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Publicado em Terça, 05 de Maio de 2009 - 18h06

Na Boca do Povo - Por Walmir Miranda

Walmir Miranda


GRIPE SUINA (1)

A gripe suína é uma doença respiratória de porcos causada por um vírus influenza tipo “A”, que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Saiba o que conhecemos desta doença.

GRIPE SUINA (2)

É importante informar a opinião pública que, segundo especialistas em infectologia, qualquer tipo de gripe pode matar uma pessoa. E, particularmente, pessoas que tenham sistema imune (de defesa do organismo) enfraquecido.
No entanto, o principal risco associado à doença é uma inflamação fortíssima dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade da pessoa respirar direito. Outras complicações sérias têm a ver com lesões severas nos músculos, que podem levar, também, a problemas nos rins e no coração. E, mesmo, mais raramente, meningites e outros problemas no sistema nervoso central. Portanto, como se pode observar, em todos esses casos, pode ocorrer à morte através da gripe suína e de outros tipos de gripes.

GRIPE SUINA (3)

Especialistas advertem que embora a gripe suína não seja causada pelo consumo de carne de porco, estes animais podem ser infectados por vírus de gripe aviária e humana. E quando todos contaminam o mesmo porco, pode ocorrer uma mistura genética e novos vírus que são a mistura de suíno, humano e aviário podem aparecer. No momento, há quatro classes principais de vírus de gripe suína do tipo A são elas: H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1.

GRIPE SUÍNA (4)

Os especialistas também afirmam que, esses vírus, via de regra, não infectam seres humanos. Porém, vez por outra, mutações nesses vírus permitem que eles contaminem pessoas.

Na maioria das vezes, os contágios acontecem quando há contato direto de humanos com porcos. Mas também já houve casos em que, após a transmissão inicial do porco para o homem, a partir dali o vírus passou a circular de pessoa para pessoa.

Foi o que ocorreu em Wisconsin, EUA, em 1988. Nesses casos, a transmissão ocorre como a gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas. Portanto, as pessoas ao redor daquela que espirrou resultam contaminadas ainda que involuntariamente.

GRIPE SUÍNA (5)

Talvez por isso as pessoas se perguntem:

Consumir carne de porco pode causar gripe suína?

Não, respondem os especialistas.

É que, ao se cozinhar a carne de porco a uma temperatura de 70 graus Celsius, ou mais, o vírus da gripe é completamente destruídos. Isso evita qualquer tipo de contaminação.

Logo, a recomendação dos especialistas, principalmente, dos infectologistas é que, quando a pessoa sentir algum dos sintomas aqui mencionados, que procure orientação médica o mais urgente possível. Assim a doença poderá ser detectada a tempo e ser combatida com reais possibilidades de sucesso. Claro fica que, quanto mais demorar a ser feito o diagnóstico, mais a doença poderá evoluir em prejuízo da pessoa contaminada.

GRIPE SUINA (6)

É muito importante observar os níveis de perigo de uma “pandemia” segundo a Organização Mundial de Saúde. O termo "pandemia" se refere a uma epidemia de proporções globais, no qual há surtos de uma dada doença de forma "sustentável", ou seja, sem interrupção da cadeia de transmissão em vários países, e em mais de um continente. A Organização Mundial da Saúde, por sua vez, usa uma escala de seis fases para caracterizar a transmissão do “vírus influenza” (da gripe) pelo planeta.

As fases segundo a OMS:

Na fase 1, a transmissão só ocorre entre animais.

Na fase 2, se caracterizam os primeiros relatos de transmissão do vírus de animais para seres humanos.

Na fase 3, a transmissão de pessoa para pessoa ainda não é eficiente, no grau necessário, para que a comunidade inteira onde vivem os infectados esteja em risco.

Na fase 4, a dinâmica da infecção é sustentável o suficiente para causar surtos afetando comunidades inteiras. O risco de “pandemia” é grande, mas não 100% certo.

