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Publicado em Sábado, 20 de Novembro de 2010 - 11h13

Não basta a população reclamar. É preciso agir para evitar um novo surto de dengue em Porto Velho

Walmir Miranda


A população de Porto Velho e de todo o Estado de Rondônia precisa se conscientizar de uma vez por todas que os problemas com doenças como dengue, malária, sarampo, dentre outras, sempre existirão em qualquer parte da Região Amazônica, em decorrência das características climáticas que a mesma possui, principalmente em se tratando das altas ocorrências pluviométricas (extensos períodos invernosos).

Portanto, não adianta achar que o perigo vai estar totalmente afastado e resolvido só porque se fez ou se esteja fazendo essa ou aquela campanha de imunização, através de vacinas desse ou daquele tipo. Não é por aí.

As vacinas são importantes sim. Mas para se tornarem eficazes elas precisam de ações pontuais, por parte da população. Ações que envolvam por parte das pessoas: proteção contra a estagnação de água em vasilhames (caixas d’água, xaxins de plantas, garrafas, pneus velhos, utensílios domésticos, calhas, piscinas sujas), dentro ou fora dos estabelecimentos domiciliares. Esses cuidados têm de ser mantidos permanentemente, pois por qualquer descuido que se cometa o mosquito Aedes Aegypti volta a fazer seus criadouros para atacar crianças, adolescentes, adultos e idosos. Ninguém está imune a isso.
Tanto é verdade que, os organismos de saúde possuem estatísticas comprovando que muitas pessoas já contraíram a doença da dengue várias vezes.

UM “VELHO” e “NOVO PROBLEMA” A SER COMBATIDO

Portanto, embora pareça chato se estar constantemente falando nesse assunto, a população deve estar permanentemente atenta contra a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue, que em seu grau mais forte e violento, causa hemorragia interna no organismo humano, e chega até a matar. Isso é fato. Isso é verdade. Em Rondônia muitas pessoas já foram a óbito por causa da dengue hemorrágica.

Esse “velho” e ao mesmo tempo “novo problema” está querendo voltar a comunidade portovelhense, assim como, seus indícios já se fazem presentes em diversos municípios rondonienses.

Para que um novo surto de dengue não volte a acontecer e gerar as conseqüências nefastas do passado, a população mais do que nunca, precisa se conscientizar de que ela é a peça mais essencial ao êxito das medidas que os órgãos de saúde (federais, estaduais e municipais) estão colocando em prática para salvaguardar a saúde das pessoas e preservar-lhes a vida.

Sem essa de não quere obedecer ao que está sendo orientado, para combater a dengue em todos os sentidos. Além da ingestão por orientação médica, de medicamentos adequados ao tratamento dessa doença, logo aos primeiros sintomas, antes que o quadro evolua para situações mais perigosas.

ESTADO DE RONDÔNIA

Convém alertar que, em Rondônia, quatro dos seis municípios selecionados para fazerem parte do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti – LIRA´s / 2010, realizado sob aquiescência do Ministério da Saúde, já concluíram seus levantamentos e enviaram os dados para aquela pasta federal.

Dentro dos estudos efetuados, Porto Velho saiu da SITUAÇÃO DE ALERTA, apontada pelo LIRA´s em 2009, e agora apresenta RISCO DE SURTO para a dengue.

Pelos dados compilados, o Índice de Infestação da Capital do Estado de Rondônia é de 4,4%, enquanto que os municípios de Guajará Mirim, Ji-Paraná e Vilhena estão atualmente em SITUAÇÃO DE ALERTA.

Portanto, cabe a população entender que sua colaboração, no atendimento as medidas determinadas pelos órgãos de saúde, para o combate eficaz contra a proliferação do mosquito da dengue é algo fundamental. Relaxar ou não dar ouvidos as recomendações constantes das campanhas que buscam erradicar esse tipo de doença é “dar mole para o azar”, e depois correr o risco de ver pessoas doentes em seus lares, ou até mesmo vir a ter de levá-las para os cemitérios, por causa da dengue hemorrágica. Olho vivo, portanto!

A qualquer sintoma de dengue, a pessoa deve procurar um médico, imediatamente, para receber o tratamento adequado e não correr riscos desnecessários.

Também se deve evitar ter água estagnada dentro ou fora de casa, e de estabelecimentos comerciais. Evitar lixos dentro das moradias, sobre modo, aqueles que contenham objetos que possam reter às águas deixadas pelas chuvas, que tão constantes nesse período do ano em nossa região.

Ponha-se a salvo. Proteja sua saúde. Tome esses cuidados. Evite a dengue.

BOLSA FAMÍLIA EM RONDÔNIA

Acredite se quiser. Mas saiba que é verdade. Somente em Porto Velho, 23.000 famílias recebem o denominado benefício social: BOLSA FAMÍLIA.

