Rondônia, terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Últimas Notícias   Rondoniagora.com no Facebook Rondoniagora.com no Twitter Rondoniagora.com no Youtube

Artigos

Publicado em Sábado, 15 de Novembro de 2014 - 09h07

Estrago grande demais

Gessi Taborda


Estrago grande demais

Aproveitemos esse feriado para tratar de um tema que pouco aparece na imprensa local, embora seja dos mais relevantes para nós, moradores de Rondônia e de toda a Amazônia.
Reduzir a zero o desmatamento na Amazônia já não basta para garantir as funções climáticas do bioma. Além de manter a integridade da floresta, é preciso iniciar um amplo processo de recuperação do que já foi destruído. Quem adverte é o pesquisador Antônio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no relatório "O futuro climático da Amazônia”, elaborado a pedido da Articulação Regional Amazônica (ARA) e lançado recentemente em São Paulo.

PAPEL DA FLORESTA

Na publicação, são sistematizados, pela primeira vez, cerca de 200 dos principais estudos sobre o papel da Floresta Amazônica no sistema climático, na regulação das chuvas e exportação de serviços ambientais para áreas produtivas, circunvizinhas e distantes da Amazônia. O relatório aponta o potencial climático da floresta pristina, também chamada de "oceano verde”, e os impactos de sua destruição com o desmatamento e a queimada. O estudo indica ainda ações para conter os efeitos no clima provocados pela ação humana sobre a maior floresta tropical do mundo.

CLIMA DE DESERTO

A destruição do ecossistema gerará um clima inóspito. Modelos climáticos antecipam, há mais de 20 anos, os variados efeitos danosos do desmatamento sobre o clima. "Entre eles estão: a redução drástica da transpiração, a modificação na dinâmica das nuvens e chuvas e o prolongamento da estação seca”. Outros efeitos não previstos, como o dano por fumaça e fuligem à dinâmica de chuvas, mesmo sobre áreas de floresta não perturbada, também são observados. Somente no Brasil, uma área de 763.000 quilômetros quadrados já foi destruída, o que equivale a três vezes o território de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol.

ESFORÇO DE GUERRA


De acordo com o relatório, o desmatamento por corte raso atual beira os 20% da cobertura original na Amazônia brasileira, e a degradação florestal, estima-se, já teria perturbado a floresta remanescente em variados graus, afetando, adicionalmente, mais de 20% da cobertura original. "O ponto preocupante desses exercícios de modelagem é a indicação de que aproximadamente 40% de remoção da floresta oceano-verde poderá deflagrar a transição de larga escala para o equilíbrio da savana, liquidando, com o tempo, até as florestas que não tenham sido desmatadas”, alerta o pesquisador.
Diante desse contexto, o estudo recomenda um plano de mitigação baseado na reversão radical tanto dos danos passados quanto das expectativas de danos futuros, como um "esforço de guerra".

ZERAR QUEIMADAS

"As florestas da Amazônia são essenciais para a manutenção do clima e, com ele, a segurança das gerações futuras. Felizmente, os avanços das ciências fazem desta guerra um desafio que pode ser bem sucedido”, avalia o pesquisador Donato Nobre.
Como ação primeira, o pesquisador aponta a necessidade de universalizar e facilitar o acesso às descobertas científicas. "Que podem reduzir a pressão da principal causa do desmatamento: a ignorância”, comenta o cientista no relatório. Em segundo lugar, será preciso zerar o desmatamento, a degradação florestal e as queimadas. Ao mesmo tempo, sendo esses os mais graves fatores de danos ao clima, é urgente desenvolver um amplo esforço para replantar e restaurar a floresta destruída.
"Tal esforço precisa ter perspectiva de médio e longo prazos, para culminar com a regeneração da floresta oceano-verde original”, alerta Nobre. "Diante disso, as elites governantes podem, devem e precisam tomar a dianteira na orquestração da grande mobilização de pessoas, recursos e estratégias que possibilitem recuperar o tempo perdido”, conclui.

DÉCIMA VEZ

Total falta de segurança pública na cidade leva o medo justificado às escolas. Pela décima vez, a Escola Eloisa Bentes foi vítima de larápios. Dessa vez os ladrões decidiram roubar também a cantina da escola. A situação ficou tão ruim que as aulas da última sexta feira (14) foram suspensas. E 10 vezes depois da ação de bandidos a escola permanecerá tão insegura como antes.

