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Cidades

Lenda urbana da loira do carro preto causa confusão em delegacia de Manaus

Sexta-feira, 14 Março de 2008 - 14:44 | Agência Folha


Uma lenda urbana que corre em Manaus (AM) --a de que uma mulher, loira, andava pela cidade em um carro preto, acompanhada por um homem e em busca de crianças para "roubar" os órgãos delas-- criou confusão, na quarta-feira (12) à tarde, em uma delegacia do bairro Novo Israel.

A multidão, entretanto, havia se enganado de loira. A mulher que acabava de ser detida era suspeita de tráfico de drogas, e não de órgãos.

Alguns queriam linchá-la --e policiais militares tiveram de cercar a delegacia para impedir as agressões. Quando os suspeitos chegaram à delegacia, cerca de mil pessoas já estavam na frente do distrito para "pegar" a suposta ladra de órgãos, segundo o delegado Paulo Martins.

A multidão, entretanto, havia se enganado de loira. A mulher que acabava de ser detida era suspeita de tráfico de drogas, e não de órgãos.

No local, um menino de seis anos, levado pelos pais, aguardava a pessoa que, segundo o garoto, havia tentado levá-lo dias atrás. Ao ver chegar a suspeita, disse que a reconhecia. Em seguida, mudou a versão.

A loira e o homem não chegaram a ser detidos e, como não houve flagrante, foram liberados em seguida, após os policiais dispersarem a multidão, ao dizerem que o alvo da investigação não tinha relação com tráfico de órgãos.

A suspeita era investigada por envolvimento com o tráfico de drogas. Naquela tarde, era observada por policiais e, ao notar que era seguida, resolveu fugir. Foi quando a perseguição teve início.

De acordo com a Secretaria da Segurança do Amazonas, o que aconteceu não passou de uma "confusão".

A assessoria da Polícia Civil informou que as pessoas foram "incitadas" por programas policiais da televisão local que, no início do ano, começaram a veicular reportagens sobre um esquema de tráfico de órgãos em Manaus, comandado por uma mulher loira que dirigia um carro preto pela cidade e arrancava os órgãos de crianças.

Desde então, diz a assessoria da polícia, a cidade ficou "vidrada" na história. Delegacias recebiam ligações de pessoas em busca de informações sobre o esquema --o que se revelou apenas uma lenda urbana.
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