A fase 5, corresponde à transmissão de pessoa para pessoa, em mais de um país, indicando uma pandemia iminente.
Na fase 6, a pandemia está caracterizada.

GRIPE SUINA (7)

O que fazer então para evitar o contágio da gripe suína?
O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA fez algumas recomendações para evitar a doença. Dentre estes recomenda:
- Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso.
- Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos.
- Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.
- Evite contato próximo com pessoas doentes.
- Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outros, para evitar infectá-los.

GRIPE SUINA (8)

As pessoas continuam se perguntando:
A gripe suína é transmitida para animais domésticos, como canarinhos, cães, papagaios e gatos?

Segundo especialistas: provavelmente, não. Para eles é cedo para dizer que outros animais estão imunes, mas a característica desse vírus é de transmissão entre suínos, e agora entre humanos. Normalmente, aves domésticas são contaminadas por outros tipos de vírus. Já cães se infectam por outro tipo de “influenza”.

GRIPE SUINA (9)

Eis outras indagações sobre a gripe suína.

Quais são os sintomas da gripe suína?

Os sintomas são normalmente similares aos da gripe comum e incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com gripe suína também tiveram coriza, garganta seca, náusea, vômito e diarréia.

Qual o índice de mortalidade dessa forma da doença?
Ainda é cedo para ter estatísticas precisas, mas cerca de um em cada 15 a 20 casos da doença até agora diagnosticados resultou em morte. Essa taxa é considerada alta.

Como se faz o diagnóstico de gripe suína?

Para identificar uma infecção por um vírus influenza do tipo “A”, é preciso analisar amostras respiratórias do paciente durante os primeiros 4 ou 5 dias da doença, quando uma pessoa infectada tem mais chance de estar espalhando o vírus. Entretanto, algumas pessoas, especialmente crianças, podem manter o vírus presente por dez dias ou mais. A identificação do vírus é então feita em teste de laboratório.
Não esqueça disso.

O consumo de vitamina C ou outras medidas para melhorar a resistência do organismo podem ajudar na prevenção?
Provavelmente não muito, diz o biólogo Atila Iamarino, da USP, que atualmente faz doutorado sobre a evolução de vírus como o HIV. "A verdade é que não se sabe se o consumo de vitamina C realmente aumenta a resistência ao vírus. O organismo da pessoa pode estar bem preparado, mas, se as características do vírus nunca tiverem sido encontradas pelo sistema imune, existe o risco de infecção", afirma.

Como é feito o tratamento?

"Existem duas linhas de medicamentos. Uma delas, a amantadina, impede a entrada do vírus nas células humanas. A outra, de medicamentos como o Tamiflu (Oseltamivir) tenta barrar a saída do vírus de uma célula quando ele tenta infectar outras", explica o biólogo da USP. A má notícia, diz Iamarino, é que o H1N1 já se mostrou resistente à primeira classe de remédios. Por enquanto, o Oseltamivir ainda parece ser capaz de agir contra ele.

Você pode tomar as atuais vacinas contra a gripe?

Sim. A recomendação é sempre essa, pois essas vacinas ajudam a combater a gripe tradicional.

As vacinas contra a gripe têm alguma influência na proteção contra a gripe suína?

De acordo com o pesquisador da USP, existe a possibilidade de essas vacinas oferecerem proteção parcial contra o vírus proveniente de porcos. No entanto, mesmo que isso aconteça, certamente, a formulação delas não será a ideal. "Não sabemos, por exemplo, para que lado vai caminhar a variabilidade genética do vírus suíno. Normalmente, ao produzir uma vacina, você já leva em conta o conhecimento que tem do vírus para tentar cobrir a variação futura dele e alcançar o máximo possível de proteção", diz também Iamarino.

Há vacinas específicas para combater a gripe suína?

No momento, somente para porcos, que são mais constantemente afetados por esse tipo de vírus. Mas as autoridades já anunciaram estarem trabalhando numa versão humana da vacina, que deve ficar pronta em seis meses.

O que estão fazendo com estas máscaras descartáveis que vemos nos passageiros de aeroportos?