Detalhe: quando o atual prefeito assumiu a Prefeitura Municipal de Porto Velho, em 2005, apenas 5.000 famílias recebiam esse benefício. Hoje, como dissemos acima, são vinte e três mil.
 
Será que tem “cabo eleitoral” melhor que esse? É a pergunta que não quer calar.

Porém, fazer o quê, se esse é um programa do governo federal em convênio com as prefeituras municipais em todo o País.

Para o governo federal o programa “Bolsa Família” apresenta inclusão social, produtividade, bem como, a retirada de milhares de pessoas de situações de vulnerabilidade.

Para outros, esse tipo de programa mostra a capacidade que as prefeituras têm de desenvolver estratégias no âmbito da atenção social básica, porque ajudam muitas pessoas a superarem a miséria a qual estiveram relegadas.
 
Em Porto Velho, as famílias assistidas pelo programa “Bolsa Família” contam com os serviços de psicólogos e assistentes sociais, além de passarem por avaliações médicas periódicas.

Por essas e por outras é que será muito difícil tirar o PT do poder. No Brasil inteiro o Programa Bolsa Família beneficia mais de 19 milhões de famílias carentes.

Esse programa, embora útil, é ou não é uma “máquina” de fazer e obter votos? Ele foi uma grande sacada de Lula-lá, que governa por dois mandatos, já elegeu Dilma Rousseff, e tem tudo para voltar em 2014, se quiser. Quem viver, verá. É só uma questão de tempo.
                                                
ARROMBAMENTOS DE CARROS

No quadrilátero formado pelas Avenidas Pinheiro Machado, Sete de Setembro, Rogério Weber e Rua Joaquim Nabuco, por falta de policiamento estão ocorrendo arrombamentos de veículos (principalmente pick-up´s e automóveis novos).

Os arrombadores levam aparelhos de som, cd´s, dvd´s, cartões de crédito, documentos pessoais dos proprietários, além de documentos dos veículos.

Os “noiados” que circulam pelo “pedaço” se disfarçando de “flanelinhas” nunca sabem de nada, nunca vêm nada e, por vezes, ainda tiram “sarro” da cara dos transeuntes.

A coisa está pegando muito mal, porque está dentro um perímetro cheio de estabelecimentos comerciais, bares, lanchonetes, point´s musicais, danceterias, boates, dentre outros.

A guisa de comprovação da situação aqui aventada pela coluna, recentemente, no mencionado perímetro central da Capital rondoniense, as jornalistas Toninha e Ivonete Gomes também tiveram seus automóveis “visitados” pelos “amigos do alheio”. Em decorrência disso, a muito custo tiveram de providenciar novos documentos pessoais. Até agora, nada foi encontrado.
Isso é uma vergonha.

BALNEÁRIOS E CHÁCARAS

Após receber denúncias de pessoas, que nos pediram para não serem incomodadas, por temerem represálias, demos um “role” por cerca de vinte balneários e chácaras que atendem clientelas com som ao vivo ou mecanizado, situados às proximidades do perímetro urbano de Porto Velho.

Sem nenhuma surpresa constatamos que, na maioria desses locais, que aos finais de semana concentram grandes quantidades de público estão: ambientes fétidos, cozinhas imundas, pessoas trabalhando sem toucas protetoras para cabelos, crianças fazendo trabalho de garçons, cozinheiras trabalhando com as mãos e unhas sujas.

Também constatamos a ausência de equipamentos de segurança como extintores de incêndio, recipientes para colocar restos de comidas, latas de bebidas e papéis, pouca luminosidade e ventilação internas (após as 18 horas), poucos seguranças, preços exorbitantes para comidas, bebidas e refrigerantes.

Em quatro desses locais tivemos a sensação que, homens e mulheres estariam consumindo drogas na “cara dura”, sem se importarem com a presença dos transeuntes, muitos dos quais eram crianças.
Em apenas seis daqueles locais vimos à presença de policiamento ostensivo da Polícia Militar. E graças ao qual tudo estava funcionando tranquilamente. Inclusive, com elogios dos presentes.
Detalhe: em apenas um desses ambientes constatamos a existência de pára-raios, para proteger as pessoas de fenômenos atmosféricos (raios).

Já a altura das aparelhagens, se nos pareceu estar dentro dos limites exigidos pelas autoridades ambientais.

Entretanto, por um lapso, esquecemos de verificar se todos os locais visitados possuíam autorização da Delegacia de Jogos e Diversões para funcionar como estabelecimentos comerciais (alguns cobram ingressos à entrada). Faremos isso em breve.

Entretanto, compete que os canais competentes (Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Vigilância Sanitária, Comissariado de Menores, Delegacia de Jogos e Diversões, dentre outros também chequem à situação, afinal de contas esses locais devem estar dentro de padrões legais exigidos às suas funcionalidades ao público. Ou não?

É a nossa sugestão.   

ATÉ A PROXIMA, PREZADOS LEITORES!


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