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Publicado em Sexta, 15 de Outubro de 2010 - 14h42

Debate na RedeTV teria sido “armadilha” para detonar Cahulla que escapou do golpe

Walmir Miranda


O comentário é geral nos quatro cantos do Estado de Rondônia: o debate entre os candidatos ao governo João Cahulla (PPS) e Confúcio Moura (PMDB) teve ares de “armação” para detonar o governador. Referido debate ocorreu na quarta-feira pretérita (13/a0), em Porto Velho, na sede da Rede TV – Canal 17, emissora de propriedade dos empresários GURGACZ, quer também são donos do poderoso grupo de transporte rodoviário União Cascavel.

Vale lembrar que, o vice da chapa de Confúcio Moura é AIRTON GURGACZ (PDT), que não por acaso, também é do mesmo clã ao qual pertence o senador Acir Gurgacz (PDT).

Acir Gurgacz, como Rondônia sabe, foi o autor da ação que culminou com a “derrubada” de Expedito Júnior (PSDB), do senado, e em sua cadeira “fincou” o traseiro. Mais que isso: Acir Gurgacz (PDT) ficou com cerca de cinco anos de mandato. Coisa que não conseguira nas urnas onde fora batido pelo próprio tucano.

MARCAS DA ARMAÇÃO

O debate televisivo com ares de “armação” contra João Cahulla, ao contrário daquele ocorrido no 1º. Turno das Eleições majoritárias deste ano, que chegou a ser elogiado pelo público em geral, desta feita mudou muito.
A começar por aproveitar jornalistas ligados ao quadro da própria Rede TV – Canal 17, para fazerem perguntas aos dois candidatos. Só que, até o público percebeu que as perguntas direcionadas ao candidato Confúcio Moura (PMDB) pareciam “perfeitas” às suas respostas, ou seja, dentro de suas propostas de governo e, principalmente, quanto às suas realizações como Prefeito Municipal de Ariquemes, que dista de Porto Velho cerca de 200 quilômetros por via rodoviária.

Já quando as perguntas eram direcionadas a João Cahulla (PPS) a coisa mudava de figura. Vinham sempre precedidas de uma crítica, para depois então, o tema ser respondido.  O tom, portanto, pareceu ao público como mais pesado, como que algo que seria para “engessar” o candidato a reeleição. Isso foi perceptível por todos. Não adianta, agora, quererem negar. É o que o público está comentando por todas as partes de Rondônia.
 

NOCAUTE DE CAHÚLLA NO 2º. BLOCO DO DEBATE

O candidato João Cahulla, desde que chegou aos estúdios da Rede TV – Canal 17 de Porto Velho -, percebeu que a “claque” poderia estar armada. Alertado por seus assessores mudou o tom de suas respostas, pontificando pela altivez e extrema calma, quando das investidas de Confúcio Moura, que do começo ao fim do debate procurou tratá-lo como se eleito já estivesse, ou seja, já fosse mesmo o novo governador de Rondônia.
Só que, que estava acostumado com um JOÃO CAHÚLLA “calminho excessivamente” deu-se mal, muito mal.
Cahulla, altivo e dentro de um comportamento seguro foi respondendo as perguntas, tanto de seu interlocutor como dos jornalistas “convidados”.

Ainda durante o 2º. Bloco, quando o tema versou sobre SAÚDE, ao ser questionado por Confúcio, João Cahulla deu uma espécie de “chega pra lá” desnorteando-o e deixando-o visivelmente nervoso ante as câmeras. E ainda tascou: “em meu governo concluímos o Hospital Regional de Cacoal, que levou 19 anos parado. Fizemos melhorias no Hospital de Base e no João Paulo II, em Porto Velho, além de auxiliar as prefeituras nessa área. Já em Ariquemes a SAÚDE é obra do marketeiro de sua campanha. Eu estive lá conversando com as pessoas e a realidade é outra”. Até a cozinha do hospital de Ariquemes funciona fora daquele estabelecimento de saúde, ou seja, está dentro do quartel da Polícia Militar, porque até hoje a situação não foi resolvida por sua administração como prefeito.
Confúcio retrucou: “você mente”.