VAIDADE

É preciso ter cuidado com a vaidade. Em nome dela ficamos sabendo como algumas mulheres pagaram caro ao injetar em seus glúteos – através de pessoas não habilitadas – produtos para torná-los maiores e mais arredondados do que aqueles com que a natureza lhes deu.
E não pense que a vaidade provoca prejuízos apenas na questão da aparência. Ela também cria problemas no mundo político.

MIREM-SE NO IRMÃO VALTER

A vaidade e o egoísmo roubam o discernimento. Mesmo que se esteja cercado de boas venturas, razões para sentir-se um felizardo, a cegueira mental ofusca os tesouros. Disperso de Deus, o indivíduo é atraído pelas ilusões, numa visão míope da vida. Seus interesses podem custar o preço de velhas amizades, de um amor verdadeiro, família e tudo que deveria ser inegociável. Não foi exatamente isso o que aconteceu, por exemplo, como ex-deputado Irmão Valter, tirado de seu pedestal e mantido até hoje na cadeia, no “Pandinha”?
Os novos e antigos políticos que vão iniciar no próximo ano mais uma jornada nos seus devidos cargos devem se lembrar dos muitos episódios negativos ocorridos nesse período que se encerra.
Ninguém veio ao mundo para cuidar do próprio umbigo. Estamos aqui para contribuir com os que estão à nossa volta. Precisamos uns dos outros. A autossuficiência é uma utopia. Quando se perde a capacidade de cuidar de si e falta lucidez para tomar as próprias decisões é que descobrimos se as pérolas que conseguimos preservar foram formadas nos moluscos dos oceanos. Na inutilidade, quando não se cultiva as relações, a solidão pode ser a única companheira.

CREDIBILIDADE ARRANHADA

As duas mais recentes decisões do TSE reformando decisões do Tribunal Regional Eleitoral rondoniense certamente contribuiu para arranhar a imagem da corte local.
Recentemente o TSE considerou errônea a decisão que garantiu ao político Moreira Mendes, condenado por sua participação no “Escândalo das Passagens Aéreas” que provou um rombo milionário na Assembleia Legislativa rondoniense, o direito de disputar na eleição de outubro último uma cadeira no Senado.
A essa decisão o TSE somou-se outra; que devolveu a Francisco Edwilson Bessa Holanda de Negreiros o mandato de vereador conquistado em 2012, reconhecendo assim a sentença do Tribunal Regional Eleitoral como errada. No caso presente, o TSE entendeu que Negreiros foi vítima de numa armação.

DESCULPA DE NAZIF

Embora Mauro Nazif tenha rechaçado todas as opiniões e até exigências de órgãos de controle para promover uma auditoria (uma espécie de devassa) na gestão de seu antecessor, agora, quando praticamente sua gestão foi para o brejo na percepção popular, o prefeito apresentou justificação para tanta incompetência e imobilismo de seu governo.
“Pegamos uma prefeitura toda desarrumada e ainda hoje estamos arrumando a casa para que possamos trabalhar no ritmo que queremos. O que esperávamos ao sermos eleito era encontrar problema como os casos de alagações, deficiência no transporte urbana, atendimento nas unidades de saúde. Jamais imaginaríamos pegar a prefeitura como pegamos”, afirmou Nazif numa entrevista ao radialista Sérgio Gomes, da Rádio Caiari. O prefeito não tem cara de tonto para dizer que não sabia. Tá saindo pela tangente ao percebeu que sua gestão está inexoravelmente indo prô brejo.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/artigos/estrago-grande-demais)
Rondoniagora.com





2016 © Rondoniagora.com - Jornal Rondoniagora é uma publicação de Central de Jornalismo, Produção, Marketing e Assessoria Ltda. Todo o noticiário, incluindo vídeos, não podem ser publicados, retransmitidos por broadcast, reescritos ou redistribuídos sem autorização escrita da direção, mesmo citando a fonte.

Avenida Guaporé, 4248 - Bairro Igarapé - Porto Velho - RO (69) 3225-9705

Desenvolvido por
Idalus Internet Solutions