empresas, bem como no gabinete do vereador, na Câmara Municipal.

O inquérito da segunda fase da operação, que investigava os contratos do SAAE com a empresa MWX já foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público e Judiciário.

Já foram indiciados e proibidos de frequentar ou contratar com a Prefeitura de Vilhena, Josafá Lopes Bezerra, além do ex-secretário municipal e ex-assessor do gabinete da Prefeitura Washington Luiz Sarat Santos e o sócio da MWX Marcelo Novaes Marinho, por associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e fraude em licitações, além de dois proprietários de empresas de informática na cidade de Vilhena, por fraude em licitações.

No inquérito ficou demonstrado que tal empresa MWX recebeu mais de R$ 250.000 do SAAE e não honrou com os compromissos assumidos. Boa parte do dinheiro pago pelo SAAE à MWX tinha como destino a conta do ex-assessor de gabinete e ex-secretário adjunto da prefeitura.


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