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Política

Suposto massacre em Campo Novo virou “caso Isabella de Rondônia”, diz Pizzano, para chamar atenção da mídia nacional

Quinta-feira, 10 Abril de 2008 - 15:36 | RONDONIAGORA.COM e Decom


O suposto massacre de 15 posseiros na Fazenda Catâneo em Campo de Novo de Rondônia, cuja notícia foi espalhada pela Liga Camponesa Pobre (LCP), acabou virando “o caso Isabella de Rondônia” para chamar atenção da mídia nacional, alertou hoje o coordenador técnico da Secretaria de Segurança Pública, delegado Cezar Pizzano. Nesta quinta-feira, conforme noticiou a imprensa, o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) se reuniu extraordinariamente para avaliar o caso. A notícia foi veiculada pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), sediado no Rio de Janeiro, que anunciou, inclusive, uma missão de jornalistas e pessoas ligadas aos Direitos Humanos a Rondônia.
Pizzano juntamente com a comandante geral da Polícia Militar, coronel Angelina Ramires, o diretor geral da Polícia Civil, Murio Ikegawa, o comandante do Batalhão da Polícia Ambiental, Major Josenildo, decidiram realizar um levantamento com a ajuda o serviço velado do Estado para averiguar a veracidade das informações da possível chacina na região.
Os representantes do Ministério Público, do Ibama, Incra e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que participaram da reunião extraordinária, concordaram com a proposta de avaliar a situação no local, antes de fornecer qualquer informação á imprensa que não seja verdade. “Nada foi comprovado ainda. O que recebemos até agora são notícias de um crime anônimo, porque até o momento o comunicante não apareceu. O Ibama e o Incra não têm essa informação, nem tão pouco os policiais do Batalhão da Polícia Ambiental que estão numa base próxima ao local. O estranho é que as informações, de acordo com os jornais, foram dadas por um motorista que foi realizar um frete e viu o acontecido. Deixo claro que vamos responsabilizar quem está passando essas notícias à imprensa”, afirma Pizzano.
Pouco mais de três dias, o assentamento Conquista da União, que está localizado a 45 quilômetros de Campo Novo e 40 quilômetros de Buritis, passou pelo processo de reintegração de posse. Diante da agressividade das famílias, cerca de quatrocentas, que invadiram a área, a reintegração foi suspensa, com a finalidade de evitar um possível confronto entre os sem terra e a polícia.
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