Aí Cahulla saiu nas “tamancas” e disse: “quem mente é você, que agora juntou no seu palanque aqueles que quebraram o Beron, venderam a Ceron, demitiram dez mil servidores e ainda deixaram os salários dos servidores atrasarem”.

Confúcio irritado retrucou para Cahulla: o seu governo é terrorista e subalterno de Ivo Cassol.  E ainda criticou o adversário por não ter feito quase nada no Estado em termos de política habitacional também.

Cahulla enfatizou: foi o governo de Ivo Cassol que readmitiu quase todos os demitidos pelo governo de seus apoiadores. Não esqueça disso. Não esquecendo também que até mortes se registraram por causa daquelas demissões.

No 3º. Bloco o tema versou sobre FAMÍLIA, focado na questão do ABORTO.

Resposta e réplica foram mornas de ambas as partes. Porém, Cahulla continuou impassível em sua altivez, surpreendendo a todos que foram ao local acompanhar o debate patrocinado pela Rede Tv de Porto Velho.
Já no 3º. Bloco – quando o assunto foi EDUCAÇÃO, Confúcio tentou confundir Cahulla diversas vezes, valendo-se de informações que um técnico de alto nível da SEDUC lhe passara.

Deu-se mal, porque Cahulla lhe perguntou se ele sabia como era feito o cálculo/índice de avaliação do INDEB, e ele (Confúcio) “enrolou, enrolou”, porém, não respondeu.

No 4º. Bloco – as interlocuções contaram com as perguntas de três jornalistas para os dois candidatos.
Aí foi que a coisa degringolou. As perguntas para Confúcio iam ao encontro de seu programa de governo e sobre questões que ele vem falando seguidamente aos seus apoiadores. Ele já tinha as respostas na ponta da língua.
Enquanto que as perguntas para Cahulla eram “espinha de garganta”, mais difíceis e precedidas de um tom de crítica por parte do interlocutor. Mesmo assim, ele não deixou nada sem resposta. E ainda teve presença de espírito para advertir um jornalista que é empregado da Rede TV, chamando-o de “empregado da casa”.

CONCLUSÃO

Para quem assistiu ao debate da RedeTV ficou mesmo a impressão de que, Cahulla, caso não estivesse preparado e dentro de uma nova performance (sério e seguro de suas respostas) poderia ter sido “engolido” pelo adversário, que teve de mudar o tom e a forma de enfrentá-lo ante as câmeras e o público telespectador.
Certamente que, para os novos debates, Cahulla irá quere saber com antecedência quem serão os seus interlocutores, e os temas que constarão do debate. Assim evitará surpresas, ataques, chiliques e salamaleques de seus oponentes.

Mesmo assim, pode-se dizer que, tanto Confúcio, quanto João Cahulla puderam mostrar para a população as suas propostas de governo.

Cabe ao povo analisá-las e decidir quem está com as melhores propostas e condições de administrar o Estado. Sobre modo, analisar se Confúcio Moura apoiado por PMDB, PT, DEMOCRATAS, PSDB, PDT, PSDB e PC do B terá facilidade para fazê-lo, já que negar que esses partidos não terão cargos no seu governo é algo que não convence ninguém. Quem apóia não o faz graciosamente. A população sabe disso.

Quanto a João Cahulla é um erro achar que ele é carta “fora do jogo” e já estaria descartado. Ele provou isso no debate. E menosprezar sua simplicidade, seus conhecimentos e a importância da máquina executiva que detém em suas mãos é um erro maior ainda.

Portanto, o que se houve pelas esquinas é que Confúcio precisa parar com o clima de “oba-oba” que tomou conta de sua campanha. Isso, além de deselegante, mostra agressividade e desrespeito para com o seu oponente que também conta com grandes forças políticas a apoiá-lo.

Voltaremos ao assunto.


ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!
 


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