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Publicado em Sábado, 07 de Maio de 2011 - 10h21

PROMOTOR VAI PROCESSAR JORNAL POR OPINIÃO DE LEITORES

Dimas Ferreira


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“O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute”.

(Sabedoria Oriental)

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SORTE DESPERDIÇADA

Lembram daquele prêmio de R$ 70 milhões da Mega-Sena, sorteado em abril deste ano e faturado por um sortudo do Paraná, outro de São Paulo? Pois a bolada também poderia ter transformado em milionário um agricultor de Planalto São Luiz, distrito de Cabixi e onde morava até anos atrás o prefeito da cidade, Bau Barroso (PR). O sujeito marcou um único cartão e emprestou a própria moto para um cunhado ir até Colorado do Oeste fazer a aposta. No meio do caminho, o sujeito, certamente acreditando que o jogador não era tão virado para a lua, parou num boteco à beira da estrada e torrou todo o dinheiro do bilhete. Com a irresponsabilidade, privou o marido da irmã de embolsar mais de R$ 23 milhões. Tá certo ou não tá o senador Ivo Cassol (PP), que cunhou a máxima “cunhado não é parente”? Tem razão: cunhado é castigo...

NINGUÉM ESCAPA

Quem perde tempo lendo essa coluna pode dar testemunho: não foram poucas as vezes em que aqui se elogiou a imparcialidade do promotor Paulo Lermen. Pois, nesta semana, o “Parquet” resolveu mostrar que não alivia para ninguém mesmo: por causa de comentários feitos em reportagens do site www.folhadosulonline.com.br, o xerife do MP anunciou que irá sapecar dois processos no lombo deste colunista (um cível, outro criminal), exigindo inclusive reparação financeira pelos aborrecimentos decorrentes dos pitacos dos leitores. Não quero nem pensar no tipo de pena que Lermen vai tentar impor a outros veículos, onde realmente foram publicadas ofensas e não meras opiniões de internautas.

SEM MÁGOAS
 

Irmão de Inês Zanol (PSB), ex-prefeita da cidade, o profissional liberal é a prova provada de que nem sempre é preciso estar pessoalmente na política para montar na moeda

 

Só pra deixar claro: continuo achando o promotor um sujeito dos mais corretos, apesar da vontade dele (anunciada pessoalmente) de querer me fazer ver o sol nascer quadrado. Mesmo seus adversários (num dos quais estou sendo transformado à força) são incapazes de apontar atos de corrupção em seu currículo. Além disso, o doutor Paulo é do tipo certinho, que ao invés de tentar ganhar dinheiro nos momentos de folga, exerce função voluntária e sem remuneração, ajudando a recuperar dependentes químicos.

NADA É PERFEITO

Porém (e sempre tem um porém), o promotor não gosta de críticas, o que é simplesmente inaceitável para quem exerce cargo público. Neste caso, porém, meu algoz parece ter observado apenas manifestações contrárias (duras, entretanto, não caluniosas), esquecendo-se de ler a penca de elogios à sua atuação. Assim sendo, só tratarei com ele, de agora em diante, de assuntos esportivos. Mas farei isso daqui a um mês, já que seu Inter e o meu Cruzeiro se estreparam nesta semana, sendo ambos humilhantemente eliminados da Taça Libertadores. Apesar dos entreveros, bola pra frente, tchê!

VIDA DE CÃO

O vereador José Cechinel (PV) é, como todos sabem, um rapaz cheio de boas intenções, mas carece de experiência. Prova disso é que uma idéia sua, defendida com evidente ingenuidade no plenário da Câmara, virou piada em todo o Estado, quase igualando-o ao edil goiano que observou um minuto de silêncio em memória de Osama Bin Laden. Cechinel acabou sendo transformado num mané só porque propôs que a Prefeitura criasse um cemitério para animais. Francamente, exageraram com o menino...

HUMOR NEGRO

Gaiato como sempre, o empresário Naif Abdo Faris, pioneiro em Vilhena e de origem palestina, conseguiu fazer piada com a morte de Bin Laden, que ele acredita ter sido executado pelos marines americanos. Ao comentar os 10 anos de demora dos ianques em descobrir o paradeiro do líder da Al Qaeda, o “turco” justificou: “O cara não tinha telefone em casa, não estava no Orkut, no Facebook nem no Twitter... Como é que dava pra achar um cabra tão desplugado, sô?”.

ABRIRAM A PORTEIRA

Atenção, senador Valdir Raupp: agora é possível realizar seu sonho de rachar o estado de Rondônia em dois. Com o precedente aberto pela Câmara, que autorizou plebiscito para que o Pará seja transformado em três unidades federativas (serão criados o Tapajós e o Carajás), ressuscitar Aripuanã ficou fácil. Para quem não se lembra, o senador peemedebista liderava um movimento (junto com o velho Reditário Cassol), no início da década de 90, para implantar um estado amazônico, cuja capital seria Vilhena. Por sorte, aquela empreitada deu com o burros n’água, mas não custa tentar de novo, né?

BONANÇA

Um jornalista vilhenense encontrou, na semana passada, a bordo de um reluzente Camaro SS, jóia automobilística da Chevrolet, de mais de R$ 200 mil o contabilista Wilson Aquino, de Pimenta Bueno. Irmão de Inês Zanol (PSB), ex-prefeita da cidade, o profissional liberal é a prova provada de que nem sempre é preciso estar pessoalmente na política para montar na moeda.

SACANAGEM

Olha no ouvido de quem foi cair o babado: Júnior Pintor, o militante do PSDB que é uma fábrica de notícias ambulante. Em conversa com uma ex-funcionária de locadora na cidade, o tucano foi informado que a mulher de um conhecido político do Cone Sul é simplesmente viciada em filmes pornôs. Tanto que locava um DVD adulto por dia. Como era de se esperar, a conversa entrou por uma orelha e, antes de sair pela outra, passou pela (venenosa) língua do fuxiqueiro.
 

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FALA DE CASSOL ENTERRA CANDIDATURA DE VEREADOR

Na campanha pela Prefeitura de Vilhena, em 1992, o candidato da situação, o ex-presidente da Câmara, Humberto Rover, resolveu fazer um comício no então distrito de Chupinguaia. Atrás nas pesquisas, o parlamentar, que era apoiado pelo prefeito de então, Lorivaldo Ruttmann, chamou para subir ao palanque o deputado federal Reditário Cassol.
Respeitado em todo o Cone Sul, graças à capacidade de liberar recursos junto ao Governo Federal, Cassolão pegou o microfone e resolveu mostrar que Rover seria a melhor opção, pois continuaria o trabalho de Ruttmann. Falando com seu forte sotaque catarinense, o veterano parlamentar berrava a plenos pulmões:
- Estão vendo aquele posto de saúde ali...
E a platéia batia palmas.
- ... Foi o Ruttmann quem fez e o Rover vai manter...
Após mostrar, apontando com o dedo, escolas, ruas bem conservadas e uma série de outras obras, Cassol pareceu não ter mais do que falar. Ao cochichar no ouvido do prefeito, que também estava no palanque, o deputado esqueceu de tapar o microfone e saiu isso, em alto e bom som:
- Que mais você fez nessa currutela aqui, Ruttmann?
Se foi pela mancada ou não, ninguém sabe, mas o fato é que Rover perdeu aquele pleito para o madeireiro Ademar Suckel.


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