O material de doentes internados em hospitais tem o descarte especial no local. Mas, no caso da maior parte dessas pessoas que estão usando máscaras, o material é para proteção. O pessoal dos vôos a usam apenas por precaução. Essas máscaras podem ser dispensadas num lixo de ambiente, num saco de lixo normal.

O que os cruzeiros marítimos estão fazendo para não terem surtos de gripe suína dentro dos navios?
Normalmente, o pessoal nos cruzeiros, a tripulação e os passageiros, entram em um determinado ponto e têm um trajeto definido. Se estão saindo do Brasil e vão para a Europa, em locais onde não há gripe suína, não tem como ter a transmissão. Se vão para algum local de risco, devem evitar e cancelar o passeio. A bordo do navio, os cuidados são simples: lavagem de mãos, além de cuidados com pessoas portadoras de doenças respiratórias.

E os portos?

O pessoal de portos, aeroportos e fronteiras, há dois anos, participam de treinamentos para situações de pandemia. Na época, a preocupação era com gripe aviária. Eles receberam treinamento específico desde então.

OBS: o assunto GRIPE SUINA está sendo abordado nesta coluna após acompanhamento de diversas entrevistas concedidas à imprensa pelo biólogo Átila Iamarino (doutorando da USP), Nancy Junqueira Bellei (infectologistca da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP), especialista em pesquisas de vírus respiratórios. E também de informações passados à opinião pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

AMADO RAHAL Vs. HOSPITAL DE BASE

Pessoas de diferentes pontos da Capital e do interland rondoniense, que foram atendidas no Hospital de Base de Porto Velho, continuam contatando o colunista, para destacar e agradecer o trabalho que está sendo prestado naquele nosocômio estadual, cujo diretor geral é o conceituado médico ginecologista Amado Rahal.

Isso serve também para mostrar que, no HB, as pessoas estão sendo tratadas com a atenção e o respeito que merecem quando precisam de tratamento médico.
Essas manifestações, portanto, são provas da competência com que o Hospital de Base está sendo dirigido e operacionalizado por Amado Rahaal e suas múltiplas equipes profissionais.

Porém, é uma pena que muitas prefeituras do interior continuem a exorbitar no encaminhamento de pacientes para se tratarem no HB. Isso é ruim para a população portovelhense que é superior a 350.000 habitantes e, até agora não conta com nenhum hospital municipal para reforçar as ações do governo nessa importante área. Apesar de existirem alguns postos de saúde e umas poucas clínicas (nas periferias).

Mas existe uma notícia auspiciosa para esse setor, a curto prazo, o Poder Público Municipal poderá construir o seu hospital em Porto Velho, com recursos provenientes dos cofres federais.

BLITZ NA JORGE TEIXEIRA

Em que pese as boas intenções da Polícia Rodoviária Federal em realizar seguidas blitz ao longo do trajeto da Av. Jorge Teixeira, a medida está gerando revolta e indignação de transeuntes. Os comerciantes estabelecidos na citada via estão reclamando que essas ações da PRF estão afastando a clientela.

Pior: quando às blitz são realizadas à noite os bares, dancings, sorveterias, lanchinhos, pizzarias e postos de combustíveis quase não recebem ninguém. Os prejuízos estão se multiplicando e dentro em breve muitas pessoas poderão ser jogadas ao desemprego.

Mesmo assim, nenhum político ou administrador público resolveu sair em defesa dos empresários e comerciantes estabelecidos na Av. Jorge Teixeira, que pela Lei é de domínio fiscalizatório da Polícia Rodoviária Federal.
Para completar, a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada, pesados caminhões e carretas cruzam a cidade de Porto Velho, desde os limites com o município de Candeias do Jamari até o Porto Graneleiro ou até os Terminais de Combustíveis instalados no bairro Nacional à margem direita do rio Madeira.

A situação há bastante tempo transformou a situação num verdadeiro inferno para motoristas e pedestres da Capital.
Mas tem gente fingindo que isso não é nada prejudicial a ninguém. Será?

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!

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