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Eleições

Publicado em Quarta, 13 de Outubro de 2010 - 23h59

“COISAS QUE A POPULAÇÃO JÁ ESQUECEU DE LONGAS DATAS”, DIZ CONFÚCIO SOBRE RAUPP E BIANCO; TV DE ACIR GURGACZ ARMA CIRCO CONTRA CAHULLA

RONDONIAGORA


O debate da RedeTV Rondônia realizado nesta quarta-feira em Porto Velho entre os dois candidatos ao Governo serviu para confirmar duas situações: que o grupo Gurgacz está completamente voltado a eleger Confúcio Moura (PMDB), utilizando além do poderio economico, seus próprios funcionários, que apelaram nos questionamentos a João Cahulla (PPS) e “levantaram a bola” para Confúcio Moura (PMDB). Além dessa situação, denunciada ao vivo pelo próprio Cahulla, Confúcio Moura mostrou-se um fervoroso defensor das práticas de seus aliados maiores: Valdir Raupp (PMDB) e José Bianco (DEM). “São coisas que a população já esqueceu de longas datas”, referiu-se o candidato peemedebista a casos de corrupção na administração passada do PMDB, além da extinção do Beron e Ceron entre outros, e a demissão de milhares de servidores públicos.

A nova Rondônia, defendida por Confúcio, foi prontamente rebatida por Cahulla, lembrando que ao lado do peemedebista estão figuras carimbadas que deixaram uma herança maldita para Rondônia, a exemplo de Bianco, responsável pela demissão de 10 mil pais de família, Raupp, governador da época do escândalo da merenda escolar (superfaturaram e não entregaram peixe, frango e carne), quebra do Beron, venda da Ceron, entre outros escândalos marcados pela gestão do atual senador reeleito. “Não somos de sonho, somos de pé no chão”, explicou Cahulla. Ele conclamou Rondônia a votar pela continuidade do progresso e desenvolvimento e não voltar a Rondônia do passado de Raupp e Bianco.

Já no segundo bloco, oportunidade para os candidatos realizarem perguntas entre si, Cahulla questionou Confúcio com que time governaria, lembrando dos aliados Bianco, Raupp, “responsável por grandes escândalos e pelo atraso de Rondônia”. Visivelmente nervoso, Confúcio defendeu os ex-governadores e principalmente o senador reeleito do seu partido, e explicou que respondia pelo seu CPF.
Defesa de Raupp; palanque de terrorista

Confúcio Moura saiu novamente em defesa do Governo Raupp no segundo bloco. Disse que o secretário de Bianco, José Batista, demitiu mesmo 10 mil servidores (o DEM de Bianco está com Confúcio nessa campanha), mas que isso não importava já que Raupp tinha feito quase meio milhão de votos e ganhou bem na frente do ex-governador Ivo Cassol, também eleito senador. “Seu palanque é de terrorista”, atacou Confúcio. João Cahullla ganhou direito de resposta nos blocos seguintes.

Circo armado por jornalistas empregados dos Gurgacz

Em que pese as declarações do diretor-geral da Rede TV, Sérgio Demomi, sobre a contribuição a democracia, feitas ao final do evento, o debate da emissora, pertencente a familiares do candidato a vice-governador de Confúcio Moura, Airton Gurgacz, pareceu um grande circo armado para estraçalhar a campanha do candidato João Cahulla. Até jornalistas do Sistema Gurgacz de Comunicação foram obrigados a participar do jogo, fazendo perguntas “moderadas” para Confúcio e atacando Cahulla.

A apresentadora do Jornal da Rede, Yonara Werr, perguntou a Confúcio o que PSDB, PSB e PT tinham pedido para somar com ele no segundo turno. O óbvio veio em seguida. Confúcio disse que nada tinha sido negociado e que era uma alegria ter esses partidos em sua coalizão. Já para Cahulla, a pergunta foi mais severa. Ela quis saber o que o impediu de construir o Hospital da Zona Leste durante os últimos 7 anos, já que nada havia feito antes. Cahulla explicou que administrar um Estado é diferente de um Município, que tem além dos recursos próprios, tem recursos constitucionais da União e do Estado.

Radialista fica em saia justa

O radialista Alessandro Lubiana passou  a maior saia justa ao tentar defender o emprego e os interesses do grupo Gurgacz. Lubiana ensaiou mais uma vez a pergunta sobre a antecipação do ICMS. Não conseguiu e acabou fazendo mais críticas do que questionamento, acrescentando a falta de instalação de ar –condicionado nas escolas. Cahulla se irritou e perguntou o porquê estava atacando o Governo e não se limitava a fazer a pergunta corretamente. Lubiana ficou nervoso, quase deixou o microfone cair e disse que estava perguntando sobre a educação. Cahulla entendeu o jogo e disse que o radialista estava fazendo o jogo do grupo, que tem um Gurgacz como vice.

O próximo debate será realizado pela TV Candelária.


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