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Política

Publicado em Quarta, 10 de Abril de 2013 - 16h54

Trabalhadores em educação consideram gestão do ex-governador Cassol como o período mais tenebroso para o funcionalismo

Assessoria



Distante de terem o salário ideal e de contarem com as condições adequadas de trabalho, os trabalhadores em educação de Rondônia vislumbram a expectativa de melhorias significativas na educação rondoniense. No entanto, de acordo com o Sintero, os 8 anos de gestão do ex-governador Ivo Cassol ficaram registrados na história como o período mais tenebroso para o funcionalismo público, especialmente para os trabalhadores em educação.

Da tribuna do Senado Cassol protestou esta semana contra os baixos salários dos professores de Rondônia, conforme reportagem divulgada pela Agência Senado, o que foi interpretado com ironia pelos trabalhadores em educação, já que a sua gestão como governador foi a mais prejudicial à categoria.

Quando Ivo Cassol assumiu o governo, em 2003, os professores de Rondônia tinham o terceiro melhor salário em comparação com os demais Estados. No final do mandato, em 2010, o salário dos professores estava entre os piores do país, atrás, inclusive, de Estados com menor potencial econômico do que Rondônia.

Para a direção do Sintero, o senador Ivo Cassol é a pessoa menos qualificada para criticar o Plano de Carreira, visto que durante o seu governo os trabalhadores em educação sequer conseguiram dialogar com a administração estadual. Ao contrário, eram recebidos a pauladas e repreendidos com gás de pimenta. Para os sindicalistas, Ivo Cassol perdeu uma grande oportunidade de valorizar a educação quando foi governador por 8 anos, e não o fez.

Não é verdade que o sindicato fez acordo com o atual governo para prejudicar os professores, como afirmou o senador. A luta do Sintero no novo Plano de Carreira é por direitos que sempre foram negados durante o governo Cassol. Um deles é a elevação de nível ou mudança de classe valorizando professores que eram formados em magistério e depois concluíram a Licenciatura Plena.

Não há mudança para Licenciatura Curta, como afirma, assim como não existe a perda salarial de 32% com a mudança de classe, o que demonstra total falta de conhecimento do senador e a enorme distância entre a sua atuação e a realidade da educação.

A direção do sindicato considera que o atual governo ainda precisa encontrar o caminho para valorizar a categoria. Por isso os trabalhadores estão em plena campanha salarial. Porém, hoje existe um diálogo que pode ser o início das transformações desejadas na educação. O Plano de Carreira, por exemplo, é resultado da luta dos trabalhadores em educação e da greve deflagrada pela categoria no início de 2012, conquista que foi impossível nos 8 anos do governo Cassol devido à truculência com que a classe era tratada.

A direção do Sintero entende que em vez de criticar o trabalho que vem sendo feito para melhorar a educação, Cassol poderia utilizar o seu mandato como senador para apoiar a luta da categoria e tentar reparar os prejuízos por ele causados à sociedade rondoniense ao não permitir avanços no ensino público estadual